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terça-feira, 21 de julho de 2009

Gripe Suina


O que é H1N1 (gripe suína) ?

O H1N1 (logo conhecido como "gripe suína") é um novo vírus de gripe que está atacando pessoas. A primeira vez que esse vírus foi detectado em gente, nos Estados Unidos, foi em abril de 2009. Outros países, como o México e o Canadá, já tinham relatado casos de pessoas doentes por causa desse novo vírus, que se espalha de pessoa para pessoa provavelmente de modo muito parecido ao do vírus da gripe comum que ocorre regularmente em determinadas épocas.

Por que é que esse novo vírus H1N1 é chamado às vezes de "gripe suína" ?


Esse vírus começou a ser chamado de "gripe suína" porque os testes de laboratório mostravam que muitos dos seus genes eram semelhantes aos vírus da gripe que normalmente ataca porcos na América do Norte. Entretanto, estudos posteriores mostraram que o novo vírus era muito diferente daquele que circula entre os porcos na Europa e na Ásia, bem como dos genes de aves e de humanos. Os cientistas chamam-no de vírus "quadruple reassortant virus" (ou seja, um vírus quádruplo que contém um núcleo de ácido desoxirribonucleico de uma espécie viral e um invólucro proteínico de outra espécie).


Esse vírus está presente nos porcos e eu posso pegar esse vírus de um porco ?


Até o momento não há evidência de que os porcos, nos Estados Unidos, estejam infectados com esse novo vírus. Entretanto, há vírus de gripe que muitas vezes provocam doenças em porcos. Na maioria das vezes esses vírus não infectam pessoas, mas os vírus da gripe podem se espalhar alternativamente entre porcos e pessoas.

Existem infecções humanas desse vírus H1N1 nos Estados Unidos ?


Sim. Já foram confirmados casos de infecção humana com esse vírus de gripe H1N1 nos Estados Unidos, primeiro na Califórnia do Sul e perto do Condado de Guadalupe, no Texas. Desde essa ocasião, o ataque intensificou-se rapidamente e cada vez mais estados têm relatado casos de doença por esse vírus. O site http://www.cdc.gov/h1n1.flu/investigation.htm mantém informações atualizadas sobre o número de casos de novas infecções pela gripe H1N1 nos Estados Unidos. O CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças) e os serviços de saúde estaduais estão trabalhando juntos para estudar essa situação.

Esse novo vírus H1N1 é contagioso ?


O CDC declarou que esse ovo vírus H1N1 é contagioso e pessoas estão sendo contaminadas por outras pessoas. Entretanto, até o momento ainda não se sabe com que facilidade o vírus se transmite entre humanos.

Quais são os sinais e sintomas desse vírus em humanos ?.


Em pessoas, os sintomas desse novo tipo de gripe, A H1N1, são semelhantes aos sintomas da gripe comum, incluindo febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Diarréia e vômitos também foram relatados por um número significante de pessoas infectadas com esse vírus. Da mesma forma que acontece com a gripe comum, existem ocorrências de moléstias graves e óbitos resultantes das doenças associada com esse vírus.


Quão grave é a doença associada a esse novo vírus H1N1 ?


Não se sabe, até o momento, quão grave o vírus poderá tornar-se para a população em geral. O CDC está estudando as fichas médicas das pessoas infectadas com esse vírus a fim de descobrir se para algumas pessoas pode ser maior o risco de infecção, doença grave ou hospitalização por causa desse vírus. No que se refere à gripe comum, em algumas pessoas é maior o risco de complicações graves relacionadas com a gripe. Entre estas encontram-se crianças novas, mulheres grávidas, pessoas com problemas médicos crônicos e pessoas com 65 anos ou mais. Não se sabe, até agora, se alguns grupos de pessoas estão sujeitos a maior risco de complicações devidas à infecção com este novo vírus. O CDC também está fazendo estudos laboratoriais para verificar se algumas pessoas podem ter imunidade natural ao vírus, dependendo da idade.

Como é que esse novo H1N1 se transmite ?


Acredita-se que ele esteja se transmitindo de pessoa a pessoa do mesmo modo que o vírus da gripe comum, isto é, através da tosse ou do espirro de pessoas gripadas. Algumas pessoas podem contaminar-se tocando alguma coisa que tenha estado em contato com vírus da gripe e tocando, depois, sua própria boca ou nariz.

É possível infectar-se com esse novo H1N1 ao ingerir ou preparar carne de porco ?


Não. Os vírus H1N1 não se transmitem pela comida. Não se adquire esse novo vírus H1N1 comendo carne ou produtos de porco. É seguro comer carne de porco que tenha sido adequadamente preparada e cozida.

Existe risco em beber água ?


Água de torneira que tenha sido tratada por processos convencionais de desinfecção provavelmente não apresenta riscos de transmissão de vírus de gripe. Os regulamentos atuais de tratamento da água potável conferem alto grau de proteção contra vírus. Não existe nenhuma pesquisa completa sobre a suscetibilidade do novo vírus de gripe H1N1 à água potável tratada pelos processos convencionais. Entretanto, alguns estudos recentes demonstram que os níveis de cloro livre característicos do tratamento da água potável são adequados para tornar inativos os vírus altamente patogênicos H5N1, da gripe aviária. É provável que outros vírus de gripe, tais como o novo H1N1 , também se tornem, da mesma forma, inativos por efeito do cloro. Até hoje não existem casos documentados de gripe humana causada por exposição a água potável contaminada pelo vírus da gripe.

O novo vírus da gripe H1N1 pode se transmitir pela água das piscinas, spas, parques aquáticos, fontes interativas e outras estações balneárias de águas tratadas ?


As águas dos balneários que tenham sido tratadas com os níveis de desinfetante recomendados pela CDC (1 a 3 partes por milhão [ppm ou mg/L] para piscinas e 2 a 5 ppm para spas) provavelmente não representam risco de transmissão de vírus de gripa. Não existem, atualmente, casos documentados de gripe causada por exposição a água de piscina contaminada por ripe. Não há também qualquer pesquisa completa sobre a suscetibilidade do novo vírus H1N1 de gripe ao cloro ou a outro desinfetante usado em piscinas, spas, parque aquáticos, fontes interativas e outros balneários tratados. Entretanto, alguns estudos recentes demonstram que os níveis de cloro livre recomendados pelo CDC são adequados para desinfetar vírus de gripe aviária - H5N1 - altamente patogênicos. É provável que outros vírus de gripe, tais como o novo vírus de gripe H1N1 também sejam desinfetados por esses níveis de cloro.

O vírus da gripe H1N1 pode transmitir-se em balneários fora da água ?


Sim, os balneários não são diferentes de nenhum outro local frequentado por grupos. Acredita-se que a transmissão desta nova gripe ocorra da mesma maneira que a da gripe comum. Os vírus da gripe transmitem-se principalmente de pessoa a pessoa pela tosse ou espirro das pessoas gripadas. Às vezes, as pessoas podem contaminar-se tocando alguma coisa que tenha estado em contato com vírus da gripe e tocando, depois, sua própria boca ou nariz.

O que devo fazer para evitar a gripe ?


Em primeiro lugar, o mais importante: lavar as mãos. Procure manter-se em bom estado geral de saúde. Durma bastante, pratique atividades físicas, evite o estresse, beba bastante líquido e coma alimentos saudáveis. Procure não tocar superfícies que possam ter sido contaminadas com o vírus da gripe. Fuja do contato íntimo com pessoas doente.

Existem remédios para tratamento da infecção por este novo vírus ?


Sim. O CDC recomenda o uso de oseltamivir ou zanamivir para o tratamento e/ou prevenção da infecção por estes novos vírus de gripe A(H1N1 ). O remédio prescrito são as drogas antivirais (pílulas, líquido ou inalante) que combatem a gripe evitando que os vírus da gripe se reproduzam em seu organismo. Se você ficar doente, as drogas antivirais podem suavizar sua doença e fazer com que você melhore mais depressa. Podem também prevenir complicações graves da gripe. Durante o presente surto, o uso prioritário das drogas antivirais contra a gripe o tempo todo visa a tratar uma gripe mais grave.

Durante quanto tempo uma pessoa infectada pode transmitir esse vírus a outras pessoas ?


Atualmente, o CDC acredita que este vírus tem as mesmas propriedades, em termos de transmissão, que os vírus da gripe comum. No que se refere à gripe comum, os estudos têm demonstrado que o contágio por uma pessoa gripada pode ser de um dia antes de se desenvolverem os sintomas até sete dias depois de ela adoecer. O período de contágio por crianças, especialmente as mais novas, poderia ser mais longo. O CDC está analisando o vírus e suas propriedades a fim de adquirir mais conhecimentos e dar melhores informações à medida que as possuam.

Quais são as superfícies mais prováveis de se tornarem fontes de contaminação?


Os germes podem transmitir-se quando uma pessoa toca alguma coisa contaminada com germes e depois toca os próprios olhos, nariz ou boca. Os perdigotos da tose ou espirro de uma pessoa infectada permanecem no ar. Os germes podem transmitir-se quando uma pessoa toca as gotículas respiratórias de outra pessoa sobre a superfície de uma mesa, por exemplo, e depois toca os próprios olhos, nariz ou boca antes de lavar as mãos.

Que posso fazer para me prevenir contra a doença ?


Não existe nenhuma vacina, por enquanto, que proteja contra esse novo vírus H1N1. Algumas ações diárias podem ajudar a evitar a transmissão de germes que causam doenças respiratórias como a gripe. Para proteger sua saúde, tome todos os dias as seguintes precauções:


· Cubra o nariz e a boca com um lenço de papel cada vez que tossir ou espirrar.Jogue o lenço de papel no lixo depois de usá-lo.
· Lave as mãos com frequência, com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Loções à base de álcool também protegem.
· Evite tocar nos olhos, no nariz ou na boca. É assim que se transmitem germes.
· Procure evitar contato próximo com pessoas doente.
▫ ,Se ficar doente, permaneça em casa por sete dias a partir do início dos sintomas, ou até 24 horas depois de terem desaparecido os sintomas - o que demorar mais. Isso evitará que venha a contagiar outras pessoas e disseminar ainda mais o vírus.
Outras medidas importantes que você pode tomar são:
· Siga as orientações da Saúde Pública quanto a fechar escolas, evitar ajuntamentos, e outras medidas de afastamento social.
· Prepare-se para o caso de você ficar doente e ter de permanecer em casa por uma semana mais ou menos; um suprimento de remédios que não exigem receita, loções à base de álcool para as mãos, lenços de papel e outros artigos afins poderá ser muito útil e ajudará a evitar saídas para a rua enquanto durar a doença e a possibilidade de contágio.

Qual a maneira de evitar a transmissão do vírus por tosse ou espirro?


Se você estiver doente, restrinja seu contato com outras pessoas ao mínimo possível. Não vá trabalhar, ou não vá à escola durante sete dias, se estiver doente, ou até que os sintomas tenham desaparecido (o que durar mais). Cubra a boca e o nariz com um lenço de papel quando for tossir ou espirrar. Isso evitará que as pessoas ao seu redor fiquem doentes. Jogue no lixo o lenço de papel usado. Se não tiver lenço, cubra com a mão a boca e o nariz. Depois limpe bem as mãos, e faça isso cada vez que tossir ou espirrar.

Qual a melhor técnica de lavar as mãos para evitar a gripe ?


Muitas vezes o simples fato de lavar as mãos pode proteger você contra os germes. Lave-as com água e sabão ou limpe-as com uma loção à base de álcool. Quando for lavar as mãos, recomendamos que o faça com água morna e sabão, por 15 a 20 segundos. Quando não tiver água e sabão por perto, podem-se usar lenços úmidos descartáveis, à base de álcool ou gel desinfetante, produtos que se encontram em quase todos os supermercados e drogarias. Se for ousar gel, esfregue as mãos até que o gel esteja seco. O gel não precisa de água para fazer efeito: o álcool que ele contém mata os germes em suas mãos.

Que devo fazer se ficar doente ?


Se você morar numa área em que tenham sido identificados outros casos, e se tiver sintomas parecidos com os da gripe, incluindo febre, dor no corpo, nariz correndo,dor de garganta, náusea, ou vômitos, ou diarréia, talvez você precise procurar seu médico ou consultar seu plano de saúde, principalmente se estiver preocupado com os sintomas. O especialista vai dizer se é preciso fazer um tratamento ou um teste de gripe.

Se você se sentir doente, você deve ficar em casa e evitar, tanto quanto possível, o contato com outras pessoas a fim de evitar contagiar mais alguém.

Se você se sentir doente e experimentar algum dos seguintes sintomas, procure um socorro médico de emergência.

Quando se trata de crianças, os sinais de alerta que exigem atenção médica urgente incluem:

· Respiração rápida ou falta de respiração
· Coloração azulada ou acinzentada da pele
· Consumo insuficiente de líquidos
· Dificuldade para despertar ou interagir
· Irritabilidade, a ponto de não querer ser carregado
· Melhora dos sintomas gripais, seguida de retorno com febre e piora da tosse
· Febre com erupção

Em adultos, os sinais de alerta que exigem atenção médica urgente incluem:


· Dificuldade de respirar, ou respiração curta
· Dor ou pressão no peito ou no abdome
· Tontura súbita
· Confusão
· Vômitos graves ou persistentes

O que é que o CDC está fazendo com relação ao surto ?


O CDC pôs em execução a sua "reação de emergência". Seus objetivos são: reduzir a transmissão e a gravidade da doença, e oferecer informações que ajudem os planos de saúde, os funcionários da saúde pública e o próprio público a lidar com o desafio que representa esse novo vírus. O CDC continua a fornecer orientação provisória aos clínicos e profissionais da Saúde Pública. Além disso, a Divisão SNS do CDC (Reserva Nacional Estratégica) continua a enviar drogas antivirais, equipamento de proteção pessoal e dispositivos para proteção respiratória a todos os o50 estados e territórios dos Estados Unidos, a fim de ajudá-los a combater o surto.

Que pesquisas epidemiológicas estão sendo feitas com relação a este surto recente ?


O CDC trabalha em estreita colaboração com as autoridades estaduais e municipais nas áreas em que foram identificados casos de infecção por H1N1 (gripe suína) em seres humanos. Na Califórnia e no Texas, onde se organizaram equipes de "EpiAid" (auxílio estudantil local), muitas atividades epidemiológicas estão sendo planejadas ou já tendo lugar, incluindo:

· Vigilância ativa nos condados em que tenham sido identificados casos de infecção em humanos;
· Estudos de funcionários da saúde que estiveram expostos a pacientes infectados com o vírus, a fim de verificar se também eles foram infectados,
· Estudos de casas de família e outros contatos de pessoas com infecção confirmada, para verificar se alguém tinha sido infectado;
· Estudo de uma escola pública de ensino médio em que ocorreram, em humanos, três casos confirmados de gripe A (H1N1) de origem suína, a fim de verificar se alguém tinha sido infectado e quanto contato tinha tido com um dos casos confirmados; e
· Estudo para verificar por quanto tempo uma pessoa com infecção pelo vírus permanece com o vírus.
· O contato (links) com organizações não-federais é oferecido apenas como um serviço para nossos usuários. Essa informação não constitui, e nem deve ser considerada, um endosso, pelo CDC ou pelo governo federal, de tais organizações nem de seus programas. O CDC não é responsável pelo conteúdo das páginas mantidas na WEB pelas organizações particulares encontradas sob a forma de "links".

Por quanto tempo o vírus da gripe pode permanecer viável na superfície de objetos (tais como livros ou maçanetas de porta )?


Estudos têm demonstrado que o vírus da gripe pode sobreviver nas superfícies ambientais e pode infectar uma pessoa por um período de 2 até 8 horas depois de depositado na superfície.

O que destrói o vírus da gripe ?


O vírus da gripe é destruído pelo calor (167 a 212 º F [75 a 100º C]). Além disso, diversos germicidas químicos, como cloro, água oxigenada, detergentes (sabão), "iodóforos" (antissépticos à base de iodo), e álcoois são eficientes contra os vírus de gripe humana quando usados na concentração certa pelo tempo necessário. Por exemplo, lenços úmidos ou geles contendo álcool podem ser usados para limpar as mãos. Os geles devem ser esfregados nas mãos até secar.

Como se deve lidar com o material descartado para evitar que o vírus da gripe se dissemine?


Para evitar a disseminação do vírus da gripe, recomenda-se que os lenços de papel e outros itens descartáveis usados por uma pessoa infectada sejam jogados no lixo. Além disso, as pessoas devem lavar as mãos com água e sabão depois de tocar lenços usados ou qualquer material semelhante.

Como se deve limpar a casa para evitar a disseminação do vírus da gripe ?


Para evitar a disseminação do vírus da gripe, é importante manter limpas as superfícies (especialmente das mesas de cabeceira, da sala de banhos, da cozinha, e os brinquedos das crianças), passando um pano com desinfetante caseiro segundo as instruções do rótulo do produto.

Como lidar com as roupas, utensílios, talheres e pratos das pessoas infectadas com o vírus da gripe ?


As roupas e utensílios, talheres e pratos pertencentes aos doentes não precisam ser lavados separadamente, mas é importante que ninguém mais use esses itens antes que tenham sido perfeitamente lados.

A roupa de cama e banho (como lençóis e toalhas) deve ser lavada usando-se sabão comum e devem secar em máquina de tambor, com ar quente. Deve-se evitar "abraçar" as roupas antes de lavá-las, a fim de evitar contaminação. Imediatamente após lidar com a roupa suja, é preciso lavar as mãos como água e sabão ou esfregá-las com um produto à base de álcool.
Os pratos e talheres devem ser lavados na máquina ou a mão, com água e sabão.


Quais as medidas preventivas recomendadas pelo Ministério da Saúde do Brasil?

Para a s pessoas que vão viajar para regiões afetadas:

Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência nas regiões afetadas. Substituí-las sempre que necessário;
Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável;
Evitar locais com aglomeração de pessoas;
Evitar o contato direto com pessoas doentes;
Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
Evitar tocar olhos, nariz ou boca;
Lavar as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir ou espirrar;
Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar histórico de contato com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países;
Não usar medicamentos sem orientação médica.
Atenção: além desses cuidados, todos os viajantes devem ficar atentos também às medidas preventivas recomendadas pelas autoridades locais das regiões afetadas.




Às pessoas que estão retornando das regiões afetadas:


Viajantes que estiveram nas regiões afetadas nos últimos 10 dias e que apresentem sintomas como, febre alta repentina superior a 38°C, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações, devem:


Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima;
Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.


Obs.: além disso, recomendamos fortemente que viagens às localidades afetadas sejam evitadas a menos que sejam imprescindíveis. Sugerimos que sejam utilizados recursos como teleconferência, videoconferência, entre outros, quando possível, em substituição a reuniões e atividades presenciais


Para mais informações sobre o assunto, acesse : Ministério da Saúde (http://portal.saude.gov.br/saude/), Organização Mundial da Saúde (http://www.who.int/en/), ou envie e-mail para a chave Gestão de Crises (Lista de Endereços Global

Neste momento, segundo a Organização Mundial de Saúde, existem casos oficialmente confirmados nos seguintes países: Alemanha, Áustria, Canadá, Coréia do Sul, Costa Rica, Espanha, Israel, Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos e México, sendo os dois últimos os mais afetados.




Existem 4 casos da gripe suina no Brasil. São os primeiros registros da gripe no país. Os quatro brasileiros com a gripe, são jovens adultos, que teriam contraído a doença no exterior. Duas pessoas são de São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro em Minas Gerais. Três casos são de pessoas que estiveram no México; e outro esteve recentimente nos Estados Unidos. Sobre o uso de máscaras após a confirmação dos casos no Brasil, o ministro comentou que não existe a necessidade, pois o vírus não está circulando. Nem todos que usam máscaras na rua, estão tentando se previnir do vírus, mas pode ter realizado algum cirurgia delicada, como um transplante. O Brasil está preparado para tratar até 12,5 mil pacientes, e pode produzir medicamentos para o tratamento de até 9 milhões caso exista a necessidade. Nesta sexta-feira, o ministro da Saúde, confirmou dois novos casos da gripe suína no Brasil. Os novos pacientes são de Santa Catarina e Rio de Janeiro. O anuncio dos novos casos foi realizado em um coletiva, do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro. update: No Brasil são 8 casos confirmados até o momento e 22 número de casos suspeitos da nova gripe. Estados Brasileiros com casos suspeitos: Rondônia , Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Alagoas, Pernambuco, Goiás, São Paulo, Ceará, Pará e Piauí.

NOTA: Grande parte das informações contidas neste documento baseia-se em estudos e na experiência obtida com relação à gripe comum (humana). O CDC acredita que essas informações se apliquem também aos novos vírus H1N1 (gripe suína), mas os estudos sobre estes novos vírus estão ainda em andamento para que se possam conhecer melhor suas características. Este documento será atualizado à medida que se conseguirem novas informações.

http://www.cdc.gov/h1n1flu/swineflu_you.htm

segunda-feira, 20 de julho de 2009

HOMEM ELEFANTE ( Síndrome de Proteus )




A síndrome de Proteus [MIM 176920] é uma situação esporádica pouco frequente que deve o seu nome ao deus Grego, Proteus, o polimorfo, que conseguia mudar a sua aparência. É uma situação com uma expressão clínica muito variável, cujos sinais mais frequentemente encontrados são: crescimento assimétrico de segmentos corporais (mais frequentemente dos membros e crânio), nevus do tecido conjuntivo e epidérmico, anomalias do tecido adiposo, malformações vasculares (capilares, venosas e linfáticas).




Essa é uma anomalia da medicina realmente "incrível" (para não dizer assustadora). Trata-se do surgimento de uma grande quantidade de malformações cutâneas e subcutâneas, com hiperpigmentação, malformações vasculares e crescimento irregular dos ossos. Produz-se o gigantismo parcial dos membros ou o crescimento excessivo dos dedos enquanto algumas zonas do corpo crescem menos do que deveriam. Tudo isto provoca uma desfiguração extrema da pessoa que costuma ser socialmente estigmatizada.


A síndrome de Proteus é uma doença congênita extremamente rara: se descreveram cerca de 100 casos em todo mundo, embora acredita-se que existam outros não descritos na literatura. Alguns médicos especialistas defendem que provavelmente seja causado por um gene dominante letal. Outros dizem que se deva a uma recombinação no embrião dando lugar a três tipos de células: Células normais, células de crescimento mínimo e células de crescimento excessivo. O tratamento infelizmente ainda está em fase de pesquisa, não existe uma cirurgia específica para os casos.


Esta doença teria permanecido desconhecida, se não fosse o caso de Joseph Merrick, O homem elefante, foi um caso particularmente grave desta síndrome.




Um outro caso. Uma mulher com Sídrome de Proteus na mão.

Devido à diversidade fenotípica da síndrome, nem sempre é fácil a sua identificação, sendo necessário diagnóstico diferencial com outras hamartoses, tais como Klippel-Trenaunay-Weber (assimetria de um membro e hemangioma), Maffucci (encondromatose e hemangioma), Sturge-Weber, Bannayan-Zonana e neurofibromatose

Tratamento


síndrome de Proteus oferece dificuldades de diagnóstico, devido à variedade de expressão fenotípica; também a incerteza da etiologia corrobora para dificultar o manejo clínico-cirúrgico. Devido à apresentação polimórfica da síndrome, durante a evolução, deve ser bem monitorizada ao longo de tempo prolongado. As deformidades ósseas e as assimetrias decorrentes devem ser tratadas de maneira a preservar a funcionalidade do membro afetado. Tal princípio pode resultar em alguns casos no sacrifício de articulações e até mesmo do próprio membro. O tratamento é multidisciplinar. Os portadores de dismorfismos graves devem ser assistidos do ponto de vista físico, psicossocial e educacional. A raridade desta síndrome ainda não permite o estabelecimento de condutas clínico-cirúrgicas mais fundamentadas; não obstante, deve-se personalizar ao máximo o tratamento. A observação clínica de maior número de casos e a prevenção de futuros problemas decorrentes da doença, certamente, levarão a melhores resultados na condução médica.

A maioria dos pacientes tem desenvolvimento neuropsicomotor normal, com expectativa de vida entre 9 meses e 29 anos, de acordo com a gravidade das anomalias

CASO CLÍNICO


Paciente do sexo masculino, 6 anos, mulato-médio,brasileiro, natural e procedente da cidade de Valente (BA),foi encaminhado ao Serviço de Genética Médica do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES) devido a alterações ósseas iniciadas aos dois anos de idade. A genitora tinha 21 anos na época da concepção e o genitor 22 anos. Não houve intercorrências nas histórias pré-natal e neonatal. Não há relato de consangüinidade entre os genitores e avós, maternos e paternos. Tem um irmão menor que é sadio. Nenhuma anormalidade foi notada até os dois anos de idade, quando se iniciou crescimento acelerado do lado esquerdo do paciente (perna esquerda e fronte). Ao exame observou-se assimetria craniana secundária ao crescimento ósseo da região frontoparietal esquerda, estreitamento do conduto auditivo externo por infiltração óssea, assimetria das escápulas, escoliose com convexidade voltada à direita, hemiipertrofia do membro inferior esquerdo, atitude em flexo do joelho de aproximadamente 80º, valgo do retropé, pronação e atitude em rotação externa do antepé . Chamava atenção a macrodactilia de todos os pododáctilos à esquerda e do segundo e quarto pododáctilos à direita, hiperplasia plantar giriforme (lembrando pés em "mocassim" Na pele, foi observada no dorso da mão direita área de hiperpigmentação compatível com nevus epidermicus, zonas irregulares, em relevo, ásperas, hiperpigmentadas em mão e tronco esquerdo . O exame oftalmológico foi normal.



Ao exame físico, não havia sinais de retardo mental. O exame radiológico do tórax e o eletrocardiograma foram normais. O exame ecográfico revelou bexiga de capacidade aumentada, contornos regulares e textura sônica homogênea. Rins tópicos de dimensões normais, porém assimétricos (rim direito de 5,9cm e rim esquerdo de 8,8cm). Demais órgãos abdominais sem alterações, aos exames físico e ultra-sonográfico. Após aproximadamente um mês, o paciente retornou para avaliação, sendo constatada rápida progressão da macrodactilia, bilateralmente; piora da pronação e atitude em rotação externa do antepé esquerdo dificultando a deambulação, sendo indicado tratamento cirúrgico para a correção da discrepância e reposicionamento do pé esquerdo.





sexta-feira, 17 de julho de 2009

Bulimia Nervosa

A bulimia é um transtorno alimentar aonde as principais características são os episódios de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios para evitar o ganho de peso. As pessoas que sofrem de bulimia vivem em um circulo vicioso de compulsão-purgação.

Na sua maioria os pacientes com bulimia estão dentro da faixa de peso normal, embora alguns possam estar com um peso levemente acima ou abaixo deste. Existem indicações de que antes do início do transtorno alimentar, os pacientes com bulimia estão mais propensos ao excesso de peso.

A bulimia apresenta uma prevalência no sexo feminino, 90 a 95%. A doença se manifesta mais tarde do que na anorexia, por volta dos 18 a 20 anos .
Os episódios de compulsão consistem no consumo de uma grande quantidade de alimentos freqüentemente ricos em calorias. Os tipos de alimentos variam mas geralmente são ricos em gordura e/ou açúcar.Os episódios de compulsão alimentar ocorrem em segredo, por isso raramente são presenciados por outras pessoas. Alguns deste episódios são previamente planejados, mas geralmente ocorrem de forma impulsiva. Entre os episódios compulsivos, os pacientes restringem seu consumo calórico total e selecionam preferencialmente alimentos com baixas calorias, evitando alimentos que percebem como "engordativos". O "gatilho" das compulsões na bulimia, pode incluir depressão, dificuldades nos relacionamentos interpessoais, aborrecimentos, dietas restritivas e/ou prolongadas, e insatisfação e/ou distorção da imagem corporal.

A compulsão alimentar "camufla" temporariamente os sentimentos negativos, mas este estado é rapidamente seguido por sentimentos de culpa. A bulimica sente vergonha dos seus ataques de compulsão (binge), e entende seu comportamento como uma falta de controle, o que é uma das razões para a baixa auto-estima: "Existe alguma coisa "errada" comigo, sou "imperfeita", porque não consigo me controlar". É difícil para alguém que sinta desta forma procurar ajuda. Daí o prazo, e a demora de até dez anos, para que uma pessoa que sofra de bulimia busque ajuda.

Os comportamentos compensatórios são uma forma de "conter" os efeitos ( o aumento de peso) das crises de compulsão. O comportamento compensatório mais comum são os vômitos. Na bulimia os vômitos são provocados seguidamente os episódios de compulsão. Os vômitos auto-induzidos representam o comportamento compensatório mais comumente utilizado pelos pacientes que sofrem de bulimia.Os vômitos são provocados seguidamente aos episódios de compulsão. Alguns pacientes podem chegar a vomitar até 20 vezes por dia. Os vômitos se tornam tão "comuns" que pacientes se tornam capazes de vomitar quando querem.O ato de purgar reduz temporariamente o desconforto físico causado pela sensação de "estufamento" gástrico, alem de amenizar o medo de ganhar peso pelas crises compulsões. Algumas podem até mesmo ansiar pelo comportamento purgativo da mesma forma que apreciam a sensação de "libertação" que este comportamento temporariamente oferece. Outros comportamentos compensatórios utilizados para "prevenir" o ganho de peso são o uso abusivo de laxantes, diuréticos, dietas restritivas, jejuns, medicamentos e "formulas" anorexigênos, e a prática exagerada de exercícios. A "necessidade" de se exercitar chega a interferir de modo significativo nas atividades pessoais e profissionais da pessoa. O paciente pode dar preferência a pratica de atividade física em detrimento de encontros sociais e/ou profissionais.

As bulimicas semelhante as anoréxicas, estão envolvidas de forma obsessiva com a forma e peso dos seus corpos. Uma pessoa com bulimia poderá checar seu peso e forma de maneira obsessiva. Esta "checagem" pode se manifestar através de pesagens freqüentes (varias vezes ao dia), observação de si mesmas no espelho, e medição de varias partes do corpo com fitas métricas ou com as próprias mãos. Para as bulimicas, a auto estima esta diretamente vinculada ao seu peso e forma corporal.

As complicações medicas mais comuns da bulimia incluem arritmias cardíacas, sangramentos do esôfago, distúrbios eletrolíticos, problemas gastrintestinais e dentais. As complicações medicas da bulimia podem ser tão severas quanto as da anorexia. Da mesma forma que a anorexia, a bulimia pode levar a morte, se não tratada de maneira adequada.

histórico

Ao longo da história o significado da palavra bulimia tem seguido diferentes trajetórias.Brenda Parry-Jones em seu trabalho de revisão sobre a terminologia histórica dos transtornos alimentares refere que o termo "bulimia" remonta a antiga Grécia, a palavra derivaria do termo grego"bous", boi e "limos" , fome. Durante o período medieval e moderno tem servido para designar episódios de "voracidade insaciável", "mórbido", com um "apetite canino", como ou sem a presença de vômitos e acompanhado de outros sintomas.

Stunkard em 1990 realizou uma revisão histórica do conceito de bulimia, e destacou, como em 1743 James descreveu no Dicionário Médico da Universidade de Londres, um quadro clinico que denomina "True Boulimus" (verdadeira bulimia, em uma tradução livre), caracterizado por intensa preocupação com a comida, e pela ingestão voraz em um curto espaço de tempo, seguidos de períodos de jejum, e destacou uma segunda variante "Caninus Appetitus" aonde os episódios de voracidade são seguidos pelo comportamento compensatório de vomito.

Galeno descreveu a "Kinos orexia", ou fome canina como sinônimo de bulimia, considerando-a como conseqüência de um estado de animo anormal, posteriormente esta definição apareceu nos dicionários médicos dos séculos XVIII e XIX na forma de curiosidade médica.No século XIX Blanchez no Dicionário de Ciências Médicas de Paris (1869) também descreveu ambos os quadros.No final dos anos 70, foi descrita como a síndrome de atrações/purgações ou bulimarexia. A denominação bulimia apareceu pela primeira vez em 1980, finalmente em 1987 se adotou o tremo bulimia nervosa.

Vemos portanto que a bulimia não é um transtorno novo, já que aparece reconhecido há a séculos na literatura, mas até os finais dos anos 70 quando se diferencia como identidade psicológica independente. Russell em 1979 foi o primeiro a fazer uma descrição completa do quadro clinico, em estabelecer os primeiros critérios diagnósticos para este transtorno, e introduzir o termo "Bulimia Nervosa". Um ano mais tarde a American Psychiatric Association (APA) incluiu este transtorno no Manual Diagnóstico DSM-III(1980).

Russel em 1979 definiu 3 características fundamentais

- Os pacientes sofrem impulsos fortes e incontroláveis de comer em excesso

-Buscam evitar o aumento de peso, com vômitos e/ou abuso de laxantes ( ou outros medicamentos)

- Medo mórbido e engordar

Em 1983 Russel acrescentou outro critério diagnostico:

A exigência de um episódio anterior, manifesto ou critico de Anorexia Nervosa. Desde então se incluiu uma nova questão que continua sendo muito debatida na atualidade. A possível relação entre os diferentes distúrbios alimentares. Não é raro que um a paciente com anorexia nervosa evolucione, no futuro, para uma bulimia nervosa, existem autores que falam em um "continuum" entre ambos distúrbios. A partir deste momento, se promoveu amplamente a investigação dos distúrbios alimentares, o que permitiu uma melhor delimitação dos distintos quadros clínicos que hoje me dia são reconhecidos nas classificações atuais.

As pessoas que sofrem de bulimia se classificam em dois subtipos:

Purgativo:

Após o episodio de compulsão alimentar a pessoa provoca o vômito, ou abusa de laxantes e/ou diuréticos.

A ingestão de laxantes e diuréticos, contrariamente as opiniões amplamente divulgadas por quem faz uso deles com a finalidade de emagrecer, não impede em absoluto a absorção dos alimentos. O trato digestivo se acostuma progressivamente aos laxantes, e é necessário aumentar as doses cada vez mais, para poder obter os efeitos comparáveis aos anteriores. Este comportamento causa complicações físicas como retenção de água, edemas, e inclusive alterações no tubo digestivo. da mesma forma os diuréticos, tanto tomados sozinhos como associados aos laxantes, não exercem mais que um impacto mínimo e transitório sobre o peso corporal. Simplesmente favorecem a perda de água, e provocam a longo prazo, perturbações biológicas graves.

Os vômitos são um método muito freqüente entre os bulimicos. Não é utilizado sempre da mesma maneira: alguns vomitam varias vezes ao dia, praticamente depois de ingerir cada alimento, e outros só o utilizam em momentos de crise. Este "processo" é física e emocionalmente custoso, e pode provocar tanto a repetição das crises (na antiguidade os romanos conheciam bem esta técnica de provocar o vomito para poder continuar com suas "orgias" alimentares), quanto o aumento da sua intensidade (as vezes chega-se a comer uma quantidade maior de comida para facilitar o vomito). Inicialmente o vomito diminui as barreiras fisiológicas e psicológicas contra a compulsão. Alem disso, os vômitos, sobretudo se são crônicos, não impedem o organismo de absorver uma proporção considerável das calorias ingeridas. As conseqüências somáticas mais comuns dos vômitos são: desordens do tipo eletrolítico (desidratação, falta d de potássio, e alterações no ritmo cardíaco), hipertrofia das glândulas parótidas (causando "inchaço no rosto), caries dentarias (erosão do esmalte pelos ácidos gástricos), e esofagites (deglutição dolorosa).

Não Purgativo:

Após o episodio de compulsão a pessoa deixa de comer durante um tempo, podendo até permanecer em jejum por algum tempo, e/ou praticar exercícios físicos intensos.

As dietas (jejuns e/ou dietas restritivas), ou a idéia de eliminar para sempre certo tipo de alimento, que na idéia da pessoa engordam. são usados como métodos compensatórios. Dados demonstram que este tipo de dietas provocam o efeito "yo-yo" ( a perda de peso é seguida de um aumento importante no mesmo), e provocam um aumento de peso alongo prazo, juntamente com alterações endócrinas ("dismenorréia", menstruações difíceis e dolorosas).

Os medicamentos que diminuem o apetite, ou anorexigenos, contem em sua maioria anfetaminas, que, alem de produzir inapetência (falta de apetite), perturbam o sono, provocam agitação, dependência e numerosos efeitos secundários não desejados.

A prática de exercitar-se excessivamente pode ter conseqüências graves, em particular afetando as articulações e o sistema cardiovascular.

Todas estas tentativas de compensação são na realidade ilusórias e bastante perigosas, para resultados mínimos. Elas podem desencadear crises, mantendo um circulo vicioso entre domínio absoluto e perda de controle, e entre restrições e crises.


Os pacientes que se enquadram no subtipo purgativo geralmente apresentam mais sintomas depressivos e maior preocupação com a forma e o peso do que os pacientes do subtipo não purgativo

As bulimicas semelhante as anoréxicas, estão envolvidas de forma obsessiva com a forma e peso dos seus corpos. Uma pessoa com bulimia poderá checar seu peso e forma de maneira obsessiva. Esta "checagem" pode se manifestar através de pesagens freqüentes (varias vezes ao dia), observação de si mesmas no espelho, e medição de varias partes do corpo com fitas métricas ou com as próprias mãos. Para as bulimicas, a auto estima esta diretamente vinculada ao seu peso e forma corporal.

As complicações medicas mais comuns da bulimia incluem arritmias cardíacas, sangramentos do esôfago, distúrbios eletrolíticos, problemas gastrintestinais e dentais. As complicações medicas da bulimia podem ser tão severas quanto as da anorexia. Da mesma forma que a anorexia, a bulimia pode levar a morte, se não tratada de maneira adequada.

Sinais Físicos

Inchaço das glândulas parótidas (como se estivesse com caxumba). Devido aos vômitos provocados.

Amenorréia (falta de menstruação) pelo menos 3 ciclos

Queda de cabelo

Perda de dentes (devido ao acido dos vômitos)

Vômitos provocados (geralmente logo depois das refeições ou durante o banho). Ficar atento para aquelas que logo após se alimentarem vão ao banheiro.

O peso não está muito abaixo nem muito acima do normal, se bem que oscila com facilidade

Calos no dorso dos dedos, principalmente indicador.Essas calosidades são chamadas de sinal de Russsell, que as descreveu em 1979. (o uso constante dos dedos para provocar os vômitos provoca lesões devido ao atrito com os dentes)

Desmaios e fraqueza, devido ao uso de laxantes e diuréticos que provocam um desequilíbrio eletrolítico (perda de sais minerais como potássio).

Sinais Psicológicos e Comportamentais

Mudanças bruscas de humor (irritabilidade, agressividade, apatia .)

Aumento de interesse pela imagem e/ou peso.Grande obsessão pelo peso, constantemente se acham gordas e tem verdadeiro pânico de engordar .Por isso se preocupam excessivamente quando outras pessoas fazem algum comentário sobre seu aspecto físico.

Quando comem com amigos e familiares, se alimentam pouco e somente com alimentos de baixas calorias.

Aumento no controle do peso (se pesar constantemente e/ou se medir com a fita métrica)

Isolamento social e/ou familiar.

Os ataques de compulsão (binge) são “escondidos”, mas geralmente a pessoa deixa “sinais” como embalagens de chocolates, salgadinhos, etc... Escondidos no quarto em gavetas ou armários. Quando estão sozinhas se alimentam de todos os alimentos "proibidos", com isso os pais podem perceber que uma grande quantidade de alimentos "desaparece" de casa. Também podem gastar muito dinheiro com a alimentação fora da casa”.

Uso de laxantes e/ou diuréticos; muitas vezes também estão “escondidos” em bolsas, gavetas ou armários.

Comportamentos compensatórios como exercícios exagerados com a finalidade de perder peso, podem caminhar muitas horas ou não usar elevadores somente escadas.

Obsessão pela comida e ligação com a cozinha, constantemente fala sobre dietas e sobre a quantidade de calorias dos alimentos. Muitas vezes gosta de cozinhar para a família, pode colecionar receitas e gosta de controlar a comida que existe m casa, fazendo listas de compras, ou, comprando os alimentos.

Consideram que o aspecto físico tem muito valor como meio para conseguir êxito em qualquer área da sua vida

Podem apresentar uma preocupação excessiva com relação a organização e a ordem; intensificando assim as atividades relacionadas a limpeza da casa e/ou com estudos e trabalho.

Idas freqüentes ao banheiro logo após as refeições

Importante: A presença de um ou mais sinais não indica necessariamente que a pessoa sofra de algum tipo de distúrbio alimentar. Por isso não rotule antecipadamente.

Observe sua filha/o durante um tempo antes de tomar conclusões precipitadas. Caso não haja alterações no quadro, procure um profissional especializado; isto é muito importante já que um dos fatores que contribuem para a manutenção de um distúrbio alimentar é a heterogenia (má intervenção médica e/ou psicológica).

Transtornos Associados

Os pacientes com Bulimia Nervosa apresentam uma freqüência maior de sintomas depressivos (por ex., baixa auto-estima, insegurança) ou Transtornos do Humor (particularmente Distimia e Transtorno Depressivo Maior). Em muitas ou na maior parte dessas pessoas, o distúrbio do humor começa simultaneamente ou segue o desenvolvimento da Bulimia Nervosa, sendo que com freqüência atribuem sua perturbação do humor à Bulimia Nervosa. Também pode haver maior freqüência de sintomas de ansiedade ou Transtornos de Ansiedade.

Em cerca de um terço dos pacientes com Bulimia Nervosa ocorre Abuso ou Dependência de Substâncias, particularmente envolvendo álcool e estimulantes.

Como se trata?

A abordagem multidisciplinar é a mais adequada no tratamento da bulimia nervosa, e inclui psicoterapia individual ou em grupo, farmacoterapia e abordagem nutricional em nível ambulatorial.

As técnicas cognitivo-comportamentais têm se mostrado eficazes.

As medicações antidepressivas também têm se mostrado eficazes no controle dos episódios bulímicos.

A abordagem nutricional visa estabelecer um hábito alimentar mais saudável, eliminando o ciclo "compulsão alimentar/purgação/jejum".

A orientação e/ou terapia familiar faz-se necessária uma vez que a família desempenha um papel muito importante na recuperação do paciente.

CASO CLÍNICO


Caso 1 -KDC, 15 anos, fem., branca, nat. e proc. de São Paulo.


HPMA: Passava bem até há 3 meses antes da consulta quando procurou uma academia para perder gordura localizada na barriga (sic). Na ocasião pesava 53 Kg e desejava perder 3 Kg. Além dos exercícios iniciou dieta que constava de salada crua e duas bolachas cream-craker/dia. Segundo a mãe sempre foi uma menina dócil, obediente, caseira e excelente aluna, nunca "dando trabalho" diferente da irmã mais velha. Atualmente nunca sai de casa a não ser para ir a escola. Parou de frequentar a academia e está fazendo exercícios em casa. Gosta de ler muito sobre dietas, sabe o valor calórico de grande número de alimentos e tem medo de engordar. Se comer mais do que a dieta que vem seguindo sente dor e queimação no estômago e náuseas. Hábito intestinal 1x/ semana, com fezes endurecidas, desde que iniciou a dieta. Tinha ciclos menstruais regulares desde os 13 anos e agora está em amenorréia há 2 meses, desde que atingiu 49 Kg.
Exame físico: Bom estado geral, lúcida, bom contato com o meio. Pele seca e descamativa em MMII, cabelos secos com áreas de alopécia. Sem edemas. FC- 55 bpm; PA- 90 x 60; T- 36º ; Est.- 171 cm; P- 39 Kg.
Exames laboratoriais: glicemia- 63 mg%; Hb- 12.5 Ht- 32% GB- 4300 plaq- 120.000; densitometria óssea- normal para a faixa etária.
Tratamento: foi iniciado acompanhamento com psicólogo, calcio (OsCal 500, 2 comp./dia), Zn (150 mg/dia sulfato de Zn), orexígeno (ciproheptadina 8 mg/dia), dieta equilibrada objetivando ganho de 200 a 300 g/dia e retorno semanal.
Evolução: Em 3 meses de acompanhamento houve ganho ponderal médio de 3 Kg / sem., melhora do estado de ânimo, voltou a sair de casa. Parou a queda de cabelo, não apresentou queixas gástricas, hábito intestinal a cada 2 dias, FC- 80 bpm, PA- 100 x 70, T- 36.5º . Ao atingir 49 Kg teve ciclo menstrual oligomenorreico. Nessa ocasião foi suspenso orexígeno Só ingere alimentos "light", só usa adoçante e come carnes magras. Não quer engordar mais e manter-se com 50 Kg. Continua em acompanhamento psicológico.


Caso 2 - ESM, 16 anos, Nat. e proc. de São Paulo


HPMA: Aumento de peso há 2 anos. Filha adotiva, sofreu abuso sexual por parte do irmão há 2 anos. Nessa ocasião abandonou o lar, indo trabalhar como doméstica. Desde então, incapacidade de controlar a ingestão alimentar, com ganho ponderal de 20 Kg. Tentou dieta mas comia compulsivamente alimentos muito calóricos, após os períodos de restrição alimentar. Como sentia-se culpada passou a provocar vômitos diariamente após comer, por 6 meses. Nesse período apresentava fraqueza generalizada, não tinha vontade de viver (sic), ciclos menstruais irregulares, dor retroesternal em queimação mas não perdia peso. Só procurou ajuda médica agora, com intuito de emagrecer de maneira saudável. Não aceita acompanhamento psicológico.
Exame físico: Bom estado geral, orientada, corada. FC- 88 bpm; PA- 110 X 70; T- 36.5º ; P- 62.5 Kg; Est- 153 cm. Não apresenta lesões em dorso da mão nem problemas dentários.
Exames laboratoriais: Hb - 14.1; Htc - 43% ; Glicemia - 91 mg%
Tratamento: iniciou dieta sem restrição porém de baixo valor calórico com horários definidos e intervalos mais curtos.
Evolução: Após 3 semanas volta com queixa de queimação retroesternal e epigastralgia após a alimentação, que só melhora com vômitos. Está deprimida, brigou com o namorado há 1 semana e pensou em morrer (sic), ocasião em que ingeriu 4 comprimidos de 6 mg de bromodiazepina e dormiu durante 48 horas seguidas. Não está seguindo a dieta e ganhou 1.5 Kg. Recusa-se a fazer acompanhamento psicológico.


3. Diagnóstico clínico da AN e BN


O diagnóstico clínico dessas entidades baseia-se nos critérios estabelecidos pela Associação Americana de Psiquiatria DSM-IV de 1994. Na Tabela I estão descritas separadamente cada doença e suas principais características.


TABELA I - DSM - IV: CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA AN E BN

Anorexia

A. Recusa em manter o peso na proporção normal para idade e estatura

B. Medo intenso de engordar, mesmo que com peso abaixo do normal

C. Auto-avaliação alterada do peso e forma do corpo

D. Amenorréia

Bulimia

A. Episódios recorrentes de comer-compulsivo

B. Comportamento compensatório inadequado: Vômitos, laxantes, diuréticos, jejum, exercícios

C. Ambos episódios com ocorrência média de ao menos 2 x / semana, por 3 meses

D. Auto-estima influenciada pelo peso e forma corpo


É comum pensar-se na BN como consequência da AN, porém observando seus critérios diagnósticos, logo se percebe tratarem-se de duas patologias distintas, com grupo epidemiológico diferente e caracteres clínicos que nem mesmo se completam.

Fonte:
http://www.fotosearch.com.br/BLG004/012555bl/
http://www.youtube.com/watch?v=QVmzXLgrt94
http://br.monografias.com/trabalhos2/disturbios-alimntares-adolescencia/disturbios-alimntares-adolescencia/disturbios-alimntares-adolescencia.shtml
http://herbagato.spaceblog.com.br/379103/BULIMIA-UM-TEMA-ABORDADO-PELA-NOVELA-MALHACAO/
http://www.gatda.psc.br/bulimia.htm
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?139

terça-feira, 14 de julho de 2009

Anorexia



O termo anorexia vem do grego, significando falta de apetite. O termo, na verdade , é errôneo, já que a falta de apetite é rara, pois o indivíduo muitas vezes sentem fome, mas procuram negá-la. A síndrome foi identificada como entidade clínica em 1868, por Gull e Lasígue, apesar de Ter sido descrita em 1694 por Richard Morton, que relatava um emagrecimento auto-induzido em decorrência de um medo mórbido de ganhar peso. As características essenciais da anorexia nervosa são: recusa do indivíduo de manter um peso corporal na faixa normal mínima associado à um temor intenso de ganhar peso. Esse distúrbio é caracterizado por distúrbios severos no comportamento alimentar, que merecem análise cuidadosa no que diz respeito aos aspectos e cuidados nutricionais.



A comunidade científica trata a (AN) como sintomas do inconsciente da cultura contemporânea. Na realidade, trata-se de uma perturbação significativa na percepção do esquema corporal, ou seja, da auto-percepção da forma e ou do tamanho do corpo. Parece ter tornado-se do senso comum que tais transtornos são muito mais predominantes nas sociedades industrializadas, nas quais há abundância de comida e onde, especialmente para as mulheres, é considerada atraente a pessoa que é magra. Contraditoriamente, “em algumas culturas, a percepção distorcida do corpo pode não ser proeminente, e a motivação expressa para a restrição alimentar poderia Ter um conteúdo diferente, como o desconforto espigástrico. A anorexia nervosa tem fatores psicológicos, biológicos e sociais.


Epidemiologia


A taxa de prevalência de indivíduos com Anorexia é de 1% e desses cerca de 90% dos casos de Anorexia Nervosa são em mulheres. Os casos acontecem com mais freqüência em classes sociais mais elevadas. Em 45% dos casos, a Anorexia acontece após uma dieta de emagrecimento. Em 40% acontece por competição, como por exemplo pessoas que sua profissão exige magreza como modelos e bailarinas. Nas últimas décadas, tem crescido o número de relatos em meninas pré- púberes e em homens. As idades mais comuns de início ocorre na adolescência, mas até 5% dos pacientes com Anorexia Nervosa tem início logo após os 20 anos.


Etiologia


Não se conhecem as causas fundamentais da Anorexia Nervosa. Há autores que evidenciam como causa a interação sociocultural mal adaptada, fatores biológicos, mecanismos psicológicos menos específicos e especial vulnerabilidade de personalidade. Fatores biológicos: Incluem as alterações hormonais que ocorrem durante a puberdade e as disfunções de neuro- transmissores cerebrais (disfunção cerebral ao nível do hipotálomo, que comandam os estímulos da fome, da sede e amadurecimento sexual) tais como a dopamina, a serotonina, noradrenalina e dos pepitídeos opióides. Vários trabalhos apontam para uma pré- disposição genética para o desenvolvimento da Anorexia. Estudos demonstram uma taxa se concordância muito maior em gêmeos monozigóticos em comparação com gêmeos dizigóticos (56% contra 5%). Parentes de primeiro graus de pacientes com Anorexia exibe um risco de aproximadamente 8 vezes maior de apresentar a doença do que a população geral. Fatores psicológicos: Muitas anoréxicas pertencem a famílias rígidas e fechadas sobre elas próprias, e geralmente tem um relacionamento patológico com a mãe. As anoréxicas são freqüentemente pessoas dependentes mas atuando de uma forma de perfeita independência, extremamente carente de afeto, quase obsessiva tendência para o perfeccionismo intelectual, que as leva quase incurável racionalização. Há como que uma recusa inconsciente de crescer, tentando conservar as formas de infância. A tentativa de controle do corpo surge assim como uma forma inconsciente de compensação de um sentimento generalizado de incapacidade, de dependência e de dificuldade de autonomia. Fatores socioculturais: Os aspectos socioculturais dos transtornos alimentares têm sido amplamente estudados e já foram objeto de inúmeros trabalhos médicos, antropológicos, sociológicos e históricos. O interesse pelo tema decorre de observações, encontradas já nas primeiras descrições contemporâneas destes transtornos, de que a extrema valorização da magreza nas sociedades ocidentais desenvolvidas estaria fortemente associada à ocorrência de anorexia nervosa. Os dados revelam também que anorexia nervosa pareça ser mais prevalente em países ocidentais e são claramente mais freqüentes entre as mulheres jovens, especialmente aquelas pertencentes aos estratos sociais mais elevados destas sociedades, o que fortalece sua conexão com fatores socioculturais.


A pressão cultural para emagrecer é considerada um elemento fundamental da etiologia dos transtornos alimentares, que interage com fatores biológicos, psicológicos e familiares para gerar a preocupação excessiva com o corpo e o pavor doentio de engordar, característicos da anorexia nervosa. A influência dos aspectos socioculturais é marcante. Os transtornos alimentares, na forma como se apresentam hoje em dia, emergem das pesquisas epidemiológicas como doenças relativamente modernas e predominantemente ocidentais. Segundo DiNicola (1990), a concepção de um modelo de compreensão dos transtornos alimentares que explique os dados sobre sua ocorrência e distribuição deve incluir necessariamente a abordagem do contexto sociocultural onde ocorrem. Nas sociedades afluentes, ao mesmo tempo em que observamos uma oferta abundante de alimentos de alto teor calórico e de rápido consumo, e a vida cotidiana se torna cada vez mais sedentária, as modelos e atrizes de sucesso, representantes dos padrões ideais de beleza feminina, são extremamente magras e muitas vezes apresentam um corpo de pré- adolescente, com formas pouco definidas. Assim, as sociedades ocidentais contemporâneas vivem atualmente sob o ideal da magreza e da boa forma física. Este padrão se impõe especialmente para asa mulheres, nas quais a aparência física representa uma importante medida de valor pessoal. Proliferam novas e miraculosas dietas para emagrecimento. Apesar na falta de informação com sólida base empírica e das limitações metodológicas de algumas pesquisas sobre transtornos alimentares em países não europeus ou norte-americanos, a descrição crescente da ocorrência da anorexia nervosa em outras sociedades tem oferecido dados para a argumentação contrária à visão dos transtornos alimentares como síndrome restrita à cultura ocidental. O processo de aculturação parece também ter alguma influência na ocorrência dos transtornos alimentares entre imigrantes residindo em países ocidentais de primeiro mundo e nas minorias étnicas destes países. Segundo autores, a razão para este aumento se deve a melhores métodos de detecção de caso, maior acesso ao sistema de saúde, mudanças nos padrões sócio-econômicos e mais ampla adoção do padrão de magreza.


Quais as teorias psicológicas que tentam explicar o que acontece com alguém com transtorno alimentar?


As teorias psicológicas tentam discutir e compreender como se dá a relação do ser humano com o alimento e a forma corporal, bem como de que forma isso poderia se relacionar com o modo pelo as anoréxicas pensam, sentem e se comportam. De modo bem simples, poderíamos destacar a visão psicanalítica e a visão cognitivista a respeito dos transtornos alimentares, porque são as formas de psicoterapia maios utilizadas no tratamento individual ou em grupo dessas pacientes. A visão psicanalítica se formou, a partir dos estudos e teorias de Sigmund Freud, o criador da Psicanálise, no início de século. Entre outras idéias, formulou que a causa da maioria dos problemas e sofrimentos psicológicos são conflitos, em geral entre os desejos do próprio indivíduo e os limites do ambiente e da sociedade. Anoréxicas e bulímicas passam, ao longo da vida, por diversas experiências de conflito e sofrimento psíquico, seja em aceitar a si próprias e às suas necessidades básicas (por exemplo, a de precisar de alimento), seja em relação às expectativas de outras pessoas, as quais buscam atender ( por exemplo, familiares). Contudo, para explicar por que problemas emocionais vão se refletir na alimentação, é preciso recordar outra das teorias de Freud, a respeito do desenvolvimento afetivos e sexual, que se inicia na infância. Ele dividiu em diversas etapas ou fases este desenvolvimento, no qual a criança vai descobrindo, em si mesma, fontes de sentimentos prazerosos e desprazerosos.


A primeira dessas etapas é justamente a chamada fase oral, na qual a criança, a partir do contato com o seio materno, associa a obtenção de alimento com o contato afetivo e o prazer. Obviamente, outros estudiosos modificam e ampliaram essas teorias. AO se entrar em contato com uma paciente anoréxica ou bulímica, percebe-se que o mais importante é que ela descubra qual é o significado (muitas vezes inconsciente e desconhecido para ela) do seu sintoma e como isso pode ser integrado e vivido de forma menos angustiante. A visão cognitivista se baseia em uma outra teoria, a de que as cognições ou idéias do indivíduo influenciam a sua afetividade. No caso da Anorexia Nervosa e da bulimia nervosa, pessoas com esses tipos de problema teriam originalmente experiências que as fizeram pensar que somente se sentiriam melhor ou mais valorizadas se tivessem determinada aparência, não fossem obesas e para tanto tivessem que praticar dietas e comportamentos purgativos. Ademais, teriam erros de raciocínio ou “distorções cognitivas” que justificariam continuar mantendo esses comportamentos, como, por exemplo, “sou magra e estou bem”, “aquela comida vai me engordar, por isso nunca mais vou comê-la”, sem argumentos lógicos que justifiquem tais idéias.


Diagnósticos e características clínicas


O aparecimento da Anorexia Nervosa ocorre entre os 10 e 30 anos de idade.


Os pacientes fora desta faixa etária não representam casos típicos e, portanto, seus diagnósticos devem ser questionados. Após os 13 anos de idade, a freqüência do aparecimento da condição aumenta rapidamente, sendo máxima aos 17 ou 18 anos de idade. Em cerca de 85% de todos os pacientes com Anorexia Nervosa o surgimento da doença dá- se entre os 13 e 20 anos, alguns, antes dos 10 anos, eram “enjoados” para comer ou tinham freqüentes problemas digestivos. Os critérios de diagnóstico do DSM-IV para Anorexia Nervosa são estes: Recusas a manter o peso corporal em um nível igual ou acima do mínimo normal adequado a idade e a altura (por exemplo, perda de peso e levando a manutenção do peso corporal abaixo de 85% do esperado; o fracasso é inteiro ganho de peso esperado durante o período de crescimento, levando a um peso corporal menor que 85% do esperado). Medo intenso de ganhar peso ou de se tornar gordo, mesmo estando com peso abaixo do normal. Perturbação no modo de vivenciar o peso ou a forma do corpo, influencia indevida do peso ou da forma do corpo sobre a auto- avaliação, ou negação do baixo peso corporal atual. Nas mulheres pós- menarca, amenorréia, isto é, ausência de pelo menos 3 ciclos menstruais consecutivos. (Considera-se que uma mulher tenha amenorréia se seus períodos ocorrem apenas após a administração de hormônio, por exemplo estrógeno).


Características físicas:


Os pacientes geralmente chegam ao médico quando a perda de peso se torna aparente, o peso cai assustadoramente. Anoréxicas com 42 kg são consideradas de peso bom. Freqüentemente o peso chega a 36, 32, 28 kg ou menos. A medida que a perda ponderal se aprofunda aparecem sinais físicos como hipotermia (temperatura abaixo de 35 C), edema (inchaço), bradicardia (coração bate mais lentamente), hipotensão (pressão arterial abaixo do normal), lanugo (pelos finos que recobrem a pele do rosto e outras partes do corpo), pele seca, intolerância ao frio, queda de cabelo, olhos fundos, envelhecimento precoce e outras alterações metabólicas. Algumas pacientes chegam a atenção médica por causa da amenorréia que freqüentemente aparece antes de sua perda de peso ser perceptível. Outras complicações médicas desse transtorno alimentar serão citadas logo abaixo:


Relacionadas a perda de peso:


Caquexia: Perda de gordura, massa muscular, metabolismo tireoídeo reduzido, dificuldades para manter a temperatura corporal básica. Cardíaca: Perda do músculo cardíaco, coração pequeno, arritmia cardíaca, parada cardíaca. Digestivos gastrintestinais: Inchação, constipação (queixas de intestino preso), dor abdominal . Reprodutivas: Baixos níveis de hormônios luteinizante (LH) e hormônio folículo- estimulante (FSH). Hematológicas: leucopenia (diminuição do número de leucócitos: diminuição da defesa do organismo a infecções). Neuropsiquiátricas: Sentido de paladar anormal Esqueléticas: Osteoporose (Conseqüência do baixo consumo e absorção de cálcio). Endócrinas: Hipotireoidismo


Relacionadas a purgação (vômitos e uso de laxantes)


Digestivas- gastrintestinais: Inflamação e aumento das glândulas salivares e pancreáticas e aumento da amilase sérica, erosão esofágica e gástrica. Dentárias: Erosão do esmalte dentário Neuropsiquiátricas: Convulsões, fadiga e fraqueza.


Características psicológicas:


Surgimento da doença dá-se entre os 13 e 20 anos. Meninas inteligentes, bonitas, perfeccionistas e espertas. Existe uma preocupação em comer em público. Enquanto fazem uma refeição tentam livrar-se do alimento colocando-o no guardanapo ou escondendo-o nos bolsos. Cortam a carne em pedaços muito pequenos e levam muito tempo mexendo com a comida no prato. Sentimento de inutilidade Pensamento inflexível Isolamento social (até mesmo namoro) Expressão emocional demasiadamente refreadas Sua auto- estima está associada ao grau de sua forma e peso corporais A perda de peso é vista como uma conquista, é um sinal de auto- disciplina E o ganho de peso é visto como um fracasso Os indivíduos com estes transtornos até reconhecem que estão magros, mas negam as implicações de seu estado de desnutrição, ou até mesmo a morte. A indução de vômitos, onde uma simples escova de dentes ou cabo de uma colher se tornam ótimos instrumentos para induzir o vômito (se não vomitarem se sentem sujas). Abuso de laxantes e diuréticos que conduzem ao mórbido emagrecimento desejado. Irritabilidade (pouco conversam) Agressividade Choro Adoram cozinhar e servir comida para os outros, mas elas mesmas fazem exercícios físicos exageradamente Acham que o tratamento é totalmente desnecessário


Transtornos mentais associados:


Transtornos depressivos tais como: humor deprimido, retraimento social, irritabilidade, insônia e interesse diminuído por sexo. Esses pacientes podem ter um quadro clínico e sintomático que satisfaz os critérios para um transtorno depressivo maior. Estes sintomas de perturbação de humor deve portanto ser reavaliados após uma reavaliação completa ou parcial do peso. A depressão também é muito freqüente entre indivíduos com AN. Transtornos Obsessivos Compulsivos: Pessoas com TOC sente-se aprisionadas por pensamentos e comportamentos que se repetem e que o próprio indivíduo considera absurdos, desagradáveis e impossíveis de fazer cessar. Quando os indivíduos com AN apresentam obsessões e compulsões não relacionadas a alimentos, forma corporal ou peso, podem haver um diagnóstico conjunto e concomitante de transtornos obsessivo compulsivo que são relacionados quando não são relacionados com comida.

Tratamento

O tratamento da anorexia continua sendo difícil. Não há medicamentos específicos que restabeleçam a correta percepção da imagem corporal ou desejo de perder peso. Por enquanto as medicações têm sido paliativos. As mais recomendadas são os antidepressivos tricíclicos (possuem como efeito colateral o ganho de peso). Os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina têm sido estudados mas devem ser usados com cuidado uma vez que podem contribuir com a redução do apetite. É bom ressaltar que os pacientes com anorexia têm o apetite normal, ou seja, sentem a mesma fome que qualquer pessoa. O problema é que apesar da fome se recusam a comer. As psicoterapias podem e devem ser usadas, tanto individuais como em grupo ou em família.A indicação dependerá do profissional responsável. Por enquanto não há uma técnica especialmente eficaz. Forçar a alimentação não deve ser feita de forma rotineira. Só quando o nível de desnutrição é ameaçador. Forçar alimentação significa internar o paciente e fornecer alimentos líquidos através de sonda naso-gástrica. Geralmente quando se chega a isso torna-se necessário também conter (amarrar) o paciente no leito para que ele não retire a sonda.


CASO CLÍNICO

Adolescente do sexo feminino, de 18 anos, sem antecedentes patológicos de relevo. Proveniente de família numerosa, com história de alcoolismo paterno e más condições socio-econômicas, foi inserida numa instituição social no primeiro ano devida, por maus-tratos físicos. Posteriormente foi tentada aintegração em famílias de acolhimento, sem sucesso.Aos 18 anos foi referenciada à Consulta de Adolescentes deum hospital distrital por hipersudorese associada a acrocia-nose das mãos. Na entrevista inicial, verifica-se alteração da percepção da imagem corporal e acne facial discreto, negando qualquer alteração dos hábitos alimentares.Em consultas de seguimento observa-se a insta lação de amenor-reia secundária e queda do cabelo, mantendo-se a negação dequalquer perturbação do comportamento alimentar. O IMC era 22.5 Kg/m2 (p50-75), não existindo dados sobre pesos anterio-res. No estudo efectuado observou-se colesterol total 230 mg/dl,sendo o estudo endocrinológico (nomeadamente a β-HCG, pro-lactina e função tireoideia), e a ecografia pélvica normais.


Confrontada novamente com a sua situação clínica, ao que seassociou progressiva perda ponderal, apesar de manter ainda IMC dentro da normalidade, vem a admitir a prática de uma alimentação restritiva, o que é confirmado posteriormente pela Instituição onde se encontrava internada. Foi orientada para a consulta de Psiquiatria, onde iniciou psicoterapia individual e terapêutica farmacológica com mexa-zolam (2 mg/dia) e cloridrato de clomipramina (50 mg/dia).Foi ainda solicitada a intervenção dos Serviços Sociais, nosentido de orientação profissional. Esta doente teve uma evolução arrastada do seu quadro clínico, iniciando comportamentos purgativos que provocaramdesidratação grave, tendo sido necessária a sua hospitalização para estabilização e tratamento. No internamento verificou-se a instalação de síndrome depressivo e a recusa da alta clínicapara a Instituição, tendo os Serviços Sociais optado por novatentativa de integração em família de acolhimento. Foi igualmente efectuada avaliação da mineralização óssea por densitometria que se revelou normal, tendo sido no entanto orien-tada para Consulta de Ginecologia com vista a iniciar terapêutica hormonal por manter amenorreia há mais de 12 meses.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM


1- Encaminhar as pacientes com respostas que apontam desvio de regulagem alimentar e uma avaliação de enfermagem completa, incluindo exames biológicos, psicológicos e socioculturais completos.

2- Realizar um exame físico completo, com especial atenção para os sinais vitais, pele, sistema cardiovascular e evidências de abuso de laxantes ou diuréticos e vômitos. Para tanto, observar as seguintes informações: peso atual e desejado; início e padrão da menstruação; restrições alimentares e padrões de jejum; freqüência e extensão da hiperfagia e dos vômitos; uso de laxantes, diuréticos, pílulas para emagrecer; perturbações na imagem corporal; preferências e peculiaridades alimentares; padrões de exercícios.
3- Avaliar os indicadores de crescimento, desenvolvimento sexual e desenvolvimento físico.

4- Explorar a compreensão da paciente sobre o seu impacto nos relacionamentos sociais, na escola e no trabalho, procurando identificar fatores socioculturais que influenciam o tipo e a quantidade de alimento que a paciente consome e sua percepção sobre o tamanho corporal ideal.
5- Verificar a história psiquiátrica, história de uso de substâncias e avaliação familiar.

6- Diagnosticar a estrutura familiar, bem como eventuais mudanças nas alianças de poder, padrões e rituais, relacionados aos membros da família e a alteração do estado de saúde de um de seus membros.

7- Explorar o grau de dependência e envolvimento entre os membros da família.

8- Fazer as seguintes perguntas, as quais podem ser mais eficientes do que qualquer questionário extenso para identificar se a paciente tem predisposição para desenvolver transtorno alimentar: a) Você está satisfeita com seus padrões de alimentação? b) Você já comeu em segredo?.

9- Ressaltar os aspectos positivos, mantendo uma observação e uma escuta sensíveis capazes de perceber e acompanhar pequenos movimentos. Auxiliar para que a adolescente perceba os seus limites, colocados de maneira firme, carinhosa e coerente por parte da enfermagem.

10- Registrar no prontuário todo e qualquer tipo de informação adquirida. Lembrar se de que o que não está escrito pode cair no esquecimento, não chegar ao conhecimento de todos os membros da equipe ou, então, ser lembrado com lacunas ou deturpações.

11- Encaminhar, quando necessário, para grupos de terapia familiar, ou de psicodrama familiar.

Seqüência de ações de enfermagem na prevenção da anorexia nervosa


BUSCA ATIVA DOS ADOLESCENTES COM PREDISPOSIÇÃO DE (AN)


Reunir os familiares - Alertar familiares sobre as principais características da doença.

Reunir Adolescentes - Realizar palestras(escolas, unidade de saúde...) terapia de grupo, psicopedagógico, psicodinâmico e interpessoal, entre outras (prevenção).

Consulta de enfermagem - Consulta individual, exames biológicos, psicológicos e socioculturais.
A enfermagem é muito importante na atuação junto ao adolescente, uma vez que o enfermeiro se encontra na comunidade realizando ações de prevenção e promoção de saúde. Nesse contexto, que se torna necessário que o profissional de saúde desenvolva ações para os adolescentes, a fim de conhecer o perfil dos mesmos, para que possam ser prevenidos vários problemas de saúde que esses possam enfrentar, entre eles, anorexia nervosa.

Fonte:http://www.faculdadedofuturo.edu.br/revista/2007/pdfs/RMAS%202(1)%20166-180..pdf
http://www.youtube.com/watch?v=CX4MKlioDQs&feature=related
http://www.brasilescola.com/psicologia/a-anorexia.htm

domingo, 12 de julho de 2009

Simbologia aplicada a Enfermagem





Lampada: caminho, ambiente
Cobra: magia, alquimia
Cobra + cruz: ciência
Seringa: técnica
Cor verde: paz, tranquilidade, cura, saúde
Pedra Símbolo da Enfermagem: Esmeralda
Cor que representa a Enfermagem: Verde Esmeralda
Símbolo: lâmpada, conforme modelo apresentado.
Brasão ou Marca de anéis ou acessórios:Enfermeiro: lâmpada e cobra + cruz


HINO DA ENFERMAGEM


Amor e Luz
A mão que toca e faz

A dor fica menor

O seu olhar afaga


Amor e Luz

No silêncio das noites

O guardião da vida

Basta você chamar

Vive a vida

Pra tantas vidasMuitas vezes sem saída

Nem o tempo cura as vezes essas feridas

Mas um sedativo é sempre o ombro amigo

O Enfermeiro, a Enfermeira

Transcendem suas lutas pelos leitos

O Enfermeiro, a Enfermeira

Já é eleito em nossos corações amor e luz


Amor e Luz

Amor e Luz, uma bandeira branca avisa

A vida sempre vale maisAmor e Luz

Amor e Luz, chama acesaVida em tantos hospitais

Vive a vida...


JURAMENTO DA ENFERMAGEM
Juro dedicar minha vida profissional a serviço da humanidade, respeitando a dignidade e os direitos da pessoa humana, exercendo a Enfermagem com consciência e dedicação, guardando sem desfalecimento os segredos que me forem confiados. Respeitando a vida desde a concepção até a morte, não participando voluntariamente de atos que coloquem em risco a integridade física e psíquica do ser humano, mantendo elevados os ideais da minha profissão, obedecendo os preceitos da ética e da moral, preservando sua honra, seu prestígio e suas tradições.

Fonte:
http://www.silviamota.com.br/outrasareas/enfermagem/enferm-simbolooficial.htm


http://vagalume.uol.com.ar/hinos/hino-da-enfermagem.html

http://humanizacaoemenfermagem.blogspot.com/2009/07/juramento-oficial-do-curso-de.html


sábado, 11 de julho de 2009

Onde a Enfermagem atua ( Alguns )


O enfermeiro atua em hospitais, postos de saúde, ambulatórios, Indústrias, escolas ou creches. Também pode trabalhar, de forma independente, em clínicas ou em domicílio. Há ainda Aqueles que dedicam se a atividades de auditoria, consultoria, assessoria hospitalar e os que se voltam para uma docência ea pesquisa, promoção da saúde.


Especializações

Assessoria e Consultoria Auditar os Procedimentos Hospitalares e auxiliar de enfermagem na montagem de unidades de saúde.


Atendimento domiciliar Cuidar de pacientes em sua residência, dando continuidade ao tratamento hospitalar. Auxiliar o paciente em exercícios terapêuticos e cuidar de sua higiene e de seu bem-estar.
Enfermagem Geral Comandar equipes de técnicos e auxiliares de enfermagem no atendimento a pacientes.


Enfermagem geriátrica Atender idosos, Doentes ou não, em domicílios, casas de repouso, Clínicas e Hospitais.


Enfermagem Médico-Cirúrgica Ministrar cuidados pré e pós-operatórios em prontos-socorros, clínicas e hospitais.


Enfermagem obstétrica Dar assistência integral a gestantes, parturientes e lactantes, acompanhando o pré-exames, natal realizando e auxiliando o médico no parto e no pós-parto. Dar orientações sobre planejamento familiar.


Enfermagem pediátrica Acompanhar e Avaliar o crescimento eo desenvolvimento da criança. Incentivar o aleitamento materno e orientar os pais quanto às técnicas e aos cuidados com os recém-nascidos.


Enfermagem psiquiátrica Ajudar No tratamento de distúrbios psicológicos com pacientes.
Resgate de Enfermagem Participar de equipes de salvamento de Vítimas de acidentes ou de calamidades públicas.


Enfermagem do Trabalho Dar atendimento ambulatorial em empresas e acompanhar programas de prevenção e manutenção da saúde dos funcionários.

Enfermagem de Saúde Pública Orientar uma população sobre a prevenção de doenças e Promover uma coletividade DA SAÚDE. Atender pacientes em hospitais, centros de saúde, creches e escolas. Formar, capacitar e supervisionar os agentes de saúde.
http://www.universia.com.br/preuniversitario/materia.jsp?materia=5081

sábado, 4 de julho de 2009

Malária

Apesar de todas essas designações, o nome mais difundido, inclusive no meio médico, é malária, nome proveniente da expressão italiana mau aire, que significa mau ar ou ar insalubre, que pode trazer doença. Isto se deve ao fato de os antigos acreditarem que a doença era causada pelas emanações e miasmas dos pântanos. As demais expressões se relacionam com os sinais e sintomas da doença, condições climáticas e áreas mais acometidas pela doença.

Hipócrates (460-370 a.c.)‏
Charles Laveran (1880): etiologia
Patrick Manson (1894): transmissão
Itália (1899): transmissão comprovada
Cloroquina e DDT (1940)‏


Erradicação alcançada em algumas áreas


Década de 60:
Cepas de Plasmodium resistentes
Cepas de Anopheles resistentes






ETIOLOGIA

Parasitos do Gênero Plasmodium
Plasmodium vivax
Plasmodium falciparum
Plasmodium malariae
Plasmodium ovale

NOMES POPULARES

Impaludismo
Sezão
Maleita


TRANSMISSÃO

Mosquitos Fêmea do Gênero Anopheles
São popularmente conhecidos como carapanãs em áreas endêmicas
Transfusional
Seringas e Agulhas contaminadas
Acidentes de laboratório
Congênita




HABITAT

No Homem o ciclo biológico tem duas etapas:
a) fígado: Hepatócitos
b) sangue: Eritrócitos

MORFOLOGIA

















PATOGENIA
Parasitos possuem tropismo por Eritrócitos por causa da Hemoglobina
Reprodução no interior do Eritrócito leva a destruição intravascular importante tendo como consequência a Anemia
Deposição de Hemozoína no fígado, baço



SINTOMAS

Mal estar, dor de cabeça, indisposição não característica
Febre (39 - 410C)‏
Paroxismo malárico: calafrio, calor e suor


ANEMIA


Destruição de eritrócitos parasitados no baço
Destruição de eritrócitos sadios no baço
Hepatoesplenomegalia
Anóxia













DIAGNÓSTICO


A) Clínico: através de sinais e sintomas, atividade profissional, região do país etc... Presença de esplenomegalia
B) Laboratorial: Pesquisa e Demonstração do parasito em Amostras de Sangue (Gota Espessa)‏



TRATAMENTO


Cloroquina: está caindo em desuso
Pirimetamina
Proguanil
Mefloquina
Quinina
Artemisinina


PROFILAXIA

Cloroquina: está caindo em desuso
Consientização da população












CASO CLÍNICO

Identificação:


B.B.F., 28 anos, sexo masculino, biólogo, natural da cidade do Rio de Janeiro.História da moléstia atual: o paciente foi atendido no ambulatório de clínica médica do Hospital Ana Costa em Santos, no dia 28 de julho de 2003, queixando-se de febre diária há uma semana, com temperaturas variando de 38 a 40,5º C, acompanhado de mal estar, fraqueza, anorexia, diarréia e tosse seca.Antecedentes pessoais e familiares: rinite alérgica; nega uso contínuo de medicações ou alergias medicamentosas.


Antecedentes epidemiológicos:


viagem à Nigéria, com início da sintomatologia durante retorno ao Brasil.


Exame físico inicial:

REG, pálido, desidratado +/4+, corado, acianótico, anictérico, Tax: 38º C, PA: 100 x 60 mmHg, FC: 96bpm, consciente e contactuante, orientado no tempo e no espaço, murmúrio vesicular presente e diminuído em ambas bases pulmonares, ritmo cardíaco regular em dois tempos e sem sopros audíveis, abdome flácido e inocente, extremidades perfundidas e sem edemas, Glasgow 15.


Conduta inicial:

solicitado hemograma, urina I e Raio X de tórax, mas como paciente apresentou importante hipotensão postural e sudorese durante a realização do raio X, optou-se pela internação imediata. Exames laboratoriais iniciais: hemograma com 4960 eritrócitos, hemoglobina: 13,3, hematócrito: 42,9, leucócitos: 7900 (0/65/0/0/32/2); TGO: 61 e TGP: 81; urina I: densidade 1010, pH 6, pigmentos biliares +, urobilino-gênio 1/160, 25000 leucócitos, 6000 hemácias; uro e hemoculturas negativas e raio X de tórax normal.


Evolução:

Durante os dois primeiros dias de internação, o paciente apresentou pico febril (38º C) e hipotensão, desidratação, dispnéia e cianose de extremidades. O exame da gota espessa confirmou o diagnóstico de malária por P. falciparum, sendo instituído rapidamente o tratamento, orientado pela SUCEM. Houve piora do estado geral associado à insuficiência respiratória aguda, sendo necessária sua transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O paciente evoluiu com instabilidade hemodinâmica, alterações hema-tológicas, insuficiência renal e respiratória, necessitando de terapia de suporte, drogas vasoativas, hemoterapia e ventilação mecânica. Desenvolveu quadro pneumônico, tratado empiricamente com Imipenem e Vancomicina, sendo considerada a possibilidade de SARA e pneumonia associada à ventilação assistida. Realizada broncoscopia, confirmando a presença de vasculite pulmonar. Houve necessidade de traqueostomia pela duração prolongada da entubação orotraqueal. Permaneceu internado na UTI de 31 de Julho a 22 de Agosto de 2003, com evolução satisfatória do quadro, recebendo alta hospitalar no dia 27 de Agosto de 2003 com anemia residual, orientado a fazer seguimento em sua cidade natal, Rio de Janeiro.



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