Click here for Myspace Layouts

Translate

Pesquisa personalizada

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Leishmaniose Tegumentar Americana

Enfermidade polimórfica da pele e mucosas caracterizada pela presença de lesões ulcerosas indolores, únicas ou múltiplas (forma cutânea simples), lesões nodulares (forma difusa) ou lesões cutaneomucosas (forma cutaneomucosa) que afetam regiões nasofaríngeas concomitantemente ou após infecção cutânea inicial

Histórico

•Ásia Central: descrições no século 1 d.c.
•Afeganistão: ferida de Balkh
•Síria: botão de Aleppo
•Iraque: botão de Bagdá
•Botão do Oriente

América

•Peru e Equador: cerâmicas (400-900 d.c.)
•Descrições clínicas: século XVI (Oviedo e Pizarro)
•1764: Bueno demonstra que no Peru a doença era transmitida pela picada de Flebotomíneos

Brasil

•Conhecida desde 1855
•1908: Ferrovia Noroeste do Brasil (SP)
•Baurú: Úlcera de Baurú

Importância

•Prevalência Mundial: 12 milhões de casos (OMS) e incidência de 400.000 casos
•Brasil: 3 mil novos casos em Manaus


Distribuição




Transmissores

Mosquitos fêmea do gênero Lutzomyia
Conhecidos como mosquito-palha
São Hematófagos
São menores que os pernilongos comuns,apresentam-se muito pilosos e de coloração clara (cor de palha ou castanhos claros) facilmente reconhecidos pela atitude que adotam quando pousam, pois as asas permanecem erectas e entreabertas, as fêmeas exercem hematofagia, preferencialmente, no horário noturno.
As fêmeas necessitam de sangue para o desenvolvimento dos ovos. A longevidade varia em torno de 1 mês em laboratório com dietas de açucares e sangue. Movem-se de modo saltitante, com vôos curtos; podendo ser coletados tanto em copa, como em solo.Têm o hábito as fêmeas desses insetos alados de depositarem seus ovos em locais úmidos e escuros, como tocas de tatus e outros animais silvestre, ou fendas do solo e cavernas com pouca luz

Os criadouros em ambientes extra domiciliares são: raízes tubulares de árvores, ocos, depressões e buracos de tronco e toca de animais: entre e sob as rochas, fendas e juntas. No ambiente domiciliar e peridomiciliar: chiqueiro de porcos, bananais, tendo, algumas espécies, grande capacidade de se adaptarem ao ambiente domiciliar humano, quando ocorre destruição do seu habitat natural.

A sazonalidade e a densidade são dependentes de alguns fatores como temperatura, umidade(chuva), velocidade dos ventos; podendo aumentar em número nos meses quentes e úmidos, diminuindo seu número nos meses frios e secos.
Reservatórios

São mamíferos silvestres: roedores, canídeos, marsupiais, ungulados e edentados (ratos, cães, gambás, raposas, tamanduá, bicho-preguiça).

Agente Etiológico

•Parasitos do gênero Leishmania, Ross (1903)
•Leishmania braziliensis
•Leishmania amazonensis
•Leishmania guyanensis
•Leishmania shawi
•Leishmania naiffi
•Leishmania lainsoni

Morfologia

Amastigotas (intracelulares)
Amastigotas: são intracelulares, encontrados no interior de histiócitos (macrófagos) do hospedeiro vertebrado


Promastigotas (extracelulares)
Promastigotas: extracelulares, encontrados no tubo digestivo dos flebotomíneos

Ciclo Biológico


Inicia-se pela picada de um inseto na forma promastigotamque inocula o repasto sanguíneo na pele onde ali a forma promastigota será fagocitada pelos histiócitos ( primeira forma de defesa. Depois há passagem para a forma amastigota( para resistir aos mecanismos de defesa-nacrofagos) e há reprodução no interior dos macrófagos, reprodução assexuada por divisão binária e o macrófago, que não aguenta está reprodução, se rompe e libera os parasitos, que serão fagocitados novamente e se manterá o ciclo.
O mosquito se infecta sugando o sangue de animal ou indivíduo com céluas parasitárias amastigotas, que se transformará em promastigotas no interior do inseto e se reproduzirá, como vai ficando sem espaço e há competição por nutrientes etc os parasitas migram para o aparelho bucal do inseto, concentrando-se glândulas salivares.

video


Transmissão

•Picada de insetos hematófagos do gênero Lutzomyia, popularmente conhecidos como tatuquira, birigui, mosquito-palha etc...

Patogenia

•A inoculação de formas promastigotas na pele atraem para o local células fagocitárias mononucleares, macrófagos e outras células da série branca
•Somente macrófagos fixos (não estimulados) são hábeis para o estabelecimento da infecção

Período de Incubação

•Variável: 1 semana a 3 meses
•Definição: período decorrido entre a picada do inseto e o aparecimento de lesão

Lesão Inicial


Formas Clínicas
•Leishmaniose Cutânea
•Leishmaniose Cutaneomucosa
•Leishmaniose Cutânea Difusa

Leishmaniose Cutânea
•Leishmaia braziliensis
•Leishmania guyanensis
•Leishmania amazonenis
•Leishmania lainsoni




Forma Cutaneomucosa
•Leishmania braziliensis
•Leishmania guyanensis


Forma Difusa

Leishmania amazonensis



Epidemiologia

•Primariamente uma Enzootia de animais silvestres
•Zoonose
•Ocorre em: roedores, marsupiais, edentados, canídeos, primatas e homem

