Click here for Myspace Layouts

Translate

Pesquisa personalizada

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CERUME


A cera que retiramos de forma errada do ouvido é produzida pelas glândulas ceruminosas que se localizam na parte externa do ouvido. Essas têm a função de proteger a pele do canal auditivo que é bastante fina e frágil contra possíveis microorganismos e ainda poeira e partículas de areia.
Também conhecida como cerume, a cera é composta por óleos, gorduras e enzimas. Ao contrário do que se pensa, a cera só deve ser removida do ouvido quando pode ser visualizada na orelha, ou seja, quando é expelida pelo ouvido. Infelizmente aprendemos desde pequenos a limpar o ouvido com hastes de algodão, o que é errado de se fazer, principalmente quando a haste é introduzida pelo canal, pois esse mau hábito empurra a cera já expelida e ainda a haste pode perfurar o tímpano e provocar problemas auditivos. A cera quando está cheia de pó de areia e poeira seca dentro da orelha e se solta com facilidade, tornando a limpeza ainda mais fácil.
Quando um indivíduo empurra a cera de volta para o canal auditivo ou ainda quando esta se acumula dentro do canal, é necessário que um especialista faça a remoção da mesma utilizando métodos apropriados para cada caso, como lavagem, aspirações ou ainda removendo com instrumentos adequados.

De forma correta, a limpeza do ouvido deve ser feita superficialmente e somente na parte externa do ouvido e na orelha. Se porventura houver um acidente e a perfuração do tímpano, deve-se procurar um médico imediatamente para que este faça o tratamento o quanto antes, dificultando assim o aparecimento de infecções.

Fonte:

segunda-feira, 29 de novembro de 2010



LEUCONÍQUIA



Mancha branca nas unhas

Nossas unhas são estruturas muito importantes para nosso organismo, elas funcionam como um apoio e proteção contra o choque, e também guarda um grande quantidade de terminações nervosas ajudam a detectar situações de risco para as mãos como baixa ou alta temperatura e pressão de um objeto ou com esforço.

Nossas unhas são reflexos da atenção que damos a nossa saúde. E por isso é normal que tenhamos tanta preocupação em mantê-las saudáveis, brilhantes e limpas! No entanto, apesar do cuidado, muitas pessoas sofrem com o aparecimento inexplicável de manchas brancas em suas unhas, fato que causa desconforto não só, porque alteram a sua aparência, mas pela crença de que as manchas possam ser um sinal de doença grave.

Existem dezenas de mitos sobre o aparecimento espontâneo de manchas brancas nas unhas: presentes que estão por vir, mentiras e pecados cometidos, falta de nutrientes, comer maionese demais, falta de cálcio no organismo e por aí vai! A explicação científica é bem diferente. O termo médico que define esta condição é conhecida LEUCONÍQUIA e o surgimento se dá como o resultado de “micro-quebradinhos” que acontecem na base da unha (matriz), que favorecem a formação de pequenas bolsas de ar e então, surgem as manchas brancas.

Mas é importante saber que existem condições do nosso dia a dia que tornam as unhas mais frágeis e, portanto, mais suscetíveis ao aparecimento dessas manchas: contato com água quente, o uso frequente de produtos químicos agressivos, como os de limpeza, o uso da unha como alavanca para abrir recipientes por exemplo, esforço exagerado para cortar a unha.

As manchas brancas causadas por atrito e choque não requerem a ajuda de um dermatologista, pois, como a unha cresce e as manchas vão saindo devagar. É bem verdade que muitos especialistas consideram a má alimentação como umas das causas, isso faz sentido pois a falta de nutrientes, especialmente aqueles envolvidos na formação, crescimento e desenvolvimento das unhas tornam-se mais frágeis estas lamelas e assim torná-los suscetíveis à manchas brancas.

Fonte:

domingo, 28 de novembro de 2010

SOLUÇO

O soluço é um espasmo repentino e involuntário do diafragma e é muito comum nos nenês exatamente por eles não terem os sistemas digestivo e nervoso totalmente desenvolvidos e, portanto, é muito mais difícil controlas]r os movimentos do diafragma. Ele não traz problemas para a saúde e a maioria desaparece espontaneamente em alguns minutos. Até mesmo os bebês no útero podem ter soluços.

O soluço é explicado facilmente: ocorre quando seu diafragma (músculo envolvido na respiração, que separa o tórax do abdome e recobre o estômago) entra em espasmo.

