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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Virgínia Henderson -Teoria das necessidades básicas


Virgínia Henderson nasceu em 1887 e faleceu em 1996. Licenciou-se na “Army School of Nursing, Washington, D.C., em 1921 e posteriormente especializou-se como enfermeira docente, tendo integrado o corpo docente da “Columbia school”, entre 1930 e 1940. Escreveu e editou várias versões do livro” The Principles and Practice of Nursing”.

Em 1956, Virgínia Henderson define da seguinte forma as funções dos enfermeiros: a função única do enfermeiro é assistir o indivíduo, doente ou são, na realização daquelas actividades que contribuem para a saúde ou a sua recuperação (ou para a morte tranquila) que ele realizaria sem auxílio se para tal tivesse a força a vontade e o conhecimento necessários. E fazer isto de modo a ajudá-lo a conquistar a independência tão rapidamente quanto possível.
Para Henderson, a pessoa é a figura central dos cuidados de enfermagem e o enfermeiro deve ajudá-la a tornar-se independente na satisfação das suas necessidades o mais cedo possível, entendendo por necessidade o requisito ou exigência e não a falta.

Virgínia Henderson baseia a sua concepção de Enfermagem nos seguintes pressupostos: • Tanto o enfermeiro como a pessoa valorizam a independência sobre a dependência; • A saúde tem um significado social bem como um significado individual; • Toda a pessoa tende a alcançar o mais alto nível de saúde ou, na sua impossibilidade, uma morte serena; • Quando a pessoa tem conhecimento, força e/ou vontade tende a alcançar a saúde; • Tanto a pessoa como o enfermeiro devem definir objectivos congruentes • Os cuidados de enfermagem devem basear-se na satisfação de 14 necessidades básicas; • O enfermeiro deve ter em conta o plano terapêutico prescrito pelo médico ao definir os objectivos dos cuidados; • A prática profissional do enfermeiro deve basear-se nos contributos gerados pela investigação em enfermagem/conhecimentos. Para Virgínia Henderson todas as necessidades se encontram inter-relacionadas, sendo a satisfação de qualquer uma delas diferente de pessoa para pessoa, variando com os factores psicológicos, sociais e culturais e com a sua própria percepção de “correcto” ou “normal”1. As 14 necessidades identificadas neste modelo são: • Respirar normalmente; • Comer e beber adequadamente; • Eliminar os resíduos corporais; • Mover-se e manter posturas correctas; • Dormir e descansar; • Vestir-se e despir-se, seleccionando vestuário adequado; • Manter a temperatura corporal, adaptando o vestuário e modificando o ambiente; • Manter a higiene e a protecção da pele; • Evitar perigos ambientais e impedir que prejudiquem os outros; • Comunicar com os outros, expressando emoções, necessidades, receios e opiniões; • Viver segundo crenças e valores; • Trabalhar de forma a obter realização e satisfação; • Praticar desporto ou participar em diferentes actividades recreativas; • Aprender, descobrir ou satisfazer a curiosidade que conduz ao desenvolvimento normal e à saúde, utilizando os meios disponíveis. Tendo em conta os pressupostos atrás anunciados e a satisfação das necessidades básicas, na concepção de Virgínia Henderson, inferem-se três postulados (suporte teórico e científico do modelo conceptual): 1. Cada pessoa quer e esforça-se por conseguir independência (entende-se por independência a capacidade da pessoa em satisfazer por si mesma as suas necessidades básicas, de acordo com a idade, etapa de desenvolvimento e situação); 2. Cada pessoa é um todo completo com necessidades fundamentais; 3. Quando uma necessidade não está satisfeita, a pessoa não é um todo completo e independente (entende-se por dependência a ausência, inadequação ou insuficiência na satisfação no todo ou em parte das 14 necessidades básicas).

Explicado em que consiste a conceptualização do modelo de Virgínia Henderson através dos pressupostos e dos postulados atrás referidos, convirá explicar como é que a prática de enfermagem traduz essa concepção, o que é feito através de seis elementos1 (entende-se por elementos aquilo que traduz na prática a conceptualização): Finalidade dos Cuidados: o restabelecimento da independência da pessoa ou a sua conservação de forma a que ela possa responder ás suas necessidades. Papel do Enfermeiro: deve substituir na pessoa o que lhe falta para que ela seja independente e completa. Fonte de Dificuldade: será a falta de força física, vontade ou conhecimento da pessoa doente. Estes três aspectos constituem individualmente problemas sobre os quais a enfermeira tem de agir. Intervenção: o centro de intervenção ou acção do enfermeiro não é mais do que o ponto em que a pessoa é dependente. A atenção do enfermeiro deve incidir sobre o que falta à pessoa para que esta possa responder ás necessidades afectadas. Modos de intervenção: o enfermeiro dispõe dos seguintes modos de intervenção: substituir, completar, reforçar, aumentar. O objectivo é tornar a pessoa mais completa com a finalidade de a tornar independente. Resultado esperado: a consequência da actividade profissional é o aumento de independência. Este aumento vai da simples melhoria da pessoa à recuperação total.

Sua teoria define a Enfermagem como uma função independente: a de agir para o paciente quando ele carece de conhecimento, força física ou vontade de agir por si mesmo.

A função de Enfermagem como independente não condiz com a prática da reabilitação que necessita de uma abordagem interdisciplinar.

Foco: Necessidades Básicas

Homem: Indivíduos com necessidades humanas com significado e valor singular a cada pessoa

Saúde: Capacidade para satisfazer as necessidades humanas (Físicas, Psicológicas e Sociais)

Ambiente: Cenário em que o indivíduo aprende padrões singulares de vida

Enfermagem: Assistência temporária a um indivíduo que possua dificuldades para satisfazer uma ou mais necessidades básicas

Um comentário:

Linicarla disse...

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