Cão parasitado


Distribuição

•Índia, Paquistão, Oriente Médio, sul da URSS, litoral de países à beira do Mar Mediterrâneo, África
•México e América Central
•América do Sul: todos os países com exceção do CHILE
Brasil•L. braziliensis: Pará, Ceará, Amapá, Paraíba, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso
•L. guyanensis e L. amazonensis: Floresta Amazônica

Diagnóstico

•Clínico: Baseado na característica da lesão
•Diferencial com Hanseníase, Tuberculose Cutânea, Blastomicose e Esporotricose, Úlcera Tropical e Doença de Jorge Lobo
Diagnóstico laboratorial•Exame direto: biópsia e curetagem das bordas da lesão
•Cultura do tecido em NNN
•Inóculo em animais experimentais
•Exame histopatológico

Métodos Imunológicos
•Teste de Montenegro: mais empregado
•Reação de Imunofluorecência Indireta (RIFI): reações cruzadas

Tratamento
•Antimoniato de n–metilglucamina (Glucantime) : 1ml/5kg diários (10 dias)
•Isotianato de Pentamidina
•Anfotericina B
•Paramomicina 15%: unguento
•Cloridrato de metil benzotonium 12%
•Imunoterapia

Profilaxia

Pelo fato de ser uma zoonose primitiva das florestas, a leishmaniose tegumentar americana resiste a qualquer medida preventiva aplicável as doenças transmitidas por vetores. Na maior parte das áreas endêmicas , onde se observa o padrão clássico de transmissão, quase nada pode ser feito no momento em relação a profilaxia da doença, dada a impossibilidade de se atuar sobre a fonte de infeção silvestre. Portanto, algumas medidas devem ser adotadas, tais como:

medidas clínicas, diagnóstico precoce e tratamento. Toda a pessoa que apresentar ferida de difícil cicatrização deverá procurar a Unidade Básica de Saúde, para a realização do exame específico e tratamento.

medidas de proteção individual, são meios mecânicos através do uso de mosquiteiros simples, telas finas em portas e janelas , evitar a frequência na mata, principalmente no horário noturno, a partir das 20:00 horas (crepúsculo) sem o uso de roupas adequadas,boné, camisas de manga comprida, calças compridas e botas além do uso de repelentes.

medidas educativas, as atividades de educação em saúde devem estar inseridas em todos os serviços que desenvolvem as ações de controle de LTA, requerendo o envolvimento efetivo das equipes multiprofissionais e multiinstitucionais com vistas ao trabalho articulado nas diferentes unidades de prestação de serviço, através de: - Capacitação das equipes, englobando conhecimento técnico, os aspectos psicológicos e a prática profissional em relação à doença e ao doente; - adoção de medidas profiláticas ,considerando o conhecimento da doença, atitudes e práticas da população, relacionadas às condições de vida e trabalho das pessoas;- estabelecimento de relação dinâmica entre o conhecimento do profissional e vivência dos diferentes extratos sociais através da compreensão global do processo saúde/doença, no qual intervêm fatores sociais, econômicos, políticos e culturais.
video

CASO CLÍNICO

M.D.U, 51 anos , branco ,do sexo masculino portador de LTA há mais ou menos 02 anos tratado sem efeito satisfatório na FUNASA de Alto Alegre-MA, sendo encaminhado ao Hospital Presidente Vargas referência no Estado no tratamento de Tuberculose, Doenças Tropicais e AIDS. O cliente apresentava destruição do septo nasal, comprometimento de laringe, faringe e lesões cutâneas sangrantes localizadas na região posterior da coxa e perna direita caracterizadas por edema, vermelhidão, bordas definidas, pontos esbranquiçados disseminados dentro da lesão e secreção espessa esbranquiçada em média quantidade com odor fétido.

Um comentário:

Sam_Lindinhu disse...

Caros, amigos e amigas. Sou estudante de Enfermagem, e pesquisando sobre Leishmaniose Tegumentar, me deparei com o blog. Aproveitei algumas coisas daqui pra complementar meu trabalho. mas não consegui "CUIDADOS DA ENFERMAGEM", no paciente com LTA. se puderem postar aki, ou mandar pra mim, ficarei agradecido. (MSN.; emsemerson@hotmail.com)

obrigado!

Política de privacidade

" O conteúdo das matérias desse portal é de caráter meramente ilustrativo e informativo. Nenhuma informação obtida a partir deste conteúdo , deverá substituir , do ponto de vista ético ou legal , a orientação de um médico ( ou de outro profissional da área da saúde ) , em relação aos aspéctos preventivos, diagnósticos e de tratamento , das diversas doenças ou condições clínicas " .

Não é finalidade deste portal a análise, comentário ou emissão de qualquer tipo de diagnóstico aos usuários, tarefa esta reservada unicamente ao seu respectivo médico de confiança, como também não é finalidade deste portal republicar artigos como sendo de minha própria autoria, ou mesmo para fins lucrativos, comerciais. Este site tem apenas a finalidade de transmitir informações interessantes a leigos e profissionais de saúde como forma de esclarecimento, dando sempre créditos aos seus autores, sem nenhum fins lucrativos.

Tenho referenciado todos os textos com autoria e fonte. Quando possível publico também o site e informações de contato do autor. Se você deseja usar algum texto publicado nesse portal, por favor, referencie. Informe com clareza a autoria e a fonte.






"O futuro pertence aqueles que acreditam na beleza de seus sonhos..."

"Amar ao próximo é amar a si mesmo." Fonte: médicos sem fronteiras.


So Enfermagem

.
Márcia Florêncio. Tecnologia do Blogger.