Causas
 
O soluço tem uma série de causas, inclusive indigestão e ingestão rápida de alimentos. Quando a criança come rapidamente, algumas vezes engole ar. Sem ter aonde ir, o ar engolido pode sair na forma de soluços. Seu filho pode achar o soluço bastante engraçado.

É que, quando o alimento é ingerido muito rápido ou em demasia, pode ser que a pessoa absorva um pouco de ar. E é esse "pacote" alimento/ar o principal responsável pelo soluço, porque o ar tem de sair de alguma forma, e sai como soluço.

Fonte:

sábado, 27 de novembro de 2010

ASIA

O que é azia?

Azia ou pirose é uma desconfortável sensação de queimação localizada na parte superior do abdome ("boca do estômago"), ou que se move partindo do estômago para cima, em direção à garganta.

Por que ocorre a azia?

Todos nós temos uma espécie de válvula muscular na região onde o esôfago – tubo muscular que transporta o alimento desde a garganta até o estômago – se une ao estômago. Por algumas razões, esta válvula não funciona em certas pessoas, permitindo o refluxo de ácido do estômago para o esôfago, provocando um mal chamado Doença por Refluxo Gastroesofágico (DRGE).

Quais são os sintomas da DRGE?

O sintoma mais comum é justamente a azia ou pirose, mas existem outros sintomas associados ou não à azia. Entre eles, merecem destaque: regurgitação do conteúdo do estômago para a boca, sobretudo após as refeições; eructações (arrotos); sialorréia (produção excessiva de saliva); disfagia (dificuldade para engolir);rouquidão; engasgos ou crises de asma quando se está deitado; dor no peito, simulando problemas cardíacos.

Por que ocorre o refluxo?

A razão pela qual o conteúdo do estômago reflui para o esôfago tem a ver com o funcionamento de um anel muscular chamado esfíncter do esôfago, localizado na junção entre os dois órgãos. Este anel existe para evitar que o conteúdo do estômago volte para o esôfago. Ele deve se abrir apenas quando você engole algum alimento; no restante do tempo, ele deve permanecer fechado, evitando assim o refluxo. Nos pacientes com DRGE, este esfíncter não funciona adequadamente: ou é muito fraco ou se abre em momentos impróprios.

Por que o suco gástrico é nocivo para o esôfago e não para o estômago?

O revestimento interno do tubo digestivo é feito de acordo com a função de cada segmento. Desta forma, o esôfago, que tem a função apenas de conduzir o alimento da boca até o estômago, apresenta um revestimento bastante simples. Já o estômago produz grandes quantidades de ácido clorídrico e outras substâncias corrosivas, fundamentais para a digestão dos alimentos. Por isso o seu revestimento é reforçado e protegido. Quando o seu conteúdo atinge o esôfago, pode provocar inflamação, erosões e até úlceras.

Quando devo procurar o médico?

Se você tem azia freqüentemente (mais de três vezes por semana) ou apresenta sintomas sugestivos de refluxo noturno (tosse, rouquidão, crises de asma noturna), você deve procurar ajuda médica.

Esta coluna foi escrita pelo médico José Alves de Freitas (e-mail jalves@zup.com.br), com o apoio da Janssen-Cilag. Ele é doutor em Gastrenterologia pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (Unifesp-EPM) e é professor adjunto de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Catanduva.

Como posso prevenir o refluxo, a azia e a queimação?

Se seus sintomas são leves ou pouco freqüentes, é possível evitá-los, na maioria das vezes, com as seguintes precauções: comer devagar e mastigar bem os alimentos; evitar refeições volumosas; não se deitar logo após as refeições; evitar alimentar-se duas a três horas antes de dormir; diminuir o consumo de bebidas alcoólicas; abolir o fumo; perder peso, se necessário; reduzir o estresse; tentar manter postura adequada; não usar roupas ou cintas apertadas.

Como é feito o diagnóstico da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)? O diagnóstico é feito com a história clínica, ou seja, com os sintomas e a realização de endoscopia digestiva. Em alguns casos, os sintomas são tão característicos que são suficientes para se fazer o diagnóstico. Mesmo nestes casos, a endoscopia é importante para a sua confirmação. Trata-se de um exame simples que consiste na introdução de uma microcâmera no interior do esôfago, permitindo não só visualizar todo o órgão, mas também fotografar, filmar e, se necessário, coletar material para exame. Este processo não é doloroso e, para sua realização, é necessário apenas anestesia local da garganta, utilizando-se anestésico em spray ou geleia, e leve sedação.

Boas novas: seu médico pode ajudar muito:

O tratamento da DRGE normalmente é demorado e requer visitas freqüentes ao médico. É preciso lembrar que a doença não é igual em todos os pacientes. Os sintomas surgem por diversas causas e em diferentes ocasiões. Além disso, a doença apresenta vários graus de gravidade. Além de uma série de recomendações a respeito da dieta e dos hábitos de vida, existem hoje medicamentos muito eficazes não só para aliviar os sintomas, mas também para cicatrizar as lesões. Os mais utilizados são de dois grupos: os que visam neutralizar ou inibir a secreção de ácido do estômago e aqueles que promovem o funcionamento adequado da válvula que existe entre o esôfago e o estômago. É importante ter em mente que somente o médico pode dar a orientação correta para o seu caso. Evite, portanto, tomar remédios por conta própria ou por recomendação de terceiros, pois alguns medicamentos podem melhorar os sintomas encobrindo doenças mais graves, ou ainda interagir com outras substâncias e causar sérios problemas à sua saúde.



Fonte:http://www.py2gea.com.br/saude%20e%20cia/azia.html
http://veja.abril.com.br/010801/p_126.html




TRAQUEOSTOMIA



A traqueostomia é um dos recursos que podem ser usados para facilitar a chegada de ar aos pulmões quando existe alguma obstrução no trajeto natural.

Traqueostomia é uma pequena abertura feita na traquéia, que fica na parte anterior do pescoço, próxima ao "pomo de Adão". Neste local, é introduzido um tubo de metal (chamado cânula traqueal) para facilitar a entrada de ar.


Quando acontece a obstrução à passagem de ar?




Quando há a presença de um tumor obstruindo a garganta (laringe) que dificulta a chegada de ar aos pulmões.

Também pode acontecer depois de alguns tipos de cirurgia, quando a garganta fica inchada, o que pode dificultar a respiração. Nestes casos, é necessário fazer um abertura temporária para a passagem de ar, até que a garganta volte ao normal.

Quais são os sinais de obstrução?


Há vários sinais que podem ser sentidos. Caso apareça algum deles, procure a equipe de profissionais do seu hospital. Esclareça todas as suas dúvidas conosco.

- Acessos freqüentes de tosse;

- Sensação de asfixia, ou de "estar se afogando no seco", falta de ar;

- Respiração ruidosa (barulhenta) e com esforço ;

- Dificuldade para respirar ao deitar (dificuldade para dormir deitado);

- Falta de ar após pequenos esforços. A pele pode ficar muito pálida ou azulada;

- Engasgos freqüentes.


O paciente que faz a traqueostomia se tornará dependente dos outros?


Não. A pessoa traqueostomizada pode se cuidar sozinha, pois a traqueostomia e a cânula não interferem no dia-a-dia. Para aprender a mexer na traqueostomia e na cânula, basta um treinamento simples com a equipe de enfermagem no hospital.

No momento da alta hospitalar, na enfermaria, você receberá orientações apenas quanto ao manuseio e limpeza da subcânula.

Posteriormente, no Ambulatório de Curativos da cabeça e pescoço (localizado na Rua do Rezende, 128), o paciente e seu familiar receberão instruções sobre como colocar a cânula, como limpar sua traqueostomia e o que fazer em quaisquer situações de dificuldade. Este treinamento demora apenas alguns minutos.






 
 
 
 
 
Tipos de cânulas:
http://cms.piso5.net/index.php?option=com_content&task=view&id=68&Itemid=31



Fonte
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=116




sexta-feira, 26 de novembro de 2010

COLOSTOMIA


É um procedimento cirúrgico onde se faz uma abertura no abdome (estoma) para a drenagem fecal (fezes) provenientes do intestino grosso (cólon). É feito geralmente após a ressecção intestinal. Ela pode ser temporária ou permanente.

Descrição:

É feita uma incisão no abdome enquanto o paciente está sob anestesia profunda e sem dor (anestesia geral). O tecido sadio do intestino é preso no abdome (colostomia). Em seguida, uma bolsa adesiva para drenagem (dispositivo para o estoma) é posicionada em torno da abertura. