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quinta-feira, 19 de março de 2009

Enfermagem

Se você pretende seguir essa carreira, saiba que vai precisar de muita sensibilidade para cuidar dos outros, pois é esse profissional quem faz a ponte entre o paciente e seus familiares e todos os demais profissionais do hospital. Dependendo do estágio da carreira, suas atribuições não param por aí. Que o diga a enfermeira Deborah Oliveira de Carvalho, supervisora da Santa Casa de Misericórdia de Mococa, no interior de São Paulo. “Coordeno uma equipe com 40 funcionários, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais e nutricionistas, e sou responsável por todas as áreas de enfermagem do hospital. Na minha função, é fundamental ter espírito de liderança e entender de gestão de pessoas e de processos”, diz ela. A carreira de enfermeiro, ressalta Deborah, exige uma série de sacrifícios. “Tenho folgas a cada quinze dias e estou sempre de sobreaviso, mesmo quando não é meu plantão. Tenho pouco tempo para me divertir e preciso ser criativa para conciliar o trabalho, a família e o lazer. Mas vale a pena porque gosto muito do que faço”, conta a profissional.

Indispensável em todos os setores de um hospital, da UTI à psiquiatria, passando pela pediatria, maternidade e cardiologia, o enfermeiro se preocupa com a qualidade de vida e a segurança dos pacientes. É sua função coletar dados sobre o estado dos doentes e ajudar a estabelecer o diagnóstico para auxiliar o corpo clínico sobre a conduta a ser seguida. Ele também é responsável pela higiene, alimentação e orientação do paciente, bem como pela administração de remédios e a aplicação de curativos. Pode atuar, ainda, na saúde coletiva, em campanhas de prevenção de doenças e realizando trabalhos educativos na comunidade.

MERCADO DE TRABALHO

O mercado de trabalho do profissional de Enfermagem tem passado por mudanças. “Aquela atuação tradicional, em hospitais, está muito difícil. O mercado está saturado pois há muitos cursos no país e a concorrência é grande”, diz José Luiz Tatagiba Lamas, coordenador do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de São Paulo. A mudança, no entanto, não significa que a profissão passe por um momento ruim. “O enfermeiro tem de ser criativo e buscar alternativas. Hoje, por exemplo, há profissionais que trabalham em empresas de produtos hospitalares, apresentando as novida- des a outros enfermeiros e dando treinamento. Essa função não existia há poucos anos”, explica.

O envelhecimento da população brasileira também faz aumentar a procura pelo especialista em saúde da terceira idade para atuar em hospitais, clínicas e casas de repouso ou como autônomo. No estado de São Paulo, que abriga a maior rede hospitalar do país, há vagas em instituições filantrópicas e privadas. As oportunidades são maiores nas cidades do interior. O Programa Saúde da Família e o Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-Saúde) também criam postos de trabalho para os enfermeiros em todo o Brasil. Como a política de saúde do governo federal tem dado maior ênfase aos investimentos na prevenção de doenças (desnutrição, doenças sexualmente transmissíveis, tratamento de gestantes, hipertensão e outras), nos últimos anos, os formados têm atuado principalmente na área de promoção da saúde e na emergência.

$ Salário médio inicial: R$ 1.500
O CURSO

As diretrizes estabelecidas pelo MEC em 2002 propuseram que a formação na graduação passasse a ter um caráter mais generalista, voltado para as necessidades de atenção primária, que é o trabalho do enfermeiro em ambulatórios, prontos-socorros e postos de saúde. O início do curso é marcado por disciplinas básicas da área das ciências biológicas, como anatomia, microbiologia, citologia, histologia e parasitologia. Também há matérias de administração e fundamentos de psicologia e de sociologia. Gradativamente, o aluno conhece os procedimentos técnicos e, no segundo ano, começa a
atender pacientes e a cuidar de enfermarias. O estágio é obrigatório, sempre supervisionado por enfermeiros e professores. No fim do curso – que dura, em média, quatro anos e meio –, é comum a exigência de um trabalho de conclusão.

O QUE VOCÊ PODE FAZER

Assessoria e consultoria
Auditar os procedimentos hospitalares de enfermagem e auxiliar na montagem de unidades de saúde.

Atendimento domiciliar
Cuidar de pacientes em sua residência, dando continuidade ao tratamento hospitalar. Auxiliar o paciente em exercícios terapêuticos e cuidar de sua higiene e de seu bem-estar.

Enfermagem geral
Comandar equipes de técnicos e auxiliares de enfermagem no atendimento a pacientes.

Enfermagem geriátrica
Atender idosos, doentes ou não, em domicílios, casas de repouso, clínicas e hospitais.

Enfermagem médico-cirúrgica
Ministrar cuidados pré e pós-operatórios em prontos-socorros, clínicas e hospitais.

Enfermagem obstétrica
Dar assistência integral a gestantes, parturientes e lactantes, acompanhando o pré-natal, realizando exames e auxiliando o médico no parto e no pós-parto. Dar orientações sobre planejamento familiar.

Enfermagem pediátrica
Acompanhar e avaliar o crescimento e o desenvolvimento da criança. Incentivar o aleitamento materno e orientar os pais quanto às técnicas e aos cuidados com os recém-nascidos.

Enfermagem psiquiátrica
Ajudar no tratamento de pacientes com distúrbios psicológicos.

Enfermagem de resgate
Participar de equipes de salvamento de vítimas de acidentes ou de calamidades públicas.

Enfermagem do trabalho
Dar atendimento ambulatorial em empresas e acompanhar programas de prevenção e manutenção da saúde dos funcionários.

Enfermagem de saúde pública
Orientar a população sobre a prevenção de doenças e promover a saúde da coletividade. Atender pacientes em hospitais, centros de saúde, creches e escolas. Formar, capacitar e supervisionar os agentes de saúde.

Fonte:

Um comentário:

Mariana disse...

Eu acho muito importante gostar do trabalho que um faz, sobre tudo na parte da saúde.
Um doutor que trabalhe em cardiologia no centro tem que amar o que faz para cuidar aos seus pacientes.

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