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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ALERGIA

Um processo alérgico (de qualquer tipo) é reação exagerada do organismo a substâncias encontradas no ar ou nos alimentos que, quando inaladas ou ingeridas, normalmente são inofensivas à maioria das pessoas. Quem não sofre de alergia inala poeira, por exemplo, e não apresenta nenhuma reação. Já os alérgicos começam a espirrar, ficam com o nariz escorrendo e podem até sentir falta de ar.

Nas pessoas que sofrem com alergia respiratória, o sistema imunológico fabrica uma grande quantidade de anticorpos chamados imunoglobulinas E (IgE). Essa imunoglobulina é o anticorpo da alergia a inúmeras substâncias, como pólen, poeira, ácaros e perfumes. Em geral, a super produção de IgE é uma característica hereditária, transmitida de pais para filhos.

Numa primeira fase, quando o alérgico inala a poeira, o sistema imunológico é estimulado a produzir esses anticorpos IgE exageradamente. Eles se fixam em células que chamamos de mastócitos, que nada mais são do que um tipo de glóbulos brancos (leucócitos). Desse modo, os mastócitos ficam empreguinados de IgE e quando ocorre uma nova inalação de poeira, que contém as temidas proteínas de ácaro, aquela imunoglobulina IgE reage.

Sim, mas e aí? Ocorre a liberação de uma série de substâncias que atuarão sobre a mucosa do nariz, provocando vasodilatação. A mucosa fica inflamada, bem inchada e, por isso, o nariz entope. Enquanto isso, estas substâncias estimulam as glândulas produtoras de muco produzam tudo em excesso, fazendo com que a pessoa tenha coriza. As substâncias liberadas do mastócito irritam, ainda mais, as terminações sensitivas do nariz, provocando espirros e muita coceira. Enfim, o alérgico espirra, fica com o nariz sempre entupido e escorrendo. Esse é o quadro da rinite.

Uma das substâncias liberadas pelos mastócitos é a histamina. Ela é a mediadora das crises alérgicas. Por este motivo, os médicos receitam os anti-histamínicos, medicamentos que entram numa “competição” com a histamina, e neutraliza seus efeitos.



principal agente alérgico são as proteínas do ácaro, um bichinho microscópico que se alimenta de células mortas da pele humana e são encontrados principalmente em colchões, travesseiros e tapetes.




Fonte:
http://diariodebiologia.com/2009/05/o-que-acontece-no-corpo-de-pessoas-que-sofrem-de-alergias-respiratorias-como-a-renite/
http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1787106-que-%C3%A9-uma-alergia/

domingo, 19 de dezembro de 2010

ACNE


sábado, 18 de dezembro de 2010

CÁRIE

CÁRIE

A cárie acontece quando uma certa bactéria, muito chata por sinal, transforma os restos de alimentos que ingerimos, principalmente o açúcar, em ácidos prejudiciais aos dentes.

Essa bactéria fica grudadinha com muitas outras sobre os dentes e ao redor das gengivas, formando uma película chamada placa bacteriana.

Insistente e teimosa, essa placa se forma todos os dias. Os ácidos liberados pelas bactérias da placa atacam o esmalte dental (a parte branca), até causar um "buraco", a famosa cárie, em um processo chamado desmineralização.

Se não for tratada logo, a cárie começa a aumentar e a corroer o interior do dente, provocando dor. E não dá pra descuidar, porque as cáries atacam sem avisar.

Sabia que a dieta tem tudo a ver com a cárie? É bom comer alimentos ricos em fibras, como cenoura, aveia, maçã, pepino e verduras em geral.

Eles são verdadeiros desinfetantes, pois diminuem a acidez da boca, que também contribui para a cárie.

E agora a parte mais difícil: evitar comer muito chocolate, balas, doces e refrigerantes_ ou seja, tudo que é rico em açúcar. Assim como a gente, os tais ácidos também adoram um docinho.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os dentes não querem saber de moleza: eles também precisam de exercícios. É verdade!
Mas não precisa levá-los para a academia. A melhor ginástica para os dentes _ e também para as arcadas dentárias, onde eles estão confortavelmente instalados _ é mastigar alimentos duros, como maçã e cenoura crua.

Fonte:

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

SALIVA

SALIVA

A saliva é um dos mais complexos, versáteis e importantes fluidos do corpo, que supre um largo espectro de necessidades fisiológicas. Suas propriedades são essenciais para a proteção da cavidade bucal, do epitélio gastrointestinal e do orofaringe. Além de umedecer os tecidos moles e duros da cavidade bucal, tem função de destaque no controle da quantidade de água do organismo. Quando o corpo está com falta de água, a boca fica seca, manifestando a sede.

A saliva desempenha diversas funções e em condições ideais de saúde o ser humano produz de 1 a 2 litros de saliva por dia!

A saliva diminui a acidez bucal, prevenindo a cárie. Muitos grupos sociais primitivos e indígenas, por não terem hábitos perniciosos, como o fumo, consumo excessivos de álcool e açúcar têm uma saliva de melhor qualidade e menor acidez, por isso menos cáries e problemas gastrointestinais.

Recentemente foi comprovado [1], através de pesquisas, que quando ratos tinham as glândulas salivares extraídas, adoeciam mais de infecções e intoxicações, o que justifica plenamente o hábito de "lamber as feridas" mantido pela maioria dos animais.

Todas as glândulas salivares maiores e menores contribuem para a composição da saliva. Essa composição varia de acordo com a taxa de secreção, que é baixa durante o sono e alta (± 1 ml por minuto) durante a estimulação. A secreção é controlada pelo centro salivar no cérebro, e o fluxo é gerado pelo paladar (gustação). A função mastigatória é controlada por meio de receptores no periodonto e nos músculos da mastigação.

A saliva é uma secreção exócrina de células especializadas que se denominam globalmente células salivares, e podem, ou não, congregar-se, formando glândulas: são as glândulas salivares (maiores e menores). A secreção salivar é um líquido aquoso que contém, em solução, uma multiplicidade de substâncias, principalmente proteínas e glicoproteínas. Dentro das glicoproteínas destacam-se a mucina, moléculas de alto peso molecular que conferem à saliva a propriedade de viscosa mucinosa. Quando a proporção de mucina predominar sobre a concentração de proteína na saliva, fala-se de secreção mucosa; no segundo caso, quando for maior a concentração de proteína fala-se de secreção serosa.

As células produtoras de saliva podem ter duas características citológicas diferentes, segundo o tipo de secreção salivar que sejam capazes de secretar. Por exemplo, as células que secretam saliva mucosa apresentam menor densidade eletrônica, são células claras, contendo poucos grânulos no citoplasma, que pelo fato de secretar mucina, são chamados grânulos mucinogênicos.

Estas células claras encontram-se nas glândulas salivares menores e, entre as maiores, principalmente na glândula sublingual e estão na parótida. As células salivares isoladas, espalhadas na mucosa bucal e faríngea, em geral, são apenas células com grânulos de mucinogênio (claras). As células secretoras de saliva serosa têm características diferentes; são escuras, porque contêm alta proporção de grânulos de zimogênio, isto é, formadores de proteínas, entre elas enzimas (zimo = fermento). Estas células só existem nas glândulas salivares maiores, mas predominam definidamente na glândula parótida (são praticamente as únicas) e diminuem, proporcionalmente, na submandibular, sendo escassas na sublingual. Estas células (claras e escuras) diferem ainda, entre si, pelas características do núcleo.

FUNÇÃO


 Preparação do bolo alimentar

Pelas propriedades cognitivas da saliva, em especial pela ação adesiva das glicoporteínas (mucina), pode-se colar partículas previamente quebradas pela ação mecânica da mastigaçãopara posterior deglutição.

Umidade

Confere o grau de umidade à mucosa bucal e faríngea e o ambiente úmido das vias digestivas superiores em geral.

Ação solvente e de limpeza

A água da saliva é o solvente no qual se dissolvem as substâncias que estimulam os corpúsculos gustativos, estimulação importante que mantém a secreção salivar (feed back positivo).

Proteção

A função protetora é expressa de varias formas. A saliva tem papel lubrificante. Seu conteúdo glicoprotéico, que torna mucinosa, protege a mucosa de revestimento, formando uma barreira contra estímulos nocivos, toxinas microbianas e pequenos traumas. Sua consistência fluida também provê uma ação de lavagem mecânica, a qual carreia bactérias não-aderentes e debris celulares da boca. Em particular, a limpeza promovida pela saliva limita a disponibilidade dos açúcares para os microrganismos da placa acidogênica. As proteínas da saliva que se ligam ao cálcio ajudam a formar uma película que se comporta como uma membrana protetora.

Tamponamento

A saliva comporta-se como um sistema tampão que protege a cavidade oral de duas maneiras: primeiro, muitas bactérias necessitam de um pH específico para seu crescimento máximo; a capacidade tampão da saliva evita a colonização da boca por microrganismos potencialmente patogênicas, por negar-lhes a otimização das condições ambientais: em segundo lugar, os microrganismos da placa podem produzir ácido a partir de açucares, os quais, não sendo rapidamente tamponado e limpos pela saliva, podem desmineralizar o esmalte.
Tampão

A capacidade-tampão da saliva (CTS) é a propriedade de a saliva manter o seu pH constante a 6,9-7,0, graças aos seus tampões, mucinato/mucina, HCO-3/H2CO3 e HPO--4/H2PO-4, que bloqueiam o excesso de ácidos e de bases conforme os mecanismos:

Excesso de ácidos (H+): HCO-3 → H2CO3 → H2O + CO2

Excesso de bases (HO-): HO- + H2CO3 → HCO-3 + H2O

Os tampões mucinato/mucina e monofosfato/bifosfato agem da mesma forma e. assim. o elevado poder tamponante da saliva mantém a higidez da mucosa bucal e dos dentes.

A determinação da CTS se faz por titulometria, medindo-se o volume de ácido láctico 0,1 normal necessário para baixar o pH salivar de 6,9 a 3,7 (ponto de viragem do alaranjado de metila). O indicador é amarelo-laranja a 6,9 e róseo a 3,7. Na prática, colocam-se 10ml de saliva num erlenmeyer, juntamente com o alaranjado de metila, e verte-se, na saliva, gota a gotra, o ácido láctico 0,1 normal colocado numa bureta, até ser atingida a cor rósea (viragem do alaranjado de metila). Fecha-se então a bureta e lê-se o volume de ácido láctico 0,1N gasto. Para exprimir a CTS usa-se multiplicar por 10 o volume de ácido láctico gasto. E assim, podemos classificar os pacientes em três grupos:

1.Pacientes medianamente susceptíveis à cárie dental: CTS = 40.

2.Pacientes resistentes à cárie dental: CTS = >40.

3.Pacientes muito susceptíveis à cárie dental: CTS = <40.

Dentro de certos limites, a CTS funciona como um índice relativo de atividade de cárie dental.

Digestão

A saliva é importante para a vida, fornecendo sensibilidade gustativa, neutralizando o conteúdo do esôfago, diluindo o suco gástrico, ajudando a formar o bolo alimentar e, devido ao seu conteúdo de amilase, quebrando o amido.

Gustação

A saliva possui também um papel na gustação. Embora ela permita que se tenha a sensação de satisfação da comida a ser experimentada, seu papel principal é o de proteção, permitindo o reconhecimento de substâncias nocivas. A saliva é necessária para dissolver substâncias a serem degustadas, assim dessa forma as papilas gustativas vão poder sentir o sabor do alimento e fazer com que ele seja digerido, além de informar ao cérebro o gosto do alimento. Ela contém, também proteína, chamada gustina, que parece ser necessária ao crescimento e maturação dos corpúsculos gustativos.

Ação antimicrobiana

Tem a saliva grande influência ecológica sobre os microrganismos que tentam colonizar os tecidos bucais. Além do efeito de barreira do seu conteúdo mucoso, ela contém um espectro de proteínas com propriedades antibacterianas, como é o caso da histatina. A lisozima é uma enzima que pode hidrolisar a parede celular de algumas bactérias. A lactoferrina liga-se ao ferro livre, privando, assim as bactérias do seu elemento essencial.

Anticorpos estão presentes na saliva. A principal imunoglobulina encontrada na saliva, IGA secretora, tem a capacidade de aglutinar microrganismos. Essa capacidade, juntamente com a ação de limpeza da saliva, serve para remover agregados de bactérias.

Manutenção da integridade dos dentes

A saliva é saturada com íons cálcio e fosfato. A alta concentração dos referidos íons garante trocas iônicas direcionadas à superfície dos dentes. Essa troca começa tão logo o dente erupcione, pois, embora a coroa esteja completamente formada sob ponto de vista morfológico, nesse momento, ela é cristalograficamente incompleta. A interação com a saliva resulta em maturação pós-erupção através difusão de íons, como o cálcio, fósforo, magnésio e cloreto, para a superfície dos cristais de apatita do esmalte.

Essa maturação aumenta a dureza da superfície, diminui a permeabilidade e aumenta a resistência do esmalte às cáries. Se, contudo, o processo carioso for instalado, poderá ser paralisado, antes de ocorrer a cavitação do esmalte, sendo possível o processo de remineralização é possível devido à disponibilidade de íons fosfato e cálcio na saliva. Se o íons fluoreto também estiver disponível na remineralização, a lesão reparada será menos susceptível a uma futura decomposição. Por outro lado, a saliva contém estaterina, que inibe a deposição de fosfato de cálcio, como também proteínas acídicas ricas em prolina, que, juntamente com a estaterina inibem o crescimento dos cristais de hidroxiapatita.

Reparação tecidual

Clinicamente, parece que o tempo de sangramento dos tecidos bucais é inferior aos dos outros tecidos. Quando a saliva é experimentalmente misturada com sangue, o tempo de coagulação pode ser muito acelerado (embora o coágulo resultante seja menos sólido que o normal). Estudos experimentais em camundongos têm mostrado que a contração da ferida é significantemente aumentada na presença da saliva, devido ao fator de crescimento epidérmico que ela contém, produzido pelas glândulas submandibulares. Ainda que com menor freqüência, o fator de crescimento ocorre na saliva humana, mas seu efeito sobre os processos de reparação ainda não foi demonstrado.

Fonte:
Tratado de Fisiologia Aplicado à Saúde; C. R. Douglas.; 5 º edição; Guanabara Koogan.
Histologia bucal, Desenvolvimento, Estrutura e função; A. R. Ten Cate; Quinta edição; Guanabara Koogan; 1998.
Bioquímica odontológica; Aranha, Fávio leite ; São Paulo: Savier, 2 ed.; Revista e ampliada., 2002.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Saliva

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

SONO

Sono (do latim somnu, com o mesmo significado) é um estado ordinário de consciência, complementar ao da vigília (ou estado desperto), em que há repouso normal e periódico, caracterizado, tanto no ser humano como nos outros vertebrados, pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária. 

Ao dizer-se complementar, em conjugação com ordinário, quer-se significar tão somente que, na maioria dos indivíduos (com destaque, aqui, para os humanos), tais estados de consciência alternam-se, complementando-se ordinária, periódica e regularmente.

O estado de sono é caracterizado por um padrão de ondas cerebrais típico, essencialmente diferente do padrão do estado de vigília, bem como do verificado nos demais estados de consciência. Dormir, nesta acepção, significa passar do estado de vigília para o estado de sono. No ser humano o ciclo do sono é formado por cinco estágios e dura cerca de noventa minutos (podendo chegar a 120 minutos). Ele se repete durante quatro ou cinco vezes durante o sono. Do que se tem registro na literatura especializada, o período mais longo que uma pessoa já conseguiu ficar sem dormir foi de onze dias. Por curiosidade, Napoleão Bonaparte e Margaret Thatcher dormiam quatro horas por noite; já Albert Einstein precisava de dez horas de sono.

Pode definir-se sono como "um período de repouso para o corpo e a mente, durante o qual a volição e a consciência estão em inatividade parcial ou completa".[2] Já FRIEDMAN (1995, 1827), define sono como "sendo o desencadear deliberado de uma alteração ou redução do estado consciente, que dura muitissimo, em média 8 horas (…) tendo início sensivelmente à mesma hora, em cada período de 24 horas, e (…) resultando, geralmente, em sensação de energia física, psíquica e intelectual restabelecida". 

Existem várias definições do sono apresentadas por diferentes autores, e, no geral, complementam-se umas às outras.
De acordo com FONTAINE, BRIGGS e POPE-SMITH (2001), o sono é importante para a recuperação da saúde em situação de doença, enquanto a privação deste pode afetar a regeneração celular assim como a total recuperação da função imunitária. A especialista Mahatad Amated diz que no período do sono que as particulas alfas do cérebro trabalham com maior eficacia.

O sono divide-se em dois tipos fisiologicamente distintos:

REM (Rapid Eye Movement ou "Movimento Rápido dos Olhos"); e

NREM (Non Rapid Eye Movement ou "Movimento Não Rápido dos Olhos").

REM

O sono REM caracteriza-se por uma intensa atividade registrada no Eletroencefalograma (EEG) seguida por flacidez e paralisia funcional dos músculos esqueléticos. Nesta fase, a atividade cerebral é semelhante à do estado de vigília. Deste modo, o sono REM é também denominado por vários autores como sono paradoxal, podendo mesmo falar-se em estado dissociativo.

Nesta fase do sono, a atividade onírica é intensa, sendo sobretudo sonhos envolvendo situações emocionalmente muito fortes.

É durante essa fase que é feita iscugula da atividade cotidiana, isto é, a separação do comum do importante. Estudos também demonstram que é durante o REM que sonhos ocorrem. A fase representa 20 a 25% do tempo total de sono e surge em intervalos de sessenta a noventa minutos. É essencial para o bem-estar físico e psicológico do indivíduo.

NREM

Estágio 1:

Começa com uma sonolência. Dura aproximadamente cinco minutos. A pessoa adormece. É caracterizado por um EEG semelhante ao do estado de vigília. Esse estágio tem uma duração de um a dois minutos, estando o indivíduo facilmente despertável. Predominam sensações de vagueio, pensamentos incertos, mioclonias das mãos e dos pés, lenta contração e dilatação pupilar. Nessa fase, a atividade onírica está sempre relacionada com acontecimentos vividos recentemente.

Estágio 2:

Caracteriza-se por a pessoa já dormir, porém não profundamente. Dura cerca de cinco a quinze minutos. O eletroencefalograma mostra frequências de ondas mais lentas, aparecendo o complexo K. Nessa fase, os despertares por estimulação táctil, fala ou movimentos corporais são mais difíceis do que no anterior estágio. Aqui a atividade onírica já pode surgir sob a forma de sonho com uma história integrada.

Estágio 3:

Tem muitas semelhanças com o estágio 4, daí serem quase sempre associados em termos bibliográficos quando são caracterizados. Nessas fases, os estímulos necessários para acordar são maiores. Do estágio 3 para o estágio 4, há uma progressão da dificuldade de despertar. Esse estágio tem a duração de cerca de quinze a vinte minutos.

Estágio 4:

São quarenta minutos de sono profundo. É muito difícil acordar alguém nessa fase de sono. Depois, a pessoa retorna ao terceiro estágio (por cinco minutos) e ao segundo estágio (por mais quinze minutos). Entra, então, no sono REM.

Este estágio NREM do sono caracteriza-se pela secreção do hormônio do crescimento em grandes quantidades, promovendo a síntese protéica, o crescimento e reparação tecidular, inibindo, assim, o catabolismo.[3] O sono NREM tem, pois, um papel anabólico, sendo essencialmente um período de conservação e recuperação de energia física.

O ciclo do sono


Um ciclo do sono dura cerca de noventa minutos, ocorrendo quatro a cinco ciclos num período de sono noturno. Segundo LAVIE (1998, 45), o número de ciclos por noite depende do tempo do sono, acrescentando, ainda, que "o sono de uma pessoa jovem é, habitualmente, composto por quatro ou cinco desses ciclos, com tendência à redução com o avançar da idade". No entanto, o padrão comum varia entre quatro a cinco ciclos.

Durante o sono, o indivíduo passa, geralmente por ciclos repetitivos, começando pelo estágio 1 do sono NREM, progredindo até o estágio 4, regride para o estágio 2, e entra em sono REM. Volta de novo ao estágio 2 e assim se repete novamente todo o ciclo.

Nos primeiros ciclos do sono, os períodos de NREM (mais concretamente o estágio 3 e 4) têm uma duração maior que o REM. À medida que o sono vai progredindo, os estágios 3 e 4 começam a encurtar e o período REM começa a aumentar. Na primeira parte do sono predomina o NREM, sendo os períodos REM mais duradouros na segunda metade.


Fatores ambientais que interferem no sono

Segundo Phipps (1995) o sono é uma das muitas ocorrências biológicas que tem lugar à mesma hora, cada 24 horas.

A necessidade diária de sono varia, não só de indivíduo para indivíduo (variação inter-individual), como também no mesmo indivíduo (variação intra-individual) de dia para dia. Existem vários factores que contribuem para a alteração do padrão de sono, nomeadamente factores físicos, sócio-culturais, psicológicos, ambientais e outros. Segundo um estudo efetuado por DLIN e colaboradores (citados por THELAN, 1996), dentro do ambiente temos então:

Ruído: o ruído pode ser visto como um perigo ambiental que cria desconforto e pode interferir com o sono e repouso do doente, uma vez que activa o sistema nervoso simpático cuja estimulação é responsável pelo estado de vigília ou alerta do indivíduo.

Luz: muitas pessoas apresentam um nível de sensibilidade elevado à luz, sendo por isso facilmente perturbadas durante o sono mesmo que seja uma luz de pouca intensidade.

Temperatura: tendo em conta que a temperatura corporal atinge o seu pico ao final da tarde ou princípio da noite e depois vai baixando progressivamente, atingindo o ponto mais baixo ao início da manhã, uma diminuição ou um aumento da temperatura ambiente faz, geralmente, acordar a pessoa ou cria-lhe um certo desconforto que o impossibilita de dormir.

Também podem ocorrer "sensações" de fuga ou luta durante os últimos estágios do sono NREM, como ouvir o som do despertador tocando, o choro do bebê ou um chamado pelo seu nome.[4]


Fonte:
1.↑ Bingham, Roger; Terrence Sejnowski, Jerry Siegel, Mark Eric Dyken, Charles Czeisler, Paul Shaw, Ralph Greenspan, Satchin Panda, Philip Low, Robert Stickgold, Sara Mednick, Allan Pack, Luis de Lecea, David Dinges, Dan Kripke, Giulio Tononi (February 2007). Waking Up To Sleep (Several conference videos). The Science Network. Página visitada em 2008-01-25.
2.↑ DORLAND citado por ROPER; LOGAN; TIERNEY, 1993, 466
3.↑ (cf. BOLANDER, 1998)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sono

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

JOANETES E CALOS


O joanete é a denominação popular de uma elevação (protuberância) que se forma no osso metatarsiano do primeiro dedo do pé. O conjunto formado pela protuberância, pela deformidade na lateral do dedão, pelo desvio rotacional (dedão roda e fica muito encostado ao segundo dedo) e pelo desvio angular em direção ao segundo dedo é conhecido como hallus valgus.


Os calos mais comuns resultam da fricção da pele com o calçado e da deformidade dos dedos, que causam hipertensão entre os dedos ou entre eles e o calçado. As calosidades também aparecem na planta do pé quando há um aumento de pressão nos dedos por insuficiência muscular, quase sempre provocado por uso de calçado inadequado (apertados demais).


 
causa


Na maioria das vezes, quem tem joanete já nasce com esta predisposição genética, embora o problema possa aparecer ou se agravar com o uso de sapatos inadequados.

As mulheres, mais que os homens, pagam caro pela elegância e beleza. A incidência de joanete é 20 vezes maior nas mulheres por causa dos sapatos apertados, de salto e bico fino.

A cirurgia


Existem mais de cem tipos diferentes de cirurgia, mais seis são mais comumente utilizadas. No entanto, só é recomendada pelos médicos em casos de deformidades muito acentuadas e o joanete causa dor forte.

O procedimento cirúrgico mais simples consiste em cortar a protuberância e soltar os tendões e ligamentos que tracionam o dedo.



Depois de cortar o osso e descolar os tendões, o dedo é colocado na posição correta, encaixado na articulação. O feixe de tendões e ligamentos é preso de forma a não deixar o dedo se deformar novamente.


O osso é encaixado na articulação para que a deformidade não se repita, o tecido que fica sob a pele, depois de cortado o osso, também é puxado e firmemente costurado para manter o dedo na posição articular correta.



Como fica

Depois da cirurgia, o pé fica com melhor aparência estética, sem a protuberância e a tonalidade vermelha causada pela inflamação do local do joanete, com o dedo na posição normal.

Apesar dos bons resultados, os médicos não costumam prescrever a cirurgia só por motivos estéticos, porque a operação pode deixar uma cicatriz dolorosa para o resto da vida. O pé pode ficar doloroso e incomodar muito, no caso de pessoas jovens.


Os calos - formas e causas




No pé, logo abaixo do dedão, é o calo típico de quem tem joanete. Essa parte da pele do pé fica grossa e precisa ser constantemente lixada, o que não se recomenda quando a calosidade é dolorosa. A solução é cirúrgica.

O calo no quinto dedo do pé é resultado, muitas vezes, do joanete naquele dedinho.

A calosidade pode se formar logo abaixo do dedinho, sobre ele ou na lateral, onde a pele fica mais em contato com o calçado.

 


O aumento da base da falange do dedo pode gerar pressão exagerada da pele com o osso, causando calo entre um dedo e outro. O problema pode ser resolvido com cirurgia cortando o osso protuberante.


Sapato apertado pode causar deformidade nos dedos (dedos em garras), comuns em mulheres que usam sapato de salto alto e bico fino (o pé escorrega para a frente e pressiona os dedos). É quando se formam calos nas articulações sobre os dedos e até na planta do pé.





Nas mãos os calos são comuns em pessoas que fazem trabalhos com instrumentos que provoquem atrito constante com a pele. É o caso de estivadores, pedreiros,
motoristas de ônibus, agricultores, donas de casa etc.

Precauções


É possível prevenir joanetes e calos, mesmo no caso de quem tem predisposição genética;
Os médicos recomendam usar sapatos adequados, confortáveis para os pés, de bico largo e couro maleável, de modo a evitar a fricção com a pele;

Como o pé é a parte do corpo mais castigada e exigida, é preciso proporcionar-lhe o maior conforto possível, usando calçados adequados.

Fonte:
http://www.santalucia.com.br/ortopedia/joanete-p.htm

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

AFTA

O problema atinge entre dois e três bilhões de pessoas no mundo, porém ainda não existe definição da causa nem do tratamento corretos.

O que é?

Significa um machucado pequeno na mucosa da boca. É uma ferida considerada limpa, pois não é provocada por microorganismo algum, como bactéria ou fungo.

Incidência

Afta acomete entre 20% e 50% da população mundial. A tendência de ter afta começa a surgir na adolescência e se agrava na faixa dos 30 e 40 anos, fase em que a pressão social é maior e há preocupação com estabilidade financeira e familiar. Com o avanço da idade a tendência diminui e por vezes, o problema desaparece por completo.

 O ciclo da afta


 Começa com sensação de formigamento ou incômodo na mucosa da boca

De 24 a 48 horas depois, surge um ponto avermelhado

Com o tempo, o núcleo da lesão vai ficando esbranquiçado e, quando a afta está madura, surge a ferida no seu centro
Normalmente, a afta desaparece em sete dias, sem que seja usado tratamento algum.


Características


As aftas surgem na maioria das vezes em pessoas saudáveis;

A afta comum não provoca febre nem mau hálito;

Não tem cura definitiva, é um problema que vai e volta;

Não é transmissível de uma pessoa para outra;

As feridas são limpas, pois não há nelas fungos ou bactérias que desencadearam o problema.

Locais de manifestação




A afta surge principalmente nas mucosas:

1 - Do palato mole;

2 - Da língua;

3 - Das bochechas;

4 - Da gengiva.


Causas prováveis


A teoria mais aceita é a de que pessoas com afta está com alguma deficiência no sistema imunológico, que pode ser atribuída, entre outras coisas, a:
Predisposição genética;

Tensão pré-menstrual;

Deficiência nutricional.


Tipos




Ulceração aftosa comum:


é a forma mais visual e corresponde a 80% dos casos. São feridas pequenas que surgem de uma só e vêm em uma quantidade que varia de uma a cinco. Aparecem em surtos. As lesões podem estar relacionadas por alguma forma de trauma. Saram sem deixar cicatriz.



Periadenite mucosa necrótica recidivante:


significa uma inflamação que mata o tecido atingido e pode se repetir freqüentemente. Surgem um ou dois machucados, com um tamanho maior do que a média, que podem durar meses. Saram, porém deixam cicatriz.



Ulceração herpetiforme:


quando aparecem muitos machucados de tamanho menor e extremamente dolorosos. Surgem na ponta da língua e o assoalho da boca. Saram sem deixar cicatriz. Quem é de repente atingido com várias aftas de uma vez precisa pode estar com uma deficiência imunológica mais séria.

Tratamento


É individualizado, visando aliviar os sintomas, prevenir o aparecimento de novas aftas e diminuir a gravidade do surto. Bicarbonato de sódio: serve para diminuir a dor, pois destrói as células nervosas responsáveis por ela. Faz a afta demorar ainda mais a desaparecer. O bicarbonato destrói os tecidos saudáveis da mucosa.

Antiinflamatório corticóide: é muito usado em bochechos ou em pomadas apropriadas. Há também injeções antiinflamatórias que são aplicadas sobre a lesão.

Dicas
Desconfie sempre daquelas aftas quer nunca cicatrizam, e perduram por 20 a 30 dias. Nesse caso, é preciso avaliar se não há uma doença mais grave por trás, como herpes ou até mesmo Aids. Os fumantes e pessoas que gostam de bebidas fortes, tipo uisque e vodka, precisam analisar as aftas com cuidado porque correm o risco de desenvolver tumores malignos na boca.

Fonte:
http://www.santalucia.com.br/dermatologia/afta.htm














Locais de manifestação
GALO


É um tipo de hematoma formado sobre o osso do crânio. Quando tomamos batemos a cabeça, vasos sanguíneos que passam debaixo da pele se rompem e o sangue vaza. O vazamento pode gerar dois tipos de lesão: equimose (quando o sangue escorre entre os músculos e ossos) e hematoma (quando o sangue fica represado, como em uma bolsa).

Nas partes do corpo onde a pele fica muito próxima do osso (cabeça e canela, principalmente), a bolsinha de sangue faz a pele subir, formando um caroço. Isso por que é mais fácil empurrar a pele do que o osso. Naturalmente, o sangue é reabsorvido pelo organismo e o hematoma desaparece depois de alguns dias. Conforme o sangue é absorvido, o “roxo” do hematoma vai mudando de cor, graças à diminuição do nível de ferro no local.

Em casos extremos, quando o sangue não é absorvido naturalmente, o coágulo de sangue precisa ser extraído em cirurgia. Mas, para os médicos, “galo” é bom sinal: indica que o sangue não vazou para dentro do cérebro. De qualquer forma, caroços muito grandes e que demoram para abaixar devem ser avaliados por um médico, pois pancadas violentas podem rachar o crânio.

Fonte:

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

BOCEJO

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O que há por trás dessa misteriosa epidemia de bocejos? Primeiro, vamos ver o que é o bocejo. Trata-se de uma ação involuntária que nos faz abrir bem as nossas bocas e respirar fundo. Sabemos que é involuntário porque o fazemos mesmo antes de termos nascido: algumas pesquisas mostraram que fetos de 11 semanas bocejam.

Há muitas partes do corpo que participam do bocejo. Primeiro, sua boca abre e o queixo cai, permitindo que você inale a maior quantidade possível de ar. Ao inspirar, o ar enche seus pulmões, seus músculos abdominais flexionam e seu diafragma é empurrado para baixo. O ar que respira faz seus pulmões se expandirem ao máximo, e depois uma parte deste ar é expelida para fora do seu corpo.

Embora o dicionário nos diga que o bocejo é causado pela fadiga, sonolência ou tédio, os cientistas estão descobrindo que há mais por trás do bocejo do que imaginamos. Não se sabe muito sobre o motivo de bocejarmos ou se ele serve para algo de útil, e também não foram feitas muitas pesquisas sobre o assunto. Mas há muitas teorias. Veja abaixo as três mais comuns.

•Teoria física - nossos corpos induzem o bocejo para obter mais oxigênio e retirar um acúmulo de dióxido de carbono. Esta teoria ajuda a explicar o motivo de bocejarmos quando estamos em grupos. Grupos grandes de pessoas produzem mais dióxido de carbono, o que significa que nossos corpos criam o bocejo para conseguir mais oxigênio e se livrar do excesso de dióxido de carbono. No entanto, se nossos corpos nos fazem bocejar para obter o oxigênio de que precisamos, por que não bocejamos durante os exercícios? Robert Provine, um psicólogo da Universidade de Maryland, no Condado de Baltimore (em inglês), e um dos maiores especialistas em bocejo, testou esta teoria. Dar oxigênio a pessoas e diminuir a quantidade de dióxido de carbono no ambiente onde elas estavam não diminuiu a quantidade ou impediu que os bocejos acontecessem.

Teoria da evolução - há quem ache que o bocejo começou com nossos ancestrais, que costumavam bocejar para mostrar seus dentes e intimidar os outros. Um desdobramento dessa teoria é a idéia de que o ato de bocejar se desenvolveu nos primeiros homens como um sinal para que mudassem o que estavam fazendo.

•Teoria do tédio - o dicionário diz que o bocejo é causado por tédio, fadiga ou sonolência. Embora tenhamos a tendência de bocejar quando estamos entediados ou cansados, esta teoria não explica o motivo pelo qual os atletas bocejam antes de uma competição. Não parece provável que eles fiquem entediados com o mundo inteiro os assistindo.

A verdade nua e crua é que, embora os seres humanos provavelmente bocejem desde que foram criados, ainda não temos a mínima idéia do motivo. Talvez sirva sim para algum propósito saudável, pois é verdade que nos faz obter mais ar e nossos corações batem mais rápido do que o normal, mas os exercícios fazem a mesma coisa. Ainda há muito que não entendemos sobre nossos próprios cérebros, o que torna possível que o bocejo seja disparado por alguma área do cérebro que ainda não descobrimos. Mas uma coisa que sabemos é que bocejar não é algo limitado ao homem. Cachorros, gatos e até peixes bocejam, o que nos leva de volta à idéia de que o bocejo é alguma forma de comunicação.


sábado, 11 de dezembro de 2010

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

O Processo de Enfermagem indica um trabalho profissional  específico e pressupõe uma série de ações dinâmicas e interrelacionadas para sua realização, ou seja, indica a adoção de um determinado método ou modo de fazer (Sistematização da Assistência de Enfermagem), fundamentado em um sistema de valores e crenças morais e no conhecimento técnico-científico da área. Na literatura, costuma ser descrito como o ponto focal, o cerne ou a essência da prática da Enfermagem.

Pode-se definir o Processo de Enfermagem como:

1) um instrumento tecnológico de que lançamos mão para favorecer o cuidado, para organizar as condições necessárias à realização do cuidado e para documentar a prática profissional; ou

 2) um modelo metodológico que nos possibilita identificar, compreender, descrever, explicar /ou predizer as necessidades humanas de  indivíduos, famílias e coletividades, em face de eventos do ciclo vital ou de problemas de saúde, reais ou potenciais, e determinar que aspectos dessas necessidades exigem uma intervenção profissional de enfermagem.

O que os agentes da Enfermagem fazem?

(ações e intervenções de enfermagem), tendo como base o julgamento sobre necessidades humanas específicas (diagnóstico de enfermagem), para alcançar resultados pelos quais se é legalmente responsável (resultados de enfermagem)4.


O significado atribuído ao Processo de Enfermagem e o modo como ele é aplicado à prática profissional são dinâmicos, modificando-se ao longo do tempo e de acordo com os diferentes cenários da prática assistencial.

A expressão Processo de Enfermagem ainda não era utilizada na segunda metade do século XIX, muito embora, à época, Florence já enfatizasse a necessidade de ensinar as enfermeiras a observar e a fazer julgamentos sobre as observações feitas7. Sua introdução formal na linguagem profissional ocorreu nos anos 50 do século XX, sob influência do método de solução de problemas, cujas raízes eram o método  científico de observação, mensuração e análise de dados. Observa-se, nesse momento histórico, a ênfase no ensino do método de solução de problemas nas escolas de enfermagem, durante o que se destacava a importância da coleta sistemática e análise de dados, realizadas com rigor metodológico 6.

Em 1967, o Processo de Enfermagem foi descrito por Helen Yura e Mary B. Walsh com quatro fases: coleta de dados, planejamento, intervenção e avaliação. Ao descrevê-lo, as duas  autoras enfatizaram as habilidades intelectuais, interpessoais e técnicas que consideravam ser necessárias e essenciais à prática profissional e, portanto, aspectos significativos para a  execução do Processo de Enfermagem8.

Em 1973, foi realizada a primeira conferência para classificação de diagnósticos de enfermagem em que, usando tanto o processo de raciocínio dedutivo quanto o indutivo, as participantes elaboraram e aprovaram a primeira listagem de problemas/situações que eram reconhecidos na prática como pertencentes ao domínio independente da profissão1,3.

O termo diagnóstico estava presente na literatura da área desde 1950, quando Louise McManus, em conferência pronunciada no Teachers College, em Nova Iorque, se referiu à função específica da enfermeira como sendo a identificação ou diagnóstico do problema e o reconhecimento de seus aspectos inter-relacionados, assim como a decisão sobre as ações a serem implementadas para sua solução. Entretanto, até 1973, a etapa diagnóstica não estava incluída no Processo de Enfermagem. Em vista desse fato, pode-se afirmar que o movimento de identificação e classificação de diagnósticos de enfermagem marcou o início de uma nova geração do Processo de Enfermagem e, acima de tudo, o início de uma nova era para a Enfermagem, que avança progressivamente, desde então, para sua estruturação definitiva como uma Ciência1,3.

O foco da terceira geração do Processo de Enfermagem, iniciada por volta dos anos 1990, se volta agora para a especificação e testagem na prática de resultados do paciente que sejam sensíveis à intervenção profissional. Uma vez que um diagnóstico de enfermagem é feito, especifica-se um resultado a ser alcançado e cria-se com isso uma dupla obrigação, a de intervir e, em seguida, avaliar a eficácia da intervenção realizada.

Segundo a literatura, nas décadas de 1920 e 1930 começaram a ser publicados estudos de caso envolvendo a análise e a avaliação sistemáticas de um cliente ou grupo de clientes similares, para promover a compreensão acerca da situação e das intervenções de enfermagem que se faziam necessárias9. Com o emprego dos estudos de caso, observaram-se o início do uso de instrumentos de coleta de informações sobre os pacientes, a análise e formulação de julgamentos clínicos sobre as informações coletadas e a diferenciação entre o que seria intervenção médica e de enfermagem, listadas separadamente7. Dessa forma, há uma indiscutível relação entre os estudos de caso e o aparecimento dos primeiros planos de cuidado de enfermagem.

Fonte:

1. Garcia TR, Nóbrega MML. Processo de enfermagem e os sistemas de classificação dos elementos da prática profissional: instrumentos metodológicos e tecnológicos do cuidar. In: Santos I, Figueiredo NMA, Padilha MICS, organizadores. Enfermagem assistencial no ambiente hospitalar: realidade, questões, soluções. 1aed. São Paulo (SP): Atheneu; 2004. v. 2, p. 37-63.

2. Garcia JCR. Novas relações na transferência do conhecimento:patente, tecnologia, inovação. [tese de doutorado]. Rio de Janeiro (RJ): Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação/IBICT; 2004.

3. Garcia TR, Nóbrega MML, Carvalho EC. Processo de enfermagem: aplicação à prática profissional. Online Brazilian Journal of Nursing [on- line] 2004 ago; 3(2): [aprox.8 telas] Disponível em: www.uff.br/nepae/objn302garciaetal.htm

4. International Council of Nurses (ICN). International Classification for Nursing Practice – ICNP® Version 1. Geneva; 2005.

5. Espirito Santo FH, Porto IS. De Florence Nightingale às perspectivas atuais sobre o cuidado de enfermagem: a evolução de um saber/ fazer. Esc Anna Nery 2006 dez; 10(3): p.539-46.

6. Pesut DJ, Herman JA. Clinical reasoning: the art and science of critical and creative thinking. Albany (NY): Delmar; 1999.

7. McGuire AD. The genesis and nature of nursing diagnosis. In: Carlson JH, Craft CA, McGuire AD, Popkess-Vawter S. Nursing diagnosis: a case study approach. Philadelphia (USA)): W. B. Saunders; 1991. p.3-19.

8. Yura H, Walsh MB. The nursing process: assessment, planning, implementation and evaluation. New York (USA): Appleton-Century-Crofts; 1967.

9. Burns N, Grove SK. The practice of nursing research: conduct, critique and utilization. 2nded. Philadelphia (USA): W.B. Saunders;1993.


O Processo de Enfermagem é um método para a organização e prestação de assistência de Enfermagem. Seus componentes (abordagem, Diagnóstico de Enfermagem, planejamento, implementação e avaliação) fornecem a estrutura organizacional para a realização do propósito do processo. “É uma abordagem intencional de solucionar problemas para atender às necessidades de assistência à saúde dos pacientes e de Enfermagem. Todos O processo é cíclico e todas as etapas são interligadas, interdependentes e recorrentes” (NETTINA, 1999).

Os propósitos do processo de cinco etapas são:

Identificar as necessidades de assistência de saúde do paciente, estabelecer um plano de tratamento e completar intervenções de Enfermagem para satisfazer aquelas necessidades. O processo de Enfermagem é uma abordagem de solução de problemas para satisfazer as necessidades de enfermagem e de cuidados de saúde de uma pessoa.

O processo de Enfermagem é subdividido básicamente em cinco fases:

1 – Histórico de Enfermagem;
2- Diagnóstico de enfermagem (diagnóstico propriamente dito e problemas colaborativos);
3 – planejamento;
4 – Implementação (prescrição) e
5 – Avaliação.

O termo “Processo de Enfermagem” foi introduzido pela primeira vez em 1955. Desde então a
idéia vem sendo amadurecida. Em 69, Dolores Little e Doris Canevali usaram um processo de quatro etapas que combinava avaliação do estado de saúde e determinação do problema.  70, Ruth  Freeman e Janet Heirich introduziram um Processo de Enfermagem em seis etapas para Enfermagem comunitária. Os Enfermeiros práticos e os educadores em Enfermagem começaram a usar regularmente o processo com cinco etapas. Desde 1973, a Associação Norte Americana de Enfermagem tem organizado bianualmente conferências nacionais sobre a classificação de Diagnósticos de Enfermagem (POTTER & PERRY, 1998).

“Quando as Enfermeiras prestam assistência aos pacientes, elas o fazem de maneira sistemática e científica” (ATKINSON & MURRAY, 1989). Esta técnica assemelha-se aos demais métodos de resolução de problemas, empregados no dia a dia por qualquer indivíduo.
Empregando processo de Enfermagem, o Enfermeiro coleta as informações relevantes relacionadas às necessidades de assistência de saúde do paciente e analisa os dados, baseado na observação direta, através de exames físicos e anamnese e através de exames laboratoriais, radiológicos. Enfim, qualquer dado que o leve a identificar os problemas passíveis de serem resolvidos independentemente pela enfermagem.

E partir daí, ele identifica os problemas, detecta as necessidades, ou seja, formula um diagnóstico, o Diagnóstico de Enfermagem. Em seguida, a Enfermeira determina quais as expectativas pode-se ter a serem atingidas com o paciente (objetivos). Ela considera então as diversas ações de Enfermagem que possam resolver ou reduzir o problema identificado. E escolhe aquelas com maiores probabilidades de atingir os resultados desejados. Esta etapa é denominada planejamento. São estabelecidos prioridades, os objetivos, os cuidados e os prazos para a resolução parcial ou total do problema identificado.O processo de enfermagem só funciona como um todo integrado, com as etapas sendo interrelacionadas, interdependentes e recorrentes.

Então a equipe de Enfermagem implementa ações prescritas pelo Enfermeiro, realizando a fase e intervenção de Enfermagem ou Implementação das Ações. Por último, o Enfermeiro avalia se os objetivos foram alcançados e até que ponto foram alcançados, analisando também se suas intervenções trouxeram os resultados esperados no prazo estipulado anteriormente. Ou seja, ele avalia sua atuação mediante determinado paciente e seu problema. Uma das conseqüências do Processo de Enfermagem é um plano escrito de assistência ao cliente. “Espera-se que cada paciente tenha um plano elaborado por uma Enfermeira formada, logo após a admissão ao hospital” (ATKINSON & MURRAY, 1989).
Para GARCIA & NÓBREGA (2000) o processo de cuidar em enfermagem, ou processo de enfermagem, entendido como um instrumento metodológico que nos possibilita identificar, compreender, descrever, explicar e/ou predizer como nossa clientela responde aos problemas de saúde ou aos processos vitais, e determinar que aspectos dessas respostas exigem uma intervenção profissional de enfermagem, implica na existência de alguns elementos que lhe são inerentes. Sob o ponto de vista do Conselho Internacional de Enfermeiras (ICN, 1996), esses elementos são: o que os exercentes da Enfermagem fazem (ações e intervenções de enfermagem), tendo como base o julgamento sobre fenômenos humanos específicos (diagnóstico de enfermagem), para alcançar os resultados esperados (resultados de enfermagem).

Para o Processo de Enfermagem tem sido aceito como a essência da assistência de Enfermagem. Embora as etapas deste processo tenham sido delineadas de diversas maneiras por muitos líderes de Enfermagem, os pontos comuns encontrados em todas as definições são: avaliação, Diagnóstico de Enfermagem, o planejamento, implementação e análise final.

Para a Enfermagem, o descaso com o registro sistemático dos elementos anteriormente mencionados (diagnóstico, ações/intervenções e resultados de enfermagem) pode resultar, por um lado, em ausência de visibilidade e de reconhecimento profissional; por outro lado, o que é talvez mais sério, em ausência ou dificuldade de avaliação de sua prática (GARCIA & NÓBREGA, 2000). Ainda segundo GARCIA e NÓBREGA (2000), “Idealmente, para que o processo de enfermagem, conforme o concebemos, possa ocorrer, torna-se necessário que o cliente comunique (verbal e/ou corporalmente) disponibilidade para envolver-se, expressando suas expectativas, valores, crenças, atitudes, preocupações e ansiedades relativas à situação que vivencia, e que participe ativamente na identificação de suas necessidades de cuidado, assim como na tomada de decisão acerca das metas pretendidas e dos caminhos para alcançá-las. Por sua vez, os exercentes da Enfermagem, aqui entendidos como os agentes do cuidado, devem acolher o cliente comunicando (verbal e/ou corporalmente) disponibilidade para compreender a situação vivenciada por ele, ajudando-o a expressar suas expectativas, valores, crenças, atitudes, preocupações e ansiedades; a identificar e compreender aspectos envolvidos na situação; e a reconhecer suas necessidades de saúde, de modo a facilitar sua participação ativa e a fortalecer os mecanismos de resolução positivos, para que alcance a meta do processo – a promoção, manutenção ou restauração de sua autonomia e de uma qualidade de vida digna  e saudável.”


Fonte:
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxlbmZnbGF1Y298Z3g6MzMyNmNhYzk0YWY0NDRjMA&pli=1 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A IMPORTANCIA DO PROCESSO DE ENFERMAGEM

O Processo de Enfermagem é uma tentativa de melhorar a qualidade de assistência ao cliente. A assistência de Enfermagem é planejada para alcançar as necessidades específicas do paciente, sendo então redigida de forma a que todas as pessoas envolvidas no tratamento possam ter acesso ao plano de assistência. Quando este plano não é redigido, observam-se omissões e repetições (ATKINSON & MURRAY, 1989). existindo um plano escrito a Enfermeira é capaz de prestar assistência que incluam preferências individuais e as necessidades do cliente. Isto contribui para a continuidade da assistência de Enfermagem.

Outro benefício para o cliente é a participação na assistência. Se este se encontrar em condições de cooperar com o plano de assistência, ele adquire experiência na resolução de problemas de assistência à saúde. Além disso, quando os pacientes estão envolvidos no desenvolvimento dos planos de assistência, torna-se mais provável que colaborem com os objetivos do plano.

Segundo ATKINSON & MURRAY, (1989), além dos benefícios para o pacientes, o uso de um Processo de Enfermagem apresenta vantagens para a Enfermeira. Cada programa de Enfermagem pressupõe que a estudante possa, ao graduar-se redigir um plano de assistência e raciocinar como uma Enfermeira, utilizando o Processo de Enfermagem. Portanto o conhecimento e a capacidade de aplicar o Processo de Enfermagem são essenciais à carreira de Enfermeiro.

GARCIA & NÓBREGA (2000) durante o 52º Congresso Brasileiro de Enfermagem afirmam em sua conclusão que compreendem o processo de enfermagem como um instrumento metodológico de que lançamos mão tanto para favorecer o cuidado, quanto para organizar as condições necessárias para que este ocorra.

Ainda para ATKINSON & MURRAY (1989), “a satisfação profissional de cada Enfermeira aumenta, porque não exerce uma Enfermagem não-coordenada de tipo erro e acerto. Planos de assistência elaborados resultam em créditos para a Enfermeira, demonstrando que a Enfermagem baseia-se na identificação correta dos problemas do paciente. Um sentimento de orgulho e de realização é experimentado, quando os objetivos de um plano de assistência são alcançados e reduzem os problemas do paciente”.

O Processo de Enfermagem também contribui para o crescimento profissional de cada Enfermeira. Quando esta conclui o plano e consegue avaliar a sua eficácia em atingiras necessidades individuais de um paciente, ela aumenta a sua perícia, que pode ser adaptada para satisfazer as necessidades de outros pacientes no futuro. A medida que este aprendizado se expande pela experiência com diversos pacientes, Enfermeira ganha em conhecimento e em experiência.

Assim como o método de resolver problemas fornece a base para a precisão e pensamento disciplinado nas situações do dia a dia, o processo de enfermagem fornece a base do pensamento crítico em enfermagem. Como o método de resolver problemas, o processo de enfermagem consiste de cinco etapas projetadas para acelerar a identificação e o tratamento do problema.” (ALFARO-LEFEVRE, 1996).

GARCIA & NÓBREGA (2000) afirmam que há, uma única forma de não se aplicar o Processo de Enfermagem: evitar o encontro com a clientela que necessita do cuidado de enfermagem. Ocorrido o encontro, inevitavelmente inicia-se o processo; permitir que ele se desenvolva é permitir-se estar cuidando, razão para acreditam terem sido formadas.

Fonte:
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxlbmZnbGF1Y298Z3g6MzMyNmNhYzk0YWY0NDRjMA

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