Click here for Myspace Layouts

Translate

Pesquisa personalizada

sábado, 23 de maio de 2009

Diabetes mellitus


O termo diabetes, geralmente se refere à diabetes mellitus, mas existem muitas outras condições, mais raras, também denominadas como "diabetes". A mais comum delas é a diabetes insípia (insípida significa "sem gosto" em Latim) na qual a urina não é glicosada. Esta diabetes pode ser causada por danos aos rins ou à glândula pituitária.
Diabetes mellitus é uma doenç mtabólica caracterizada por um aumento anormal da glicose ou açúcar no sangue . A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde.
Quando não tratada adequadamente, causa doenças tais como infarto do coraçã, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas visuais e lesões de difícil cicatrização, dentre outras complicações.Embora ainda não haja uma cura definitiva para o Diabetes, há vários tratamentos disponíveis que, quando seguidos de forma regular, proporcionam saúde e qualidade de vida para o paciente portador.
Atualmente, estima-se que cerca de 240 milhões de pessoas sejam diabéticas, o que significa que 6% da população tem diabetes.Segundo uma projecção internacional, A população de doentes diabéticos a nível mundial vai aumentar até 2025 em mais de 50 por cento, para 380 milhões de pessoas a sofrerem desta doença crónica.
Epidemiologia
O Diabetes afeta cerca de 12% da população no Brasil (aproximadamente 22 milhões de pessoas)e 5% da população de Portugal (500 mil pessoas). De acordo com a Organzaçõ Mundial da Saúde, em 2006 havia cerca de 171 milhões de pessoas doentes da Diabetes, e esse índice aumenta rapidamente. É estimado que em 2030 esse número dobre. A Diabetes Mellitus ocorre em todo o mundo, mas é mais comum (especialmente a tipo II) nos países mais desenvolvidos. O maior aumento atualmente é esperado na Ásia e na África, onde a maioria dos diabéticos será visto em 2030. O aumento do índice de Diabetes em países em desenvolvimento segue a tendência de urbanização e mudança de estilos de vida.
A diabetes está na lista das 5 doenças de maior índice de morte no mundo, e está chegando cada vez mais perto do topo da lista. Por pelo menos 20 anos, o número de diabéticos na América do Norte está aumentando consideravelmente. Em 2005 eram em torno de 20.8 milhões de pessoas com diabetes somente nos Estados Unidos. De acordo com a American Diabetes Association existem cerca de 6.2 milhões de pessoas não diagnosticadas e cerca de 41 milhões de pessoas que poderiam ser consideradas pré-diabéticas. Os Centros de Controles de Doenças classificaram o aumento da doença como epidêmico, e a NDIC (National Diabetes Information Clearinghouse) fez uma estimativa de US$132 bilhões de dólares, somente para os Estados Unidos este ano.
Causas e Patofisiologia
Existem dois mecanismos fundamentais :
Falta de insulina. Nestes casos, o pâncreas não produz insulina ou a produz em quantidades muito baixas. Com a falta de insulina, a glicose não entra nas células, permanecendo na circulação sanguínea em grandes quantidades. Para esta situação, os médicos chamaram esse tipo de Diabetes de Diabetes Mellitus tipo 1 (DM tipo 1). A diabetes mellitus do tipo I é também caracterizada pela produção de anticorpos à insulina (doença auto-imune). É muito recorrente em pessoas jovens, e apresenta sintomatologia definida, onde os enfermos perdem peso.
Mau funcionamento ou diminuição dos receptores das células. Nestes casos, a produção de insulina está normal. Mas como os receptores (portas) não estão funcionando direito ou estão em pequenas quantidades, a insulina não consegue promover a entrada de glicose necessária para dentro das células, aumentando também as concentrações da glicose na corrente sanguínea. A esse fenômeno, os cientistas chamaram de “resistência à insulina”. Para esse segundo tipo de Diabetes, o médicos deram o nome de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM tipo 2).
Genética
Ambos os tipos 1 e 2 de diabetes são no mínimo parcialmente herdáveis, sendo a do tipo 2 a que apresenta mais herdabilidade. O tipo 1 de diabetes parece ser desencadeado por infecções (principalmente virais) e, em uma proporção menor de pessoas, por exposições ambientais a drogas ou estresse. Existe um forte padrão de herança para o diabetes do tipo 2. Aquelas pessoas com parentes de primeiro grau com diabetes do tipo 2 possuem um risco muito maior de desenvolver a diabetes tipo 2, com o risco aumentando com o número de parentes acometidos. A concordância entre gêmeos monozigóticos é de quase 100% e cerca de 25% das pessoas com a doença possuem uma história na família de diabetes.
Patofisiologia
O pâncreas é o ogão responsável pela produção do hoemônio denominado insulina. Este hormônio é responsável pela regulação da glicemia (glicemi: nível de glicose no sangue). Para que as células das diversas partes do corpo humano possam realizar o processo de respiração aeróbica (utilizar glicose como fonte de energia), é necessário que a glicose esteja presente na célula. Portanto, as células possuem receptores de insulina (tirosina quinase) que, quando acionados "abrem" a membrana celular para a entrada da glicose presente na circulação sanguínea. Uma falha na produção de insulina resulta em altos níveis de glicose no sangu, já que esta última não é devidamente dirigida ao interior das células.
Visando manter a glicemia constante, o pâncreas também produz outro hormônio antagónico à insulina, denominado glucagon. Ou seja, quando a glicemia cai, mais glucagon é secretado visando reestabelecer o nível de glicose na circulação.O glucagon é o hormônio predominante em situações de jejum ou de estresse, enquanto a insulina tem seus níveis aumentados em situações de alimentação recente.
