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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

EPILEPSIA
É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos e se expressa por crises epilépticas repetidas.

Causas:

A causa pode ser uma lesão no cérebro, decorrente de uma forte pancada na cabeça, uma infecção (meningite, por exemplo), neurocisticercose ("ovos de solitária" no cérebro), abuso de bebidas alcoólicas, de drogas, etc. Às vezes, algo que ocorreu antes ou durante o parto. Muitas vezes não é possível conhecer as causas que deram origem à epilepsia.


Sintomas:

As crises epilépticas podem se manifestar de diferentes maneiras:

A crise convulsiva é a forma mais conhecida pelas pessoas e é identificada como "ataque epiléptico". Nesse tipo de crise a pessoa pode cair ao chão, apresentar contrações musculares em todo o corpo, mordedura da língua, salivação intensa, respiração ofegante e, às vezes, até urinar.

A crise do tipo "ausência" é conhecida como "desligamentos". A pessoa fica com o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos. Por ser de curtíssima duração, muitas vezes não é percebida pelos familiares e/ou professores.

Há um tipo de crise que se manifesta como se a pessoas estivesse "alerta" mas não tem controle de seus atos, fazendo movimentos automaticamente. Durante esses movimentos automáticos involuntários, a pessoa pode ficar mastigando, falando de modo incompreensível ou andando sem direção definida. Em geral, a pessoa não se recorda do que aconteceu quando a crise termina. Esta é chamada de crise parcial complexa.

Existem outros tipos de crises que podem provocar quedas ao solo sem nenhum movimento ou contrações ou, então, ter percepções visuais ou auditivas estranhas ou, ainda, alterações transitórias da memória

Tratamento:

O tratamento das epilepsias é feito através de medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epilépticas. Acredita-se que pelo menos 25% dos pacientes com epilepsia no Brasil são portadores em estágios mais graves, ou seja, com necessidade do uso de medicamentos por toda a vida, sendo as crises freqüentemente incontroláveis e então candidatos a intervenção cirúrgica. No Brasil já existem centros de tratamento cirúrgico aprovados pelo Ministério da Saúde.

Como proceder durante as crises:

- coloque a pessoa deitada de costas, em lugar confortável, retirando de perto objetos com que ela possa se machucar, como pulseiras, relógios, óculos;

- introduza um pedaço de pano ou um lenço entre os dentes para evitar mordidas na língua;

- levante o queixo para facilitar a passagem de ar;

- afrouxe as roupas;

- caso a pessoa esteja babando, mantenha-a deitada com a cabeça voltada para o lado, evitando que ela se sufoque com a própria saliva;

- quando a crise passar, deixe a pessoa descansar;

- verifique se existe pulseira, medalha ou outra identificação médica de emergência que possa sugerir a causa da convulsão;

- nunca segure a pessoa (deixe-a debater-se);

- não dê tapas;

- não jogue água sobre ela.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

Posicionamento correto do doente durante a crise convulsiva (Posicionamento em decúbito lateral para facilitar a drenagem da saliva e evitar aspiração). Evitar entrar em pânico, proporcionando ao doente um ambiente calmo e seguro. Deve observar e registar a evolução dos sinais e sintomas na crise e não realizar qualquer tentativa para restringir a movimentação do doente, já que tal procedimento pode causar-lhe lesões. Importante registar o início e duração da crise, onde começaram os movimentos ou se a postura é de rigidez, posição dos globos oculares e desvio da cabeça, tamanho das pupilas, avaliar o estado de consciência e verificar se houve incontinência de esfíncteres e se após a crise verificar se há confusão, paralisia ou fraqueza muscular.

Pedir ajuda quando o ataque epiléptico se prolonga durante muito tempo, ou as convulsões são repetidas e diferentes de outras vezes, deve recorrer com urgência ao Hospital. Durante uma crise convulsiva o principal objectivo é prevenir traumatismos físicos ou psicológicos ao doente. O enfermeiro deve explicar ao doente que se tiver uma "aura" deve tomar medidas de proteção contra possíveis traumatismos pelo que deve adotar um posição que lhe garanta alguma segurança e conforto. Se a convulsão for precedida de aura deve-se colocar um abaixador da língua. No entanto está contra indicado a abertura da boca durante a convulsão, porque é susceptível de causar traumatismo. Posicionar o doente em decúbito lateral com a cabeça ligeiramente fletida para a frente, permitindo a projeção da língua para evitar mordeduras. Aspiração de secreções SOS; Manter as vias aéreas desobstruídas, durante a convulsão fase tónica há suspensão da respiração pelo que se necessário administrar oxigénio. Deve proporcionar-se privacidade e conforto ao doente. Após a convulsão deve-se manter o doente em decúbito lateral, para prevenir aspiração. Reorientar o doente ao despertar, quanto ao ambiente que o rodeia

Administração de anticonvulsivante se prescrito.

Registar todos os acontecimentos antes, durante e após a convulsão.



Fonte:

Liga Brasileira de Epilepsia
Associação Brasileira de Epilepsia
Universidade Federal de São Paulo
Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da  Saúde
http://www.scribd.com/doc/2373675/Cuidados-de-enfermagem-ao-doente-com-epilepsia















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