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terça-feira, 7 de abril de 2009

HOMEM ÁRVORE-UMA DOENÇA HEREDITÁRIA E CRUEL

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Epidermodisplasia Verruciforme ou doença do 'Homem Árvore', como é popularmente conhecida, é uma doença hereditária extremamente rara que leva a formação de verrugas na pele (principalmente nos pés e nas mãos) que nunca param de crescer.Dede, como é chamado na Indonésia, é conhecido no mundo todo por ser portador dessa terrível doença.

Em agosto de 2008, Dede foi submetido a uma intervenção cirúrgica para remover 6kg de verrugas de seu corpo.




Mas essas verrugas estão crescendo novamente, e Dede precisa de ajuda para fazer novas cirurgias. Essa doença não tem cura, e para que Dede tenha uma qualidade de vida melhor, é preciso ser submetido a cirurgias anuais (ideal seria duas vezes ao ano).





Dede tem 37 anos, já foi casado e tem dois filhos. A primeira verruga foi percebida em seu joelho quando ele era adolescente. A medida que o tempo foi passando e seu corpo sendo coberto pelas verrugas, muitos problemas na vida de Dede foram aparecendo: Perdeu o emprego, a mulher o abandonou, passou a ser evitado pelos vizinhos e a maioria das atividades normais do dia a dia de um homem, como atender telefone, pescar, trabalhar, etc, ficaram limitadas.Em um dado momento de sua vida, Dede trabalhou em um circo e dessa maneira conseguiu mobilizar a atenção pública, recebendo doações e ajuda do governo para realizar um tratamento.Com as doações recebidas, Dede também comprou um terreno onde planta arroz, e comprou um carro usado para que os parentes possam levá-lo ao hospital.Recentemente a Discovery Channel fez um documentário mostrando as aflições que essa doença causa ao 'Homem árvore', um ser humano vítima de uma doença sem cura, mas que pode ter seu sofrimento amenizado, caso o governo na Indonésia assuma a responsabilidade e forneça assistência necessária ao cidadão Dede.



E epidermodisplasia verruciforme (EV) é genodermatose rara, caracterizada pela susceptibilidade à infecção por tipos distintos de papilomavírus humanos (HPV).Os vírus encontrados na EV são em sua maioria específicos da doença, sendo denominados HPVs associados à EV (HPVEV). A enfermidade inicia-se usualmente na infância, entre os cinco e os 11 anos de idade, manifestando-se por múltiplas lesões de verrugas planas-símile e/ou máculas semelhantes à pitiríase versicolor (PV). Após a terceira década de vida, cerca de 30 a 50% dos doentes podem desenvolver câncer da pele, freqüentemente múltiplos e preferencialmente nas áreas de intensa exposição solar.A doença apresenta alterações imunológicas sobretudo da imunidade mediada por células. Essa deficiência imunológica parece ser local e específica, e a presença de polimorfismos genéticos no complexo maior de histocompatibilidade (MHC) determina apresentação inadequada de antígenos específicos do HPV a suas células de defesa.Os doentes desenvolvem infecção disseminada e de longa duração pelo HPV, a qual tardiamente pode desencadear distúrbios inespecíficos de sua imunidade celular.

O único tratamento conhecido é a remoção cirúrgica das verrugas que voltam a crescer em seguida, o que exige cirurgias freqüentes.

CASO CLÍNICO

RELATO DO CASO: M.D.S., 50 anos, sexo masculino, casado, cor branca, aposentado, católico, procedente de Presidente Prudente, natural de São João de Belmonte - PE. Paciente refere aparecimento de lesões verrucosas em MMSS e MMII há 37 anos, acompanhada de prurido e dor, que evoluíram progressivamente. Procurou o serviço de Bauru em 1999, onde foi diagnosticado Epidermodisplasia Verruciforme, iniciando tratamento com Acitretina 25 mg 2 cp/dia, com melhora intensa do quadro, com regressão parcial das lesões. Foi transferido para o HU de Presidente Prudente em junho de 2002, para acompanhamento ambulatorial, fazendo uso de Acitretina 25 mg/dia e fotoproteção tópica. Em setembro de 2004, o paciente apresentou lesões eritematosas anestésicas em antebraço direito, foi realizada biópsia compatível com hanseníase tuberculóide. Ao exame dermatológico: placas verruciforme em MMSS e MMII, múltiplos, confluentes, de limite impreciso e contorno irregular. Antecedentes pessoais: nega HAS, nega Diabetes, refere ter feito cirurgia para retirada de câncer de pele em orelha, braço e sombrancelha.

DISCURSSÃO: A Epidermodisplasia Verruciforme é uma condição hereditária associada à alteração de resposta imune, que apresenta uma predisposição muito aumentada ao aparecimento de carcinomas de pele em papilomas contendo HPV tipo 5 e 8, sobretudo em áreas expostas à luz solar; é uma genodermatose rara, sendo mais freqüentes em pacientes imunodeprimidos, tais com transplantado renal e paciente aidéticos. Observamos neste caso manisfestacoes bastante características da patologia com boa resposta à terapêutica com acitretina e uma enusitada associação com hanseníase tuberculóide.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Virgínia Henderson -Teoria das necessidades básicas


Virgínia Henderson nasceu em 1887 e faleceu em 1996. Licenciou-se na “Army School of Nursing, Washington, D.C., em 1921 e posteriormente especializou-se como enfermeira docente, tendo integrado o corpo docente da “Columbia school”, entre 1930 e 1940. Escreveu e editou várias versões do livro” The Principles and Practice of Nursing”.

Em 1956, Virgínia Henderson define da seguinte forma as funções dos enfermeiros: a função única do enfermeiro é assistir o indivíduo, doente ou são, na realização daquelas actividades que contribuem para a saúde ou a sua recuperação (ou para a morte tranquila) que ele realizaria sem auxílio se para tal tivesse a força a vontade e o conhecimento necessários. E fazer isto de modo a ajudá-lo a conquistar a independência tão rapidamente quanto possível.
Para Henderson, a pessoa é a figura central dos cuidados de enfermagem e o enfermeiro deve ajudá-la a tornar-se independente na satisfação das suas necessidades o mais cedo possível, entendendo por necessidade o requisito ou exigência e não a falta.

Virgínia Henderson baseia a sua concepção de Enfermagem nos seguintes pressupostos: • Tanto o enfermeiro como a pessoa valorizam a independência sobre a dependência; • A saúde tem um significado social bem como um significado individual; • Toda a pessoa tende a alcançar o mais alto nível de saúde ou, na sua impossibilidade, uma morte serena; • Quando a pessoa tem conhecimento, força e/ou vontade tende a alcançar a saúde; • Tanto a pessoa como o enfermeiro devem definir objectivos congruentes • Os cuidados de enfermagem devem basear-se na satisfação de 14 necessidades básicas; • O enfermeiro deve ter em conta o plano terapêutico prescrito pelo médico ao definir os objectivos dos cuidados; • A prática profissional do enfermeiro deve basear-se nos contributos gerados pela investigação em enfermagem/conhecimentos. Para Virgínia Henderson todas as necessidades se encontram inter-relacionadas, sendo a satisfação de qualquer uma delas diferente de pessoa para pessoa, variando com os factores psicológicos, sociais e culturais e com a sua própria percepção de “correcto” ou “normal”1. As 14 necessidades identificadas neste modelo são: • Respirar normalmente; • Comer e beber adequadamente; • Eliminar os resíduos corporais; • Mover-se e manter posturas correctas; • Dormir e descansar; • Vestir-se e despir-se, seleccionando vestuário adequado; • Manter a temperatura corporal, adaptando o vestuário e modificando o ambiente; • Manter a higiene e a protecção da pele; • Evitar perigos ambientais e impedir que prejudiquem os outros; • Comunicar com os outros, expressando emoções, necessidades, receios e opiniões; • Viver segundo crenças e valores; • Trabalhar de forma a obter realização e satisfação; • Praticar desporto ou participar em diferentes actividades recreativas; • Aprender, descobrir ou satisfazer a curiosidade que conduz ao desenvolvimento normal e à saúde, utilizando os meios disponíveis. Tendo em conta os pressupostos atrás anunciados e a satisfação das necessidades básicas, na concepção de Virgínia Henderson, inferem-se três postulados (suporte teórico e científico do modelo conceptual): 1. Cada pessoa quer e esforça-se por conseguir independência (entende-se por independência a capacidade da pessoa em satisfazer por si mesma as suas necessidades básicas, de acordo com a idade, etapa de desenvolvimento e situação); 2. Cada pessoa é um todo completo com necessidades fundamentais; 3. Quando uma necessidade não está satisfeita, a pessoa não é um todo completo e independente (entende-se por dependência a ausência, inadequação ou insuficiência na satisfação no todo ou em parte das 14 necessidades básicas).

Explicado em que consiste a conceptualização do modelo de Virgínia Henderson através dos pressupostos e dos postulados atrás referidos, convirá explicar como é que a prática de enfermagem traduz essa concepção, o que é feito através de seis elementos1 (entende-se por elementos aquilo que traduz na prática a conceptualização): Finalidade dos Cuidados: o restabelecimento da independência da pessoa ou a sua conservação de forma a que ela possa responder ás suas necessidades. Papel do Enfermeiro: deve substituir na pessoa o que lhe falta para que ela seja independente e completa. Fonte de Dificuldade: será a falta de força física, vontade ou conhecimento da pessoa doente. Estes três aspectos constituem individualmente problemas sobre os quais a enfermeira tem de agir. Intervenção: o centro de intervenção ou acção do enfermeiro não é mais do que o ponto em que a pessoa é dependente. A atenção do enfermeiro deve incidir sobre o que falta à pessoa para que esta possa responder ás necessidades afectadas. Modos de intervenção: o enfermeiro dispõe dos seguintes modos de intervenção: substituir, completar, reforçar, aumentar. O objectivo é tornar a pessoa mais completa com a finalidade de a tornar independente. Resultado esperado: a consequência da actividade profissional é o aumento de independência. Este aumento vai da simples melhoria da pessoa à recuperação total.

Sua teoria define a Enfermagem como uma função independente: a de agir para o paciente quando ele carece de conhecimento, força física ou vontade de agir por si mesmo.

A função de Enfermagem como independente não condiz com a prática da reabilitação que necessita de uma abordagem interdisciplinar.

Foco: Necessidades Básicas

Homem: Indivíduos com necessidades humanas com significado e valor singular a cada pessoa

Saúde: Capacidade para satisfazer as necessidades humanas (Físicas, Psicológicas e Sociais)

Ambiente: Cenário em que o indivíduo aprende padrões singulares de vida

Enfermagem: Assistência temporária a um indivíduo que possua dificuldades para satisfazer uma ou mais necessidades básicas

domingo, 5 de abril de 2009

Florence Nightingale -Teoria Ambiental



Nascida a 12 de maio de 1820, em Florença, Itália, era filha de ingleses. Possuía inteligência incomum, tenacidade de propósitos, determinação e perseverança - o que lhe permitia dialogar com políticos e oficiais do Exército, fazendo prevalecer suas idéias. Dominava com facilidade o inglês, o francês, o alemão, o italiano, além do grego e latim. No desejo de realizar-se como enfermeira, passa o inverno de 1844 em Roma, estudando as atividades das Irmandades Católicas. Em 1849 faz uma viagem ao Egito e decide-se a servir a Deus, trabalhando em Kaiserswert, Alemanha, entre as diaconisas. Decidida a seguir sua vocação, procura completar seus conhecimentos que julga ainda insuficientes. Visita o Hospital de Dublin dirigido pela Irmãs de Misericórdia, Ordem Católica de Enfermeiras, fundada 20 anos antes. Conhece as Irmãs de Caridade de São Vicente de Paulo, na Maison de la Providence em Paris. Aos poucos vai se preparando para a sua grande missão. Em 1854, a Inglaterra, a França e a Turquia declaram guerra à Rússia: é a Guerra da Criméia. Os soldados acham-se no maior abandono. A mortalidade entre os hospitalizados é de 40%. Florence partiu para Scutari com 38 voluntárias entre religiosas e leigas vindas de diferentes hospitais. Algumas enfermeiras foram despedidas por incapacidade de adaptação e principalmente por indisciplina. A mortalidade decresce de 40% para 2%. Os soldados fazem dela o seu anjo da guarda e ela será imortalizada como a "Dama da Lâmpada" porque, de lanterna na mão, percorre as enfermarias, atendendo os doentes. Durante a guerra contrai tifo e ao retornar da Criméia, em 1856, leva uma vida de inválida. Dedica-se porém, com ardor, a trabalhos intelectuais. Pelos trabalhos na Criméia, recebe um prêmio do Governo Inglês e, graças a este prêmio, consegue iniciar o que para ela é a única maneira de mudar os destinos da Enfermagem - uma Escola de Enfermagem em 1859.




Após a guerra, Florence fundou uma escola de Enfermagem no Hospital Saint Thomas, que passou a servir de modelo para as demais escolas que foram fundadas posteriormente. A disciplina rigorosa, do tipo militar, era uma das características da escola nightingaleana, bem como a exigência de qualidades morais das candidatas. O curso, de um ano de duração, consistia em aulas diárias ministradas por médicos. Nas primeiras escolas de Enfermagem, o médico foi de fato a única pessoa qualificada para ensinar. A ele cabia então decidir quais das suas funções poderiam colocar nas mãos das enfermeiras. Florence morre em 13 de agosto de 1910, deixando florescente o ensino de Enfermagem. Assim, a Enfermagem surge não mais como uma atividade empírica, desvinculada do saber especializado, mas como uma ocupação assalariada que vem atender a necessidade de mão-de-obra nos hospitais, constituindo-se como uma prática social institucionalizada e específica.

Foco principal da Teoria: Ambiente

Homem: Indivíduo cujas defesas naturais são influenciadas por um ambiente saudável ou não

Saúde: Processo reparador

Ambiente: Condições externas capazes de prevenir doenças, suprimi-las ou contribuir para elas

Enfermagem: Modificar os aspectos não-saudáveis do ambiente a fim de colocar o paciente na melhor condição para ação da natureza

sábado, 4 de abril de 2009

Wanda de Aguiar Horta - Teoria das necessidades humanas básicas




Nasceu em 11 de agosto de 1926, natural de Belém do Pará. Permaneceu em Belém até os 10 anos de idade onde iniciou seus estudos primários no Colégio Progresso Paraense. Em 1936 a família Aguiar muda-se para Ponta Grossa, no Paraná, onde concluiu o curso no Colégio Regente Feijó da mesma cidade. Graduada pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, em 1948. Licenciada em história natural pela Faculdade de Filosofia, Ciências e letras da Universidade do Paraná, Curitiba em 1953. Pós-graduada em pedagogia e didática aplicada à Enfermagem na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, em 1962.



Doutora em Enfermagem, na Escola de Enfermagem Ana Néri da Universidade Federal do Rio de Janeiro com a tese intitulada "A observação sistematizada na identificação dos problemas de enfermagem em seus aspectos físicos", apresentada à cadeira de Fundamentos de Enfermagem, Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1968. Docente-livre da cadeira de Fundamentos de Enfermagem, da Escola de Enfermagem Ana Néri da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1968. Professora livre-docente, Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, em 1970. Professora Adjunto, Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, concurso realizado em 2 de abril de 1974. Trabalhou em diversas instituições no período de 1948 a 1958 entre as quais destacamos, Chefe de Enfermagem do Serviço de Enfermagem do Hospital Central Sorocabano, São Paulo, no período de 1954 a 1955 e como professora do Curso de Auxiliares de Enfermagem do Hospital Samaritano, São Paulo, no período de 1956 a 1958. Na escola de enfermagem da Universidade de São Paulo no período de 1959 a 1981, como professora auxiliar de Ensino da cadeira de Fundamentos de Enfermagem de 1959 a 1968, como Professor Livre Docente no período de 1970 a 1974, como Professor Titular das disciplinas Introdução à Enfermagem e Fundamentos de Enfermagem, no período de 1968 a 1974, como Professor adjunto de 1974 a 1977. Em 1981, ano do seu falecimento, foi proclamada Professor Emérito pela Egrégia Congregação da Escola de Enfermagem da USP.


A menina Wanda, cedo demonstrou possuir uma inteligência privilegiada. Precocemente estudiosa, procurava aprender a essência do que lhe era ensinado e por isso era muito elogiada por seus professores.Sua mensagem ultrapassou não só fronteiras geográficas, sendo estudada também a nível internacional, como também venceu as barreiras do tempo permanecendo ainda viva e atual.Horta buscou ao longo de sua trajetória criar e transmitir um conceito de enfermagem que englobasse os aspectos, muitas vezes conflitantes, de arte humanitária, ciência e profissão.Adorava dar aulas que eram sempre enriquecidas por sua cultura geral e científica e seu maior prazer era acompanhar os estágios dos alunos.Ao retornar à Escola de Enfermagem da USP, em 1959, começa a desenvolver o núcleo central de seu trabalho que constitui na elaboração de vasta fundamentação teórica para a enfermagem, culminando com a elaboração da Teoria das Necessidades Humanas Básicas.


Essa teoria é considerada o ponto alto de seu trabalho e a síntese da todas as suas pesquisas.A obra de Horta permite ser interpretada, na enfermagem brasileira, como um divisor de épocas - antes de se falar em teorias de enfermagem e depois, quando se fala sobre teorias de enfermagem construída por enfermeiros.Duas questões fundamentais foram perseguidas no trabalho de Wanda Horta. A primeira, a quem serve a enfermagem? Respondida finalmente em sua teoria como uma afirmação: "a enfermagem é um serviço prestado ao ser humano", e a segunda, com que se ocupa a enfermagem? Respondida então que "a enfermagem é parte integrante da equipe de saúde e como tal se ocupa em manter o equilíbrio dinâmico, prevenir desequilíbrios e reverter desequilíbrios em equilíbrio do ser humano".Em 1968 ela publica pela primeira vez seu próprio conceito de enfermagem: "Enfermagem é ciência e a arte de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas, de torna-lo independente desta assistência através da educação; de recuperar, manter e promover sua saúde, contando para isso com a colaboração de outros grupos profissionais".Suas realizações são tantas que se torna impossível enumerá-las.


Participou em muitas conferências em diversos pontos do país e no exterior, organização de cursos de graduação e pós-graduação em diversos estados brasileiros, o comparecimento em atividades culturais no Brasil e no exterior, a orientação de diversos trabalhos de pesquisa, participação em inúmeras comissões de estudo e bancas examinadoras.Horta enfrentou muitas resistências. As idéias desta pioneira pertubaram os baluartes conservadores da enfermagem. Inúmeras barreiras tiveram que ser vencidas. Para melhor divulgar suas idéias, criou e manteve de 1975 a 1979, sem apoio de qualquer órgão oficial, a revista Enfermagem em Novas Dimensões, onde divulgou 13 artigos e 22 editoriais.Esta publicação se tornou um marco editorial da enfermagem brasileira. Era uma revista dinâmica, de diagramação moderna, voltada para a divulgação e o estímulo à pesquisa científica na comunidade da enfermagem.Suas armas nesta batalha foram sua inteligência viva, seu carisma pessoal, sua disposição sem limites e seu entusiasmo pela enfermagem.Atravessou momentos difíceis, vitima de uma doença degenerativa, a esclerose múltipla, tendo vivido os últimos anos de sua vida em cadeira de rodas.Em fevereiro de 1981, quando se aposentou, o Professor Dr. Carlos da Silva Lacaz externou os sentimentos de todos os funcionários, professores e alunos da Escola de enfermagem dizendo do apreço que lhe era atribuído por dignificar a classe a que servia e, pela contribuição que havia dado ao desenvolvimento da enfermagem em nosso país, lhe outorgava o título de professor Emérito, a ser entregue posteriormente.Faleceu em 1981.


Poemas de Wanda de Aguiar Horta.


"Esperar"Que venham,que vão.Até quando?Sonhos, realidades,Virtudes, pecados, mentiras, verdades, ódios, paixões, amores e ilusões. Até quando? Que vão, que venham."Nascer"Para a vida, o amor, a luz,Para a lida.Para ver, lutar, cantar,Para crescer.Para a alegria, a felicidade, a ternura,Para a fantasia.Para sentir, perceber, conceber,Para partir.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Leishmaniose Visceral ou Calazar

Enfermidade infecciosa generalizada, crônica, caracterizada por febre, hepatoesplenomegalia, linfadenopatia, anemia com leucopenia, hipergamaglobulinemia, debilidade progressiva, podendo levar ao óbito.
Cala-azar é uma palavra de origem hindu que significa “febre negra.
A primeira descrição do parasito foi feita por William Leishman em 1903 na Índia, ao realizar a autópsia em um cadáver de um soldado que estava com disenteria e hepatoesplenomegalia.
•Calaza ou LV no Brasil
•Kala-Azar ou Febre de Dum-dum na Índia
•Leishmaniose Infantil ou LV no Mediterrâneo

Distribuição

Etiologia
O agente causador :

•Leishmania donovani
•Leishmania infantum
•Leishmania chagasi

Morfologia

Amastigotas intracelulares Macrófagos do HV
(Vertebrados) ou macrófagos das víceras ( baço,linfonodos, medula óssea)


Promastigotas (tubo digestivo do inseto)
( invertebrados ex: mosquito) No tubo digestivo, glândulas salivares


Vetor

Mosquito fêmea de hábitos hematófagos
Sempre Lutzomyia longipalpis
Período de incubação

Varia de 10 a 24 meses.
Média de 2 a 6 meses.
Hábitat

•Hospedeiro Vertebrado (homem, canídeos)
•Parasita intracelular de macrófagos viscerais (medula óssea, baço, linfonodos)
•Fígado, Placas de Peyer, sangue
•Hospedeiro Invertebrado: trato digestivo

Ciclo Biológico
Ciclo Biológico


Através da picada do mosquito ( no repasto sanguíneo) do inseto infectado, há onuculação da forma promastigota na pele que são fagocitados por macrófagos residentes na pele (Hestiócitos). Passam assim para a forma amastigotas, onde romperão os macrófagos, serão liberados e fagocitados novamente. Há uma migração para as víceras (visceralização) no interior dos macrófagos , no sangue que vão para as víceras.
O invertebrado é infectado através do repasto sanguíneo de animal, principalmente cães e ganbás e ingere a forma amastigota. Há a passagem para a forma promastigota, estes se reproduzem geralmente no estõmago e intestino médio, e devido ao alto número de patrasitas, estes começam a migrar para o aparelho bucal, e se localizar nas glândulas salivares.

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A leishmania consegue escapar aos potentes mecanismos oxidativos dos macrófagos.
Ocorrem alterações na imunidade celular e humoral.
Há predomínio da produção de interleucinas do subtipo Th2 (IL-4,IL-10), com conseqüente ativação policlonal dos linfócitos B e produção de anticorpos.
A leishmania pode ser encontrada nos pulmões, no intestino e nos rins.
Ocorre principalmente nos órgãos que tem o sistema fagocítico-mononuclear proeminente (fígado, baço, medula óssea).


Fígado: Hipertrofia e hiperplasia difusa das células de Kupffer. Numerosas formas amastigotas de Leishmania nestas células. Moderada expansão dos espaços porta por infiltrado de linfócitos, plasmócitos e macrófagos. Hepatócitos com leve grau de tumefação e esteatose.
Medula óssea: Hipocelularidade da série granulocítica e bloqueio de granulócitos da linhagem neutrofílica. Hipercelularidade relativa da série vermelha proporcionalmente à série granulocítica, com predominância de microeritroblastos. A série megacariocítica é normo- ou hipocelular com redução das plaquetas. Os macrófagos estão aumentados de volume e parasitados pelas formas amastigotas

Pulmão: presença de tosse seca e persistente, que surge com o início dos sintomas, prolonga-se durante o período de estado e desaparece com a cura. O quadro histopatológico pulmonar mais freqüentemente encontrado é o de pneumonite intersticial. É comum a presença de broncopneumonias como infecção secundária, caracterizando uma complicação da doença

Rim: A principal alteração anatomo-patológica é a nefrite intersticial. Podem ocorrer manifestações clínicas de proteinúria e hematúria.
Linfonodos: Hiperplasia, hipertrofia e parasitismo dos macrofágos. Em geral, não estão aumentados de volume.

Baço: A reatividade do sistema fagocítico-mononuclear (SFM) e a congestão dos sinusóides esplênicos são responsáveis pela esplenomegalia.
Hiperplasia e hipertrofia das células do SFM, com macrófagos intensamente parasitados pelas amastigotas.

Transmissão

•Picada da fêmea de Lutzomyia longipalpis
•Raramente : Congênita
•Transfusão de sangue e acidentes de laboratório

Patogenia

Sítio da picada( o local é picado, fica edemaciado e depois some o calombo)

Visceralização: Logo, os parasitas se emcaminham para as víceras


Diagnóstico

•Pesquisa do Parasito: Punção de medula óssea, fígado e baço
•Semeadura em meio de Cultura (NNN)
•Inóculo em Hamsters

Métodos Imunológicos

•Reação de Fixação do Complemento
•Reação de Imunofluorescência Indireta
•ELISA

Diagnóstico
•Inicialmente: formação de “leishmanioma” , que não ulcera
•Visceralização das formas amastigotas (migração principalmente para órgãos linfóides)

Alterações Importantes

Febre baixa recorrente 38 a 39 Graus C com picos febris
•Esplênicas (BAÇO)
•Hepáticas (FÍGADO)
•Tecido Hemocitopoético: medula óssea
•Hiperplasia do setor histiocitário
•Hipoplasia no setor formador de sangue
•Aplasia

Alterações Importantes

•Anemia / Leucopenia / Trombocitopenia
•Alterações Renais
•Alterações Pulmonares
•Anorexia
•Caquexia
•Morte por infecções secundárias


Distribuição Geográfica
90% no Brasil

Epidemiologia

Antroponose ou zoonose ( transmitido no meio urbano de homem ( homem atrabés do vetor)


Tratamento

•Glucantime
•Lomidine
•Anfotericina B

Profilaxia

•Tratamento de todos os casos humanos
•Eliminação de cães infectados
•Combate ao vetor: clorados, fosforados, piretróides
•Outras: controle na migração de cães, uso de repelentes, vacinação canina




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CASO CLÍNICO

KAS, masculino, 03 anos, negro, natural e procedente de Unaí-MG. Informante, o pai.Febre há 8 dias.Pai relata que há 8 dias criança iniciou quadro de febre, aferida (38,1C - 39,0C), intermitente, que cessava temporariamente com uso de sintomático. Relata também adinamia, hiporexia e taquidispnéia esporádica associados ao início da febre. Relata diurese concentrada, com odor normal e coloração alaranjada, não evacua há 3 dias. Nega tosse, náusea, vômitos e qualquer outro sinal e/ou sintoma associados ao quadro atual. Não faz uso crônico de medicação e nem fez tratamento medicamentoso recentemente. Como não houve remissão espontânea do quadro, o pai procurou atendimento no hospital municipal de Unaí, onde foi feito 2 doses de Keflin e prontamente encaminhado para o HRAS para melhor condução diagnóstica.


Exame físico
BEG, hipocorado +/4+, hidratado, acianótico, anictérico, orientado, letárgico, eupneico e afebril.
Oroscopia: Hiperemia leve, sem sinais de infecção.
Otoscopia: Cerumem bilateral, sem hiperemia.
AR: MV+, sem RA, FR: 26ipm
ACV: RCR, 2T, BNF, sem sopros, FC: 122bpm
ABD: Flácido, RHA+, indolor à palpação, Fígado (2cm do RCD), Baço (2cm do RCE)
SNC: Sem alterações

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Sister Calista Roy - Teoria da adaptação



Sister Callista Roy nasceu em 14 de outubro de 1939 em Los Angeles, Califórnia em 1966. Ela era um membro das Irmãs de José de Carondelet. Então, em 1968, começou operationalzing seu Modelo de Adaptação quando Saint Mary's College adapation adoptou o quadro para a base filosófica do currículo de enfermagem.

Ela publicou vários livros, capítulos e periódicos, e dado palestras e oficinas que destacam a sua teoria de enfermagem. Ela recebeu o National Fundador do Prêmio de Excelência na promoção Normas Profissionais de Enfermagem, em 1981, um doutoramento honorário da Humane Letters em 1984, e Doutorado honorário e do Leste Michigan University em 1986. Roy's modelo oferece uma classificação para estressores que podem afetar adaptação.Seu sistema concentra-se em comportamentos adaptativos e no conjunto de processos pelos quais uma pessoa se adapta ao ambiente estressores. É composto de suposições filosóficas, as classes de estímulos e mecanismos.

Sister Callista Roy desenvolveu o Modelo de Adaptação, em 1976. Este modelo é composto dos quatro domínio conceitos de pessoa, saúde, meio ambiente, e de enfermagem e seis etapa envolve um processo de enfermagem. Andrews & Roy (1991) afirmam que a pessoa pode ser uma representação de um indivíduo ou um grupo de indivíduos.Roy's modelos vê a pessoa como "um ser biopsicossocial em constante interação com um ambiente em mudança" (Rambo, 1984).

A pessoa é um processo aberto, que utiliza sistema adaptativo enfrentamento habilidades para lidar com estressores. Roy vê o ambiente como "todas as condições, circunstâncias e influências que circundam e afetam o desenvolvimento eo comportamento da pessoa" (Andrews & Roy, 1991).Roy descreve como estímulos estressores e usa o termo «residual estímulos'.

Foco: Homem em adaptação

Homem: Ser social, mental, espiritual e físico, afetado por estímulos do ambiente interno e externo

Saúde: Capacidade do indivíduo para adaptar-se a mudanças no ambiente

Ambiente: Forças internas e externas em um estado de contínua mudança

Enfermagem: Arte humanitária e ciência em expansão que manipula e modifica os estímulos de modo a promover e facilitar a capacidade adaptativa do homem

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Leishmaniose Tegumentar Americana

Enfermidade polimórfica da pele e mucosas caracterizada pela presença de lesões ulcerosas indolores, únicas ou múltiplas (forma cutânea simples), lesões nodulares (forma difusa) ou lesões cutaneomucosas (forma cutaneomucosa) que afetam regiões nasofaríngeas concomitantemente ou após infecção cutânea inicial

Histórico

•Ásia Central: descrições no século 1 d.c.
•Afeganistão: ferida de Balkh
•Síria: botão de Aleppo
•Iraque: botão de Bagdá
•Botão do Oriente

América

•Peru e Equador: cerâmicas (400-900 d.c.)
•Descrições clínicas: século XVI (Oviedo e Pizarro)
•1764: Bueno demonstra que no Peru a doença era transmitida pela picada de Flebotomíneos

Brasil

•Conhecida desde 1855
•1908: Ferrovia Noroeste do Brasil (SP)
•Baurú: Úlcera de Baurú

Importância

•Prevalência Mundial: 12 milhões de casos (OMS) e incidência de 400.000 casos
•Brasil: 3 mil novos casos em Manaus


Distribuição




Transmissores

Mosquitos fêmea do gênero Lutzomyia
Conhecidos como mosquito-palha
São Hematófagos
São menores que os pernilongos comuns,apresentam-se muito pilosos e de coloração clara (cor de palha ou castanhos claros) facilmente reconhecidos pela atitude que adotam quando pousam, pois as asas permanecem erectas e entreabertas, as fêmeas exercem hematofagia, preferencialmente, no horário noturno.
As fêmeas necessitam de sangue para o desenvolvimento dos ovos. A longevidade varia em torno de 1 mês em laboratório com dietas de açucares e sangue. Movem-se de modo saltitante, com vôos curtos; podendo ser coletados tanto em copa, como em solo.Têm o hábito as fêmeas desses insetos alados de depositarem seus ovos em locais úmidos e escuros, como tocas de tatus e outros animais silvestre, ou fendas do solo e cavernas com pouca luz

Os criadouros em ambientes extra domiciliares são: raízes tubulares de árvores, ocos, depressões e buracos de tronco e toca de animais: entre e sob as rochas, fendas e juntas. No ambiente domiciliar e peridomiciliar: chiqueiro de porcos, bananais, tendo, algumas espécies, grande capacidade de se adaptarem ao ambiente domiciliar humano, quando ocorre destruição do seu habitat natural.

A sazonalidade e a densidade são dependentes de alguns fatores como temperatura, umidade(chuva), velocidade dos ventos; podendo aumentar em número nos meses quentes e úmidos, diminuindo seu número nos meses frios e secos.
Reservatórios

São mamíferos silvestres: roedores, canídeos, marsupiais, ungulados e edentados (ratos, cães, gambás, raposas, tamanduá, bicho-preguiça).

Agente Etiológico

•Parasitos do gênero Leishmania, Ross (1903)
•Leishmania braziliensis
•Leishmania amazonensis
•Leishmania guyanensis
•Leishmania shawi
•Leishmania naiffi
•Leishmania lainsoni

Morfologia

Amastigotas (intracelulares)
Amastigotas: são intracelulares, encontrados no interior de histiócitos (macrófagos) do hospedeiro vertebrado


Promastigotas (extracelulares)
Promastigotas: extracelulares, encontrados no tubo digestivo dos flebotomíneos

Ciclo Biológico


Inicia-se pela picada de um inseto na forma promastigotamque inocula o repasto sanguíneo na pele onde ali a forma promastigota será fagocitada pelos histiócitos ( primeira forma de defesa. Depois há passagem para a forma amastigota( para resistir aos mecanismos de defesa-nacrofagos) e há reprodução no interior dos macrófagos, reprodução assexuada por divisão binária e o macrófago, que não aguenta está reprodução, se rompe e libera os parasitos, que serão fagocitados novamente e se manterá o ciclo.
O mosquito se infecta sugando o sangue de animal ou indivíduo com céluas parasitárias amastigotas, que se transformará em promastigotas no interior do inseto e se reproduzirá, como vai ficando sem espaço e há competição por nutrientes etc os parasitas migram para o aparelho bucal do inseto, concentrando-se glândulas salivares.

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Transmissão

•Picada de insetos hematófagos do gênero Lutzomyia, popularmente conhecidos como tatuquira, birigui, mosquito-palha etc...

Patogenia

•A inoculação de formas promastigotas na pele atraem para o local células fagocitárias mononucleares, macrófagos e outras células da série branca
•Somente macrófagos fixos (não estimulados) são hábeis para o estabelecimento da infecção

Período de Incubação

•Variável: 1 semana a 3 meses
•Definição: período decorrido entre a picada do inseto e o aparecimento de lesão

Lesão Inicial


Formas Clínicas
•Leishmaniose Cutânea
•Leishmaniose Cutaneomucosa
•Leishmaniose Cutânea Difusa

Leishmaniose Cutânea
•Leishmaia braziliensis
•Leishmania guyanensis
•Leishmania amazonenis
•Leishmania lainsoni




Forma Cutaneomucosa
•Leishmania braziliensis
•Leishmania guyanensis


Forma Difusa

Leishmania amazonensis



Epidemiologia

•Primariamente uma Enzootia de animais silvestres
•Zoonose
•Ocorre em: roedores, marsupiais, edentados, canídeos, primatas e homem

Cão parasitado


Distribuição

•Índia, Paquistão, Oriente Médio, sul da URSS, litoral de países à beira do Mar Mediterrâneo, África
•México e América Central
•América do Sul: todos os países com exceção do CHILE
Brasil•L. braziliensis: Pará, Ceará, Amapá, Paraíba, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso
•L. guyanensis e L. amazonensis: Floresta Amazônica

Diagnóstico

•Clínico: Baseado na característica da lesão
•Diferencial com Hanseníase, Tuberculose Cutânea, Blastomicose e Esporotricose, Úlcera Tropical e Doença de Jorge Lobo
Diagnóstico laboratorial•Exame direto: biópsia e curetagem das bordas da lesão
•Cultura do tecido em NNN
•Inóculo em animais experimentais
•Exame histopatológico

Métodos Imunológicos
•Teste de Montenegro: mais empregado
•Reação de Imunofluorecência Indireta (RIFI): reações cruzadas

Tratamento
•Antimoniato de n–metilglucamina (Glucantime) : 1ml/5kg diários (10 dias)
•Isotianato de Pentamidina
•Anfotericina B
•Paramomicina 15%: unguento
•Cloridrato de metil benzotonium 12%
•Imunoterapia

Profilaxia

Pelo fato de ser uma zoonose primitiva das florestas, a leishmaniose tegumentar americana resiste a qualquer medida preventiva aplicável as doenças transmitidas por vetores. Na maior parte das áreas endêmicas , onde se observa o padrão clássico de transmissão, quase nada pode ser feito no momento em relação a profilaxia da doença, dada a impossibilidade de se atuar sobre a fonte de infeção silvestre. Portanto, algumas medidas devem ser adotadas, tais como:

medidas clínicas, diagnóstico precoce e tratamento. Toda a pessoa que apresentar ferida de difícil cicatrização deverá procurar a Unidade Básica de Saúde, para a realização do exame específico e tratamento.

medidas de proteção individual, são meios mecânicos através do uso de mosquiteiros simples, telas finas em portas e janelas , evitar a frequência na mata, principalmente no horário noturno, a partir das 20:00 horas (crepúsculo) sem o uso de roupas adequadas,boné, camisas de manga comprida, calças compridas e botas além do uso de repelentes.

medidas educativas, as atividades de educação em saúde devem estar inseridas em todos os serviços que desenvolvem as ações de controle de LTA, requerendo o envolvimento efetivo das equipes multiprofissionais e multiinstitucionais com vistas ao trabalho articulado nas diferentes unidades de prestação de serviço, através de: - Capacitação das equipes, englobando conhecimento técnico, os aspectos psicológicos e a prática profissional em relação à doença e ao doente; - adoção de medidas profiláticas ,considerando o conhecimento da doença, atitudes e práticas da população, relacionadas às condições de vida e trabalho das pessoas;- estabelecimento de relação dinâmica entre o conhecimento do profissional e vivência dos diferentes extratos sociais através da compreensão global do processo saúde/doença, no qual intervêm fatores sociais, econômicos, políticos e culturais.
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CASO CLÍNICO

M.D.U, 51 anos , branco ,do sexo masculino portador de LTA há mais ou menos 02 anos tratado sem efeito satisfatório na FUNASA de Alto Alegre-MA, sendo encaminhado ao Hospital Presidente Vargas referência no Estado no tratamento de Tuberculose, Doenças Tropicais e AIDS. O cliente apresentava destruição do septo nasal, comprometimento de laringe, faringe e lesões cutâneas sangrantes localizadas na região posterior da coxa e perna direita caracterizadas por edema, vermelhidão, bordas definidas, pontos esbranquiçados disseminados dentro da lesão e secreção espessa esbranquiçada em média quantidade com odor fétido.

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