Como a insulina é o principal hormônio que regula a quantidade de glicose absorvida pela maioria das células a partir do sangue (principalmente células musculares e de gordura, mas não células do sistema nervoso central), a sua deficiência ou a insensibilidade de seus receptores desempenham um papel importante em todas as formas da diabetes mellitus.
Grande parte do carboidrato dos alimentos é convertido em poucas horas no monossacarído glicose, o principal carboidrato encontrado no sangue. Alguns carboidratos não são convertidos. Alguns exemplos incluem a frutose que é utilizada como um combustível celular, mas não é convertida em glicose e não participa no mecanismo regulatório metabólico da insulina / glicose; adicionalmente, o carboidrato celulose não é convertido em glicose, já que os humanos e muitos animais não têm vias digestivas capazes de digerir a celulose.
A insulina é liberada no sangue pelas células beta (células-β) do pâncreas em resposta aos níveis crescentes de glicose no sangue (por exemplo, após uma refeição). A insulina habilita a maioria das células do corpo a absorverem a glicose do sangue e a utilizarem como combustível, para a conversão em outras moléculas necessárias, ou para armazenamento. A insulina é também o sinal de controle principal para a conversão da glicose (o açúcar básico usado como combustível) em glicogênio para armazenamento interno nas células do fígado e musculares. Níveis reduzidos de glicose resultam em níveis reduzidos de secreção de insulina a partir das células beta e na conversão reversa de glicogênio a glicose quando os níveis de glicose caem. Níveis aumentados de insulina aumentam muitos processos anabólicos (de crescimento) como o crescimento e duplicação celular, síntese protéica e armazenamento de gordura.
Se a quantidade de insulina disponível é insuficiente, se as células respondem mal aos efeitos da insulina (insensibilidade ou resistência à insulina), ou se a própria insulina está defeituosa, a glicose não será administrada corretamente pelas células do corpo ou armazenada corretamente no fígado e músculos. O efeito dominó são níveis altos persistentes de glicose no sangue, síntese protéica pobre e outros distúrbios metabólicos, como a acidose.
Diabetes mellitus tipo 1
Geralmente aparece ainda na infância, e é também conhecida ou chamada de Diabetes insulino dependente, pois o corpo produz pouca ou nenhuma insulina. Pessoas com este tipo de diabetes precisam tomar doses de insulina diariamente para sobreviver. Menos de 10% dos diabéticos têm a do tipo 1, e a principal causa é hereditária.
Entenda como isto ocorre:Quando ingerimos uma refeição, o carboidrato, encontrado em doces, pães, bolos, massas, biscoitos, batata, mandioca, etc, são transformados em açúcar (glicose) para poder ser absorvido pelo nosso organismo. Esta glicose é distribuída e serve de fonte de energia para nossas células, a partir do momento em que entra para nosso sangue. A insulina é o hormônio responsável pela passagem da glicose do sangue para as células e órgãos do nosso corpo. Desta forma, nos mantemos com energia e garantimos, principalmente, energia para nosso cérebro. A pessoa com diabetes tipo 1, não consegue fazer esta transferência da glicose para as células, fazendo com que o sangue fique HIPERGLICÊMICO (muita glicose circulante).
Diabetes mellitus tipo 2
Ocorre em 90 a 95% dos casos de diabetes. Conhecida como Diabetes não – insulinodependente, geralmente ocorre na idade adulta pelo excesso de peso e má alimentação. Ultimamente muitas crianças já apresentam quadros da doença, devido a obesidade infantil. A insulina é produzida em quantidade normal ou aumentada, porém não ajuda o corpo a usá-la de forma adequada. Com o tempo,uma alimentação com excessos de doces e carboidratos, prejudica a função do pâncreas (órgão responsável pela produção de insulina), podendo fazer com que a pessoa passe a necessitar de doses de insulina.
Entenda como isto ocorre:O corpo produz insulina após uma refeição com doces e carboidratos, porém esta insulina, por estar “defeituosa”, não consegue colocar toda glicose que está circulante no sangue para dentro das células. O sangue fica com excesso de glicose e todos os problemas aparecem.
Diabetes gestacional
A diabetes gestacional também envolve uma combinação de secreção e responsividade de insulina inadequados, assemelhando-se à diabetes tipo 2 em diversos aspectos. Ela se desenvolve durante a gravidez e pode melhorar ou desaparecer após o nascimento do bebê. Embora possa ser temporária, a diabetes gestacional pode trazer danos à saúde do feto e/ou da mãe, e cerca de 20% a 50% das mulheres com diabetes gestacional desenvolvem diabetes tipo 2 mais tardiamente na vida.
A diabetes mellitus gestacional (DMG) ocorre em cerca de 2% a 5% de todas as gravidez. Ela é temporária e completamente tratável mas, se não tratada, pode causar problemas com a gravidez, incluindo macrossomi fetal (peso elevado do bebê ao nascer), malformações fetais e doença cardíaca congênita. Ela requer supervisão médica cuidadosa durante a gravidez. Os riscos fetais/neonatais associados à DMG incluem anomalias congênitas como malformações cardíacas, do sistema nervoso central e de músculos esqueléticos. A insulina fetal aumentada pode inibir a produção de surfactante fetal e pode causar problemas respiratórios. A hiperbilirrubinemia pode causar a destruição de hemácias. Em muitos casos, a morte perinatal pode ocorrer, mais comumente como um resultado da má profusão placentária devido a um prejuízo vascular.


Outros tipos de diabetes <5%>células beta. B: Resistência à insulina determinada geneticamente. C: Doenças no pâncreas. D: Causada por defeitos hormonais. E: Causada por compostos químicos ou fármacos. F: Infecciosas (rubéola congênita, citamegalovírus e outros). G: Formas incomuns de diabetes inmuno-mediadas (síndrome do "Homem Rígido", anticorpos anti-insulina e outros) H: Outras síndromes genéticas algumas vezes associadas com diabetes (síndrome de Down; síndrome de Klinefelter;síndrome de Tuner; síndrome de Wolfram; ataxia de Friedreich; coréia de Huntington; síndrome de Laurence-Moon-iedl; distrofia miotônica; porfiria; síndrome de Prader-Wili e outras).
Sinais e Sintomas
A tríade clássica dos sintomas da diabetes : Poliúria (pessoa urina com frequência), Polidepsia (sede aumentada e aumento de ingestão de líquidos), Polifagia (apetite aumentado). Pode ocorrer perda de peso. Estes sintomas podem se desenvolver bastante rapidamente no tipo 1, particularmente em crianças (semanas ou meses) ou pode ser sutil ou completamente ausente — assim como pode se desenvolver muito mais lentamente — no tipo 2. No tipo 1 pode haver também perda de peso (apesar da fome aumentada ou normal) e fadiga. Estes sintomas podem também se manifestar na diabetes tipo 2 em pacientes cuja diabetes é mal controlada.
Patofisiologia de Alguns Sinais e Sintomas
Quando a concentração de glicose no sangue está alta (acima do limiar renal), a reabsorção de glicose no túbulo proximal do rim é incompleta, e parte da glicose é excretada na urina (glicosúria). Isto aumenta a pressão osmótica da urina e consequentemente inibe a reabsorção de água pelo rim, resultando na produção aumentada de urina (poliúria) e na perda acentuada de líquido. O volume de sangue perdido será reposto osmoticamente da água armazenada nas células do corpo, causando desidratação e sede aumentada. Quando os níveis altos de glicose permanecem por longos períodos, ocorre a absorção de glicose e isto causa mudanças no formato das lente dos olhos, levando a dificuldades de visão. A visão borrada é a reclamação mais comum que leva ao diagnóstico de diabetes; o tipo 1 deve ser suspeito em casos de mudanças rápidas na visão, ao passo que o tipo 2 geralmente causa uma mudança mais gradual.
Pacientes (geralmente os com diabetes tipo 1) podem apresentar também cetoacidose diabética, um estado extremo de desregulação metabólica caracterizada pelo cheiro de acetona na respiração do paciente, respiração Kussmaul (uma respiração rápida e profunda), poliúria, náusea, vômito e dor abdominal e qualquer um dos vários estados de consciência alterados (confusão, letargia, hostilidade, mania, etc). Na cetoacidose diabética severa, pode ocorrer o coma (inconsciência), progredindo para a mote. De qualquer forma, a cetoacidose diabética é uma emergência médica e requer atenção de um especialista. Um estado raro, porém igualmente severo, é o estado não-cetótico, que é mais comum na diabetes tipo 2, e é principalmente resultante da desidratação devido à perda de líquido corporal. Frequentemente o paciente têm ingerido quantidades imensas de bebidas contendo açúcar, levando a um ciclo vicioso em consideração à perda de líquido.
Complicações
As complicações da diabetes são muito menos comuns e severas nas pessoas que possuem os níveis glicêmicos (de açúcar no sangue) bem controlados, mantendo-os entre 40 e 200mg/dl. As complicações causadas pela diabetes se dão basicamente pelo excesso de glicose no sangue, sendo assim, existe a possibilidade de glicosilar as proteínas além de retenção de água na corrente sanguínea, e retirada da mesma do espaço intercelular.
Complicações Agudas
Cetoacdose diabéticaComa hiperosmolar não-cetólico Hipergiceia Coma diabético Amputação
Complicações Crônicas
Aterosclerose Hipertensão ( por aumento de H2O no sangue, além da glicolisação irregular do colágeno e proteínas das paredes endoteliais o que pode causar tromboses e coágulos por todo o sistema circulatório); Tromboses e coágulose na corrente sanguínea; Problemas dermatológicos ( por desnaturação de proteínas endoteliais) Pé diabético Problemas neurológicos principalmente no pé, como perda de sensibilidade e propriocepção; Dificuldade em coagular o sangue Problemas metabólicos generalizados. Fator de risco à periodontite.
Tratamento
A diabetes mellitus é uma doença crônica, sem cura por tratamentos convencionais, e sua ênfase médica deve ser necessariamente em evitar/administrar problemas possivelmente relacionados à diabetes, a longo ou curto prazo. O tratamento é baseado cinco conceitos: Conscientização e educação do paciente, sem a qual não existe aderência. Alimentação e dieta adequada para cada tipo de diabetes e para o perfil do paciente. Vida ativa, mais do que simplesmente exercícios. Medicamentos: Hipoglicemiantes orais Insulina Monitoração dos níveis de glicose e hemoglobina glicada. É extremamente importante a educação do paciente, o acompanhamento de sua dieta, exercícios físicos, monitoração própria de seus níveis de glicose, com o objetivo de manter os níveis de glicose a longo e curto prazo adequados. Um controle cuidadoso é necessário para reduzir os riscos das complicações a longo prazo. Isso pode ser alcançado com uma combinação de dietas, exercícios e perda de peso (tipo 2), várias drogas diabéticas orais (tipo 2 somente) e o uso de insulina (tipo 1 e tipo 2 que não esteja respondendo à medicação oral). Além disso, devido aos altos riscos associados de doença cardiovascular, devem ser feitas modificações no estilo de vida de modo a controlar a pressão arteria e o colesterol, se exercitando mais, fumando menos e consumindo alimentos apropriados para diabéticos, e se necessário, tomando medicamentos para reduzir a pressão.
Cura do Diabetes Mellitus Tipo 2 por Cirurgia
Um estudo feito por médicos franceses publicado na ScienceDirecte,confirmou o que médicos já haviam observado, a cirurgia de redução de estomago usada no tratamento da obesidade mórbida ajuda a controlar o diabetes mellitus tipo 2, um estudo mais aprofundado feito por Francesco Rubino, levou à criação de uma cirurgia no intestino que tem alta eficiência no tratamento da diabetes tipo 2 para pessoas não obesas.
Prevenção
Como pouco se sabe sobre o mecanismo exato pelo qual a diabetes tipo 1 se desenvolve, não existem medidas preventivas disponíveis para esta forma de diabetes. Alguns estudos atribuíram um efeito de prevenção da amamentação em relação ao desenvolvimento da diabetes tipo 1. Os riscos da diabetes tipo 2 podem ser reduzidos com mudanças na dieta e com o aumento da atividade física.
Prevenção das Complicações
De fato, quanto melhor o controle, menor será o risco de complicações. Desta maneira, a educação do paciente, entendimento e participação é vital. Os profissionais da saúde que tratam diabetes também tentam conscientizar o paciente a se livrar certos hábitos que sejam prejudiciais à diabetes. Estes incluem o tabagismo, colesterol elevado (controle ou redução da dieta, exercícios e medicações), obesidade (mesmo uma perda modesta de peso pode ser benéfica), pressão sanguínea alta (exercício e medicações, se necessário) e sedentarismo.
Um artigo da Associação Americana de Diabetes recomenda manter um peso saudável, e ter no mínimo 2½ horas de exercício por semana (uma simples caminhada basta), não ingerir muita gordura, e comer uma boa quantidade de fibras e grãos. Embora eles não recomendem o consumo de álcool, eles citam que o consumo moderado de álcool pode reduzir o risco.


