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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Leishmaniose Visceral ou Calazar

Enfermidade infecciosa generalizada, crônica, caracterizada por febre, hepatoesplenomegalia, linfadenopatia, anemia com leucopenia, hipergamaglobulinemia, debilidade progressiva, podendo levar ao óbito.
Cala-azar é uma palavra de origem hindu que significa “febre negra.
A primeira descrição do parasito foi feita por William Leishman em 1903 na Índia, ao realizar a autópsia em um cadáver de um soldado que estava com disenteria e hepatoesplenomegalia.
•Calaza ou LV no Brasil
•Kala-Azar ou Febre de Dum-dum na Índia
•Leishmaniose Infantil ou LV no Mediterrâneo

Distribuição

Etiologia
O agente causador :

•Leishmania donovani
•Leishmania infantum
•Leishmania chagasi

Morfologia

Amastigotas intracelulares Macrófagos do HV
(Vertebrados) ou macrófagos das víceras ( baço,linfonodos, medula óssea)


Promastigotas (tubo digestivo do inseto)
( invertebrados ex: mosquito) No tubo digestivo, glândulas salivares


Vetor

Mosquito fêmea de hábitos hematófagos
Sempre Lutzomyia longipalpis
Período de incubação

Varia de 10 a 24 meses.
Média de 2 a 6 meses.
Hábitat

•Hospedeiro Vertebrado (homem, canídeos)
•Parasita intracelular de macrófagos viscerais (medula óssea, baço, linfonodos)
•Fígado, Placas de Peyer, sangue
•Hospedeiro Invertebrado: trato digestivo

Ciclo Biológico
Ciclo Biológico


Através da picada do mosquito ( no repasto sanguíneo) do inseto infectado, há onuculação da forma promastigota na pele que são fagocitados por macrófagos residentes na pele (Hestiócitos). Passam assim para a forma amastigotas, onde romperão os macrófagos, serão liberados e fagocitados novamente. Há uma migração para as víceras (visceralização) no interior dos macrófagos , no sangue que vão para as víceras.
O invertebrado é infectado através do repasto sanguíneo de animal, principalmente cães e ganbás e ingere a forma amastigota. Há a passagem para a forma promastigota, estes se reproduzem geralmente no estõmago e intestino médio, e devido ao alto número de patrasitas, estes começam a migrar para o aparelho bucal, e se localizar nas glândulas salivares.

video


A leishmania consegue escapar aos potentes mecanismos oxidativos dos macrófagos.
Ocorrem alterações na imunidade celular e humoral.
Há predomínio da produção de interleucinas do subtipo Th2 (IL-4,IL-10), com conseqüente ativação policlonal dos linfócitos B e produção de anticorpos.
A leishmania pode ser encontrada nos pulmões, no intestino e nos rins.
Ocorre principalmente nos órgãos que tem o sistema fagocítico-mononuclear proeminente (fígado, baço, medula óssea).


Fígado: Hipertrofia e hiperplasia difusa das células de Kupffer. Numerosas formas amastigotas de Leishmania nestas células. Moderada expansão dos espaços porta por infiltrado de linfócitos, plasmócitos e macrófagos. Hepatócitos com leve grau de tumefação e esteatose.
Medula óssea: Hipocelularidade da série granulocítica e bloqueio de granulócitos da linhagem neutrofílica. Hipercelularidade relativa da série vermelha proporcionalmente à série granulocítica, com predominância de microeritroblastos. A série megacariocítica é normo- ou hipocelular com redução das plaquetas. Os macrófagos estão aumentados de volume e parasitados pelas formas amastigotas

Pulmão: presença de tosse seca e persistente, que surge com o início dos sintomas, prolonga-se durante o período de estado e desaparece com a cura. O quadro histopatológico pulmonar mais freqüentemente encontrado é o de pneumonite intersticial. É comum a presença de broncopneumonias como infecção secundária, caracterizando uma complicação da doença

Rim: A principal alteração anatomo-patológica é a nefrite intersticial. Podem ocorrer manifestações clínicas de proteinúria e hematúria.
Linfonodos: Hiperplasia, hipertrofia e parasitismo dos macrofágos. Em geral, não estão aumentados de volume.

