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sábado, 3 de abril de 2010

SONDA VESICAL DE DEMORA FEMININA E MASCULINA

Sonda vesical feminina
video
Sonda vesical masculina



 
1-Finalidade:
 




Introdução de um cateter pela uretra até a bexiga com fim de diagnóstico ou tratamento.





2-Indicação e contra indicação:





Indicação: drenagem vesical por obstrução crônica, disfunção vesical (bexiga neurogênica), drenagem vesical após cirurgias urológicas e pélvicas, medida de diurese em pacientes graves, assegurar a higiene perineal e o conforto de pacientes incontinentes de urina e comatosos.
 

Contraindicação: obstrução mecânica do canal uretral, infecção do trato urinário baixo.
 




3-Responsabilidade:
 
Enfermeiro




4-Risco e pontos criticos:
 
 



 

Trauma de meato urinário;
Infecções urinárias e infecções hospitalares.




 5-Materiais:
 
Bandeja de cateterismo vesical




Sonda Foley
Bolsa coletora sistema fechado
PVPI tópico, gel hidrossolúvel (xilocaina )
Luvas de procedimento 
Luva esteril
Ampolas de água destilada
Biombo
Seringa 20 ml e 10 ml
Agulha 40 x 12
Micropore ou esparadrapo
Compressa gaze ( 3 pacotes )
 

6-Descrição da técnica  



Ação de Enfermagem  e justificativa
 

 
01- Conferir a prescrição médica;
Evitar erros
 




02- Reunir o material e levar até o paciente;




 
03- Explicar o procedimento ao paciente;




Reduzir ansiedade e propiciar cooperação
 
04- Promover a privacidade do paciente;
Mostrar respeito pela dignidade do paciente
 
05- Higienizar as mãos;






Reduzir transmissão de microrganismos


 
 06- Posicionar o paciente:
A. feminino: posição dorsal (supino com joelhos flexionados).
B. masculino: posição supina com as coxas levemente contraídas.
 
Permitir facilidade de acesso e visualização




07-Calçar luvas de procedimento e realizar a higiene íntima rigorosa com água e sabão (se paciente dependente). Orientar a higienização prévia a pacientes independentes;


Prevenir a contaminação por agentes microbianos;




8-Retirar luvas de procedimento e higienizar as mãos;





09- Abrir a bandeja de cateterismo e adicionar os materiais descartáveis (sonda de Foley, seringas, agulhas, gaze estéril e sistema coletor fechado) dentro da técnica asséptica;
 


Manipular material esterilizado sem contaminação
 
10- Calçar luvas estéreis (2 pares);
Reduzir transmissão de microrganismos


11-Adaptar a sonda de Foley ao coletor de urina sistema fechado;




Prevenir contaminação do sistema
 




12- Com auxílio de um colega, colocar gel hidrossolúvel na seringa de 20ml (se paciente masculino) e colocar água destilada em seringa de 10ml;
Facilitar a organização e agilizar o procedimento




'3- Testar o cuff (balonete) com a seringa de 10ml com água destilada;



Verificar a integridade do balão;
14- realizar antissepsia do meato uretral:


A. feminino:
(1) com a mão não dominante, retrair os grandes lábios e manter a posição ao longo do procedimento.

Visualização total do meato uretral. Retração total previne a contaminação do meato uretral durante a



limpeza.







(2) usando pinça na mão dominante esterilizada, pegar gazes estéreis sasturadas com solução antisséptica e limpar a área do períneo, limpando da frente para trás do clitóris na direção do ânus. Com uma nova gaze para cada área, limpar ao longo da dobra dos grandes lábios, perto da dobra dos grandes lábios e diretamente sobre o centro do meato uretral.

A limpeza reduz o número de microrganismos no meato uretral.





B. masculino:
(1) recolher o prepúcio com a mão não dominante, segurar o pênis abaixo da glande. Manter a mão não dominante na posição ao longo do procedimento.

(2) com a mão dominante, pegar uma gaze com a pinça e limpar o pênis. Fazer movimento circular do meato uretral para baixo até a base da glande. Repetir a limpeza três vezes, usando uma gaze limpa a cada vez.







A limpeza reduz o número de microrganismos no meato uretral.
15- Retirar o primeiro par de luva estéril usado na antissepsia;
16- Posicionar o campo fenestrado sobre a genitália;
17- Lubrificar a sonda com xilocaína. No homem, poderá ser injetado o lubrificante diretamente na uretra através de seringa de 20 ml.
Reduzir a fricção e a possível irritação quando da inserção da sonda;





18- Introduzir a sonda delicadamente no meato uretral até observar a drenagem de urina. Quando masculino, levantar o pênis na posição perpendicular ao corpo do paciente;
O pênis devidamente posicionado facilita a inserção do cateter;
19- Insuflar o balonete com água destilada, observando o volume marcado na sonda;
Manter a extremidade distal da sonda no interior da bexiga;
20-Tracionar vagarosamente a sonda e fixar na parte interna da coxa (mulher) e área suprapúbica (homem);






Evitar possível tensão no trígono urogenital (mulher) e tensão uretral na junção penescrotal (homem);




21- Não esquecer de reposicionar o prepúcio e remover o excesso de anti-séptico da área meatal;
O reposicionamento evita constrição do prepúcio atrás da glande do pênis – parafimose. A remoção do excesso de antisséptico impede a irritação do tecido pelo contato prolongado com o antisséptico;

22- Prender o coletor na parte inferior da cama após colocar a data, hora e nome do funcionário;


Evitar refluxo de urina da bolsa para a bexiga
23-Auxiliar o paciente a ficar numa posição confortável. Lave e seque a área perineal conforme for necessário;
Manter conforto e segurança






24- Encaminhar o material utilizado ao expurgo;






25- Retirar luvas e higienizar as mãos;
Reduzir transmissão de microrganismos
26- Checar o procedimento;
Informar que a ação foi realizada
27- Realizar as anotações de enfermagem no prontuário
Documentar o cuidado e subsidiar o tratamento; Artigos 71 e 72 do Código de Ética dos Profissionais
de Enfermagem (Responsabilidades e Deveres).






7-Recomendações
Em pacientes acamados, com sonda vesical, deve-se fazer higiene íntima após cada evacuação.


Sondas utilizadas para cateterismo vesical: em adolescentes (nº 10 ou 12), em adultos (nº 14 ou 16), em gestantes (nº 14) e sonda de alivio (nº 10 ou 12).

Em alguns casos de retenção urinária pode ser colocada bolsa de água morna ou compressas na região suprapúbica.

Observar e anotar o volume urinário, cor e o aspecto.


Desinsuflar o balão na retirada da sonda vesical, observar e anotar a primeira micção espontânea.


O sistema de drenagem deve ser obrigatoriamente “fechado” e trocado toda a vez que for manipulado


inadequadamente. Não há um intervalo ideal preconizado para a troca da sonda, mas recomenda-se a sua retirada precocemente.

Não abrir o sistema de drenagem, para realizar coleta de exames.

Indicações para troca do cateter e sistema coletor: obstrução, presença de grande quantidade de resíduos no sistema, presença de incrustações visíveis e urina com aspecto purulento, febre de origem
não determinada sem outra causa reconhecida, desconexão acidental ou ruptura, violação e contaminação do sistema por técnica inapropriada na instalação e manuseio.


Retirada da sonda vesical de demora, diminui a incidência de infecção urinaria.

Não realizar lavagem da sonda vesical sem recomendação médica.


Os coletores de urina devem ser esvaziados a cada 6 horas e nunca devem ser posicionados em um nível acima do púbis;
Realizar higiene perineal com água e sabão, e do meato uretral, pelo menos 2X ao dia.





Fonte:

1.ARCHER, Elizabeth et al.

Procedimentos e protocolos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.

2.ATKINSON, Leslie D.; MURRAY, Mary Ellen.
 


Fundamentos de enfermagem: introdução ao processo de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.

3.BRASÍLIA. Secretaria de Estado de Saúde. Núcleo de Prevenção à Infecção Hospitalar.

Manual de recomendações de prevenção e controle das infecções em estabelecimentos de saúde Brasília, 2005.


4.CARMAGNANI, Maria I. S. et al.

Procedimentos de enfermagem: guia prático. Rio de Janeiro: Guanabara








 

 







 







 
 
 
 
 
 

 
 










 
 

 




 

 
 
 
 
 

 
 








 
 





 
 

  
 








 



 







 

 
 


 


 

 



 


 



 
 







 

 

 

 
 

 
 








 

 







 
 



 
 



 
 
 

 
 
 
















 









 

 

 
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5 comentários:

Gloria Neves disse...

Eu simplesmente amei vi repetidas vezes os videos. Aprendi melhor vendo do que lendo até pus a pagina entre os meus favoritos Parabens!!!!!

enfermagem disse...

gostaria de saber se sonda de demora é a mesma sonda de alivio ou so muda o nome tenho pesquisado mais ainda não encontrei resposta concreta

Anônimo disse...

Olha é só uma sujestão, a cor do site está muito ruím a visualização, a cor de fundo esta com o ton muito escuro e deificulta a visualização do texto. obrigada

Anônimo disse...

Gostaria de pedir que acrescentem um conteúdo sobre a sistematização da assistência de enfermagem na Ancilostomose e teníase cistecercose, não estou encontrando me ajudem... Obrigada

Anônimo disse...

olá...como estamos todos aqui para aprender,então...como esse é um precedimento esterio temos q ter muito cuidado,uma vez a mão esquerda colocada na regiao vaginal da mulher,vc não tira mais ela do lugar,pois ela ja está contaminada,entao vc só usarará a mão direita pra tudo q vc for fazer,e outra a sonda tenq ser testada antes,nada de ja colocar o gel,vc pega ejeta uns 10 ml de ar,e se criar a bolinha vc tira o ar,isso quer dizer q está ok...caso estiver tudo certinho,podemos passar a sonda...

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