CASO CLÍNICO


•Mulher de 52 anos, viúva, descobriu ter taxa de glicose plasmática de 160 mg/dl durante o exame anual com o ginecologista. Exame ginecológico normal e menstruação normal. Tem forte história familiar de diabetes mellitus em ambos os lados da família, e um de seus 4 filhos pesou 4,5 kg ao nascimento. Uma vez que todos os seus filhos já deixaram a casa, seu estilo de vida é sedentário. A obesidade tem sido um problema desde a segunda gestação. Seu peso tem variado de 90 a 103 kg. Ao exame, peso de 98 kg e altura de 162 cm, hemodinâmicamente estável, porém com PA de 170/95 usando captopril 25 mg, duas vezes ao dia.
•Exames laboratoriais – Colesterol total = 242 mg/dl; col LDL = 148 mg/dl; col HDL = 35 mg/dl; triglicérides 278 mg/dl; ácido úrico sérico de 7,2 mg/dl.
•Como medida inicial, fêz consulta com nutricionista e recebeu orientações com enfermeira orientadora. Iniciou dieta hipocalórica e programa de exercícios sob supervisão de um preparador físico; após seis semanas, pesou 90,2 kg e sua glicemia chegou a 130 mg/dl; hemoglobina glicada de 8,6%


Fonte:
http://www.medicinageriatrica.com.br/2008/10/02/saude-geriatria/estudo-de-caso-hipoglicemiante-nos-diabeticos/ http://www.youtube.com/watch?v=Ot3b1aM7ZCU

CURSOS



EM BREVE! AGUARDEM...

terça-feira, 12 de maio de 2009

sexta-feira, 8 de maio de 2009



BEBE PEIXE (UMA DOENÇA RARA CHAMADA DE ICTIOSE)




Artigo:

Thiago Feres - Rio - 06/03/2009 16:13


No Hospital Antônio Pedro, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, o bebê que nasceu sofrendo de um doença rara, chamada Ictiose. Ele estava internado na unidade desde a última segunda-feira, vindo de uma transferência do município de Itaboraí, onde nasceu no último dia 27. A diretoria do Hospital Antônio Pedro limitou-se a classificar o caso como raríssimo.
Antes de ser transferido para a unidade, o bebê estava no Hospital Municipal de Itaboraí, que não possuia condições de cuidar do caso. A doença é um distúrbio genético da pele, que gerou o engrossamento da camada de queratina na pele do bebê. Com isso, o recém-nascido ficou coberto por placas de uma pele grossa que se racharam e se partiram diversas vezes. Os moradores da região chegaram a chamar a criança de "bebê peixe".
A Secretaria de Desenvolvimento de Itaboraí disponibilizou uma assistente social e uma psicóloga para ficar a disposição dos pais da criança, que são jovens, ambos com 17 anos, e primos de primeiro grau. Os médicos da unidade garantiram que um caso como este ocorre a cada a cada 300 mil nascimentos e pode ter sido causado pelo laço sanguíneo que os pais possuem (primos de primeiro grau). As fissuras causadas pela doença no corpo do bebê, deixaram o seu organismo exposto a infecções. Ainda segundo a diretoria do Antônio Pedro, o caso do recém-nascido não era compatível com a vida. Falecimento: 08/03/2009.