Baço: A reatividade do sistema fagocítico-mononuclear (SFM) e a congestão dos sinusóides esplênicos são responsáveis pela esplenomegalia.
Hiperplasia e hipertrofia das células do SFM, com macrófagos intensamente parasitados pelas amastigotas.

Transmissão

•Picada da fêmea de Lutzomyia longipalpis
•Raramente : Congênita
•Transfusão de sangue e acidentes de laboratório

Patogenia

Sítio da picada( o local é picado, fica edemaciado e depois some o calombo)

Visceralização: Logo, os parasitas se emcaminham para as víceras


Diagnóstico

•Pesquisa do Parasito: Punção de medula óssea, fígado e baço
•Semeadura em meio de Cultura (NNN)
•Inóculo em Hamsters

Métodos Imunológicos

•Reação de Fixação do Complemento
•Reação de Imunofluorescência Indireta
•ELISA

Diagnóstico
•Inicialmente: formação de “leishmanioma” , que não ulcera
•Visceralização das formas amastigotas (migração principalmente para órgãos linfóides)

Alterações Importantes

Febre baixa recorrente 38 a 39 Graus C com picos febris
•Esplênicas (BAÇO)
•Hepáticas (FÍGADO)
•Tecido Hemocitopoético: medula óssea
•Hiperplasia do setor histiocitário
•Hipoplasia no setor formador de sangue
•Aplasia

Alterações Importantes

•Anemia / Leucopenia / Trombocitopenia
•Alterações Renais
•Alterações Pulmonares
•Anorexia
•Caquexia
•Morte por infecções secundárias


Distribuição Geográfica
90% no Brasil

Epidemiologia

Antroponose ou zoonose ( transmitido no meio urbano de homem ( homem atrabés do vetor)


Tratamento

•Glucantime
•Lomidine
•Anfotericina B

Profilaxia

•Tratamento de todos os casos humanos
•Eliminação de cães infectados
•Combate ao vetor: clorados, fosforados, piretróides
•Outras: controle na migração de cães, uso de repelentes, vacinação canina




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CASO CLÍNICO

KAS, masculino, 03 anos, negro, natural e procedente de Unaí-MG. Informante, o pai.Febre há 8 dias.Pai relata que há 8 dias criança iniciou quadro de febre, aferida (38,1C - 39,0C), intermitente, que cessava temporariamente com uso de sintomático. Relata também adinamia, hiporexia e taquidispnéia esporádica associados ao início da febre. Relata diurese concentrada, com odor normal e coloração alaranjada, não evacua há 3 dias. Nega tosse, náusea, vômitos e qualquer outro sinal e/ou sintoma associados ao quadro atual. Não faz uso crônico de medicação e nem fez tratamento medicamentoso recentemente. Como não houve remissão espontânea do quadro, o pai procurou atendimento no hospital municipal de Unaí, onde foi feito 2 doses de Keflin e prontamente encaminhado para o HRAS para melhor condução diagnóstica.


Exame físico
BEG, hipocorado +/4+, hidratado, acianótico, anictérico, orientado, letárgico, eupneico e afebril.
Oroscopia: Hiperemia leve, sem sinais de infecção.
Otoscopia: Cerumem bilateral, sem hiperemia.
AR: MV+, sem RA, FR: 26ipm
ACV: RCR, 2T, BNF, sem sopros, FC: 122bpm
ABD: Flácido, RHA+, indolor à palpação, Fígado (2cm do RCD), Baço (2cm do RCE)
SNC: Sem alterações

2 comentários:

blondor disse...

Olá não faço emfermagem, mais faço Farmácia temos muitas matérias em comum inclusive parasitologia e gostaria de agradeçer e ao mesmo tempo parabenizar o blog me ajudou bastante com dúvidas em leishmaniose viceral e parabéns mais uma vez o vídeo é ótimo para se entender o ciclo que no começo achei uma viagem total quando a professora falou na sala de aula.Obrigado e agora estarei sempre por aqui quando precisdar de alguns esclarecimentos

Carol disse...

Olá, gostaria de utilizar as imagens da forma promastigota e amastigotas publicadas no texto.
Você poderia me dizer a fonte de tais imagens??

Muito Obrigada.

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