ICTIOSE

A pele seca é comum, especialmente em indivíduos mais velhos (além da meia idade). As causas comuns são o tempo frio e os banhos freqüentes. O banho elimina os óleos superficiais, permitindo que a pele torne-se seca. A pele seca pode se tornar irritada e freqüentemente coça - às vezes, ocorre esfacelamento da pele em pequenos flocos e escamas. A descamação freqüentemente afeta as pernas. À s vezes, a pele extremamente seca (ictiose) é conseqüencia de uma doença descamativa hereditária (p.ex., ictiose vulgar ou hiperceratose epidermolítica). O indivíduo com ictiose vulgar apresenta escamas finas e não apresenta bolha, já o indivíduo com hiperceratose epidermolítica apresenta escamas espessas e verrucosas, além de bolhas dolorosas e fétidas.
A ictiose também é resultado de distúrbios não-hereditários, como a hanseníase (lepra), a hipoatividade da tireóide, os linfomas, a AIDS e a sarcoidose. Tratamento A base do tratamento da pele seca simples é a manutenção da pele úmida. Banhar-se menos vezes permite que os óleos protetores permaneçam mais tempo sobre a pele. As pomadas ou os cremes como vaselina, óleo mineral e agentes umectantes sem perfume também podem manter a umidade da pele. Os sabões muito fortes, os detergentes e os perfumes de alguns umectantes irritam a pele e podem torná-la ainda mais seca. Friccionar ou coçar a pele seca pode causar infecção e a formação de cicatrizes.
Quando a descamação representa um problema, as soluções ou os cremes contendo ácido salicílico podem ajudar na remoção das escamas. Para os adultos, o médico pode recomendar que a pele seja enfaixada de forma oclusiva com um filme plástico ou com celofane após a aplicação desses tratamentos. Contudo, isso não deve ser utilizado em crianças. Para algumas formas de ictiose grave, os cremes contendo vitamina A (tretinoína) são eficazes. Os compostos de vitamina A ajudam a pele a a eliminar o excesso de escamas. O etretinato, uma droga similar à vitamina A, é prescrito para determinadas formas de ictiose. Para a hiperceratose epidermolítica, podem ser utilizados antibióticos e um forte sabão desinfetante, como aqueles que contêm clorexidina.


Forma mais comum de ictiose caracterizada por escamação proeminente especialmente nas superfícies extensoras das extremidades e todo o tronco. A face e couro cabeludo são freqüentemente afetados somente por escamas finas e secas; pode haver também alopécia difusa moderada. As marcas normais das palmas das mãos e plantas dos pés são exageradas. A produção de suor e sebo é reduzida, a pele é seca, principalmente nos meses de inverno. A desordem é herdada como traço autossômico dominante.

Ictose Vulgar

Doença de origem genética (genodermatose) que tem como característica principal o ressecamento e a descamação da pele.


Manifestações clinicas


As manifestações costumam aparecer após o nascimento, geralmente no primeiro ano de vida. Pode apresentar-se apenas com ressecamento da pele e descamação fina ou com intensa descamação, formando escamas grandes, de aspecto geométrico.
As áreas mais atingidas são os membros, podendo atingir também face e couro cabeludo. As palmas das mãos e as plantas dos pés podem estar espessadas (hiperceratose), com acentuação dos sulcos. As áreas de dobra de pele (joelhos, cotovelos...) geralmente são poupadas. Pode haver a formação de ceratose folicular (pontos espessados nas aberturas dos folículos pilosos) em algumas regiões.
A doença tende a regredir ou diminuir os sintomas com o passar dos anos.


Tratamento


Por ser uma doença genética, não existe um tratamento que a elimine definitivamente. O objetivo é combater o ressecamento da pele. O frio intenso é prejudicial e deve ser evitado. Os banhos devem ser mornos e deve-se evitar o uso excessivo de sabões. Hidratantes potentes devem ser utilizados logo após o banho, de modo a reter a umidade da pele e a indicação do tipo mais adequado deve ser feita por um médico dermatologista.


Evitar na Ictiose (Pele seca)


Ictiose é defeito na queratinização onde a pele se torna descamativa e áspera. Poderá ser de origem congênita (nas suas várias formas de apresentação) ou de forma adquirida.


Para que o indivíduo não tenha piora ou mesmo não melhore, devemos evitar ou fazer:


1 - Seguir corretamente a(s) prescrições médicas.
2 - Ar Condicionado. Este artefato, no seu funcionamento, seca o ambiente, e, isto provocará secamento da pele.
3 - Sudorese. Como existem micro aberturas na pele, poderemos ter irritação e se iniciar com ardores ou mesmo coceira intensa.
4 - Frio. Ventos Frios. Estes fenômenos naturais fazem com que a pele fique mais seca, quando submetida a estas intempéries.
5 - Sabonetes. Estes removem a sujeira da pele mas junto removem também a gordura, que é necessária para hidratação do tegumento. Quanto menos for utilizado melhor. então, usar somente nas áreas onde se formam mais odores como pés, mãos, genitais e nádegas.
6 - Banhos Longos e também muito Quente. Como sabemos, qualquer panela com gordura é melhor lavada com água quente ou se a lavarmos por mais tempo; e também a pele será mais limpa e desengordurada com água quente e longamente lavada. Significa que teremos a pele mais seca.
7 - Sabe-se também que determinadas drogas, na sua ação, tem o efeito de deixar a pele mais seca e deverão ser evitadas sempre que possível, sendo estas as principais: Cimetidina, Clofazimina, Triparonol, Dixirazine, Alopurinol, Fenobarbital, Butirofenona, Naxocidina, Diazocolofeno.

Ictiose adquirida: pode ser causada por medicamentos tais como agentes hipocolesterolêmicos (ácido nicotínico, triparanol, diazacolesterol), clofazimina e cimetidina


Ictiose vulgar é uma alteração hereditária da queratinização da pele, isto é, de sua constituição.
Há várias formas de ictiose.
A manifestação clínica é variável, podendo ter desde formas discretas a intensas, com formação de escamas, denominada ictio-peixe.

Tratameto

É feito com emolientes ou hidratantes, podendo eventualmente ser feito o uso de retinóides tópicos ou sistêmicos.
Não existe cura para a ictiose por se tratar de alteração genética


Grupo de perturbações hereditárias caracterizadas por uma malformação da pele, que fica com um aspecto excessivamente áspero e seco, assemelhando-se a escamas de peixe.
Esta afecção não contagiosa, que pode surgir na infância, normalmente tende a desaparecer na idade adulta, podendo reaparecer mais tarde.
É mais grave na região na perna, braços e costas.

Caso Clínico

Caso I - K.P.S. RG: 6014987B, feminina, branca, nascida em Ol/OUT/85, parto normal, de termo, em boas condições, pesou 295º gramas, mediu 50 cm de comprimento e 33 cm de perímetro cefálico. Na internação encontrava-se ictérica moderada, hidratada, pletórica, .com edema de membros inferiores; descamação do couro cabeludo, eversão bilateral das pálpebras, nariz e boca cobertos por pele endurecida dificultando a permeabilidade das narinas e descamação lamelar por todo o corpo. (Foto 1) Mãe tinha 46 anos de idade, XIV gestações, XII paridades, II abortos; pai 50 anos de idade, ambos primos em lº grau. O 2º filho do casal teve o mesmo quadro clínico ao nascimento. A paciente apresentou melhora progressiva, com descamação lamelar da pele e no 7º dia de internação não mais havia eversão das pálpebras, já tendo ocorrido descamação da pele, melhora da ictericia, recebendo alta. Atualmente com 8 anos mantendo apenas pele resecada que melhora no verão e desenvolvimento neuropsicomotor normal.



CASO 2 - P.J.R.C. RG: 6015168A, feminina, branca, nascida em 25/OUT/85, parto normal, prematuro, ja apresentando lesões de pele com descamação. Internada em 27/OUT/85. Pesou 2140 e mediu 45 cm de comprimento e 3º cm de perímetro cefálico. Na internação encontrava-se hidratada, eupneica, ictérica moderada e corada. Apresentava placas lamelares descamativas, generalizadas, mais acentuadas em mãos e pés, estrías perioral. Dedos das mãos e as unhas eram hipoplásicos com estrias profundas, interdigitais e ñas pregas palmares; os artelhos e as unhas eram hipoplásicos ocorrendo necrose nas falanges distais do 4 e 5 dedo do pé direito. Mãe tinha 16 anos I gesta I para, pai 21 anos de idade, ambos saudáveis, negam patologia semelhante na família. Criança evolui com descamação lamelar principalmente no abdome e membros. No 5º dia de internação houve melhora dos dedos do pé direito após semidebridamento cirúrgico e no 12Q dia já apresentava boa perfusão nos dedos sem áreas necróticas, recebendo alta.

CASO 3 - C.A.M. RG: 6025494K, masculino, branco, nascido em 19/MAIO/89 e internado no dia seguinte, parto normal, peso ao nascimento 2570 gramas, comprimento: 49 cm e lesões importantes de pele. Encontrava-se anictérico, corado, taquipnéico e hidratado; descamação em todo o corpo, pele endurecida com rachaduras deixando áreas avermelhadas com exposição da derme. Evefsão palpebral bilateral, pele recobindo os dedos como se fosse uma luva apertada levando a deformidades dos" dedos e artelhos. Mãe tinha 31 anos de idade, V gestações, V paridades (2 filhos no primeiro casamento normais) e pai com 36 anos de idade, saudável (2 filhos no primeiro casamento normais) referem que ó primeiro filho em comum nasceu com a mesma doença do paciente e faleceu logo após o nascimento.. Evolui com descamação progressiva da pele com desprendimento das placas de queratina, deixando áreas avermelhadas e pele lisa. No 7º dia de internação já havia melhora do ectrópio e do eclábio e no 10s- dia a abertura ocular era completa. Nas mãos e nos pés apresentava deformidades de dedos e artelhos principalmente no pé esquerdo, visíveis por baixo da carapaça de hiperqueratose.Na alta que foi com um mês de vida, havia melhora acentuada da pele, descamação fina e boa perfusão dos membros que já se. visualizavam perfeitamente.

CASO 4 - Ao nascimento já apresentava descamação lamelar generalizada. Na internação encontrava-se hidratado, discreta taquipnéia, descamação lamelar importante com fissuras profundas deixando áreas com exposição da derme. Apresentava ectrópio e eclábio e narinas parcialmente obstruídas por pele; os pés e as mãos recobertos por pele levando a deformidades importantes dos membros. Mãe tinha 30 anos, II gestações II paridades; pai 32 anos, ambos primos em primeiro grau. O primeiro filho nasceu com a mesma doença e faleceu com 2 meses de idade. Evolui com descamação da pele, deixando sempre áreas avermelhadas de pele lisa. Ño 10º dia havia melhora do eclábio o que a permitia sugar por boca porém o ectrópio se manteve durante toda a internação sendo necessário o uso freqüente de colírio de metilcelulose. As mãos e os pés que inicialmente eram deformados pela pele apertada foram ficando visíveis a medida que houve descamação da pele. Como intercorrências apresentou quadro de sepse com hemoculturas positivas para Klebsiella e Staphylococcus aureus, tendo recebido antibioticoterapia por 21 dias. Além do quadro infeccioso evoluiu com sangramentos repetidos atribuídos a plaquetopenia persistente mesmo na melhora do quadro séptico, sendo necessário administração de nove unidades de plaqueta. Este quadro reverteu espontaneamente no 31º dia de internação. Alta no 41º dia de internação, ainda com descamação da pele porém lámelas bem finas pelo corpo, boa perfusão em membros com aparecimento dos dedos, melhora importante do eclábio e presença do ectrópio.

Política de privacidade

" O conteúdo das matérias desse portal é de caráter meramente ilustrativo e informativo. Nenhuma informação obtida a partir deste conteúdo , deverá substituir , do ponto de vista ético ou legal , a orientação de um médico ( ou de outro profissional da área da saúde ) , em relação aos aspéctos preventivos, diagnósticos e de tratamento , das diversas doenças ou condições clínicas " .

Não é finalidade deste portal a análise, comentário ou emissão de qualquer tipo de diagnóstico aos usuários, tarefa esta reservada unicamente ao seu respectivo médico de confiança, como também não é finalidade deste portal republicar artigos como sendo de minha própria autoria, ou mesmo para fins lucrativos, comerciais. Este site tem apenas a finalidade de transmitir informações interessantes a leigos e profissionais de saúde como forma de esclarecimento, dando sempre créditos aos seus autores, sem nenhum fins lucrativos.

Tenho referenciado todos os textos com autoria e fonte. Quando possível publico também o site e informações de contato do autor. Se você deseja usar algum texto publicado nesse portal, por favor, referencie. Informe com clareza a autoria e a fonte.






"O futuro pertence aqueles que acreditam na beleza de seus sonhos..."

"Amar ao próximo é amar a si mesmo." Fonte: médicos sem fronteiras.


So Enfermagem

.
Márcia Florêncio. Tecnologia do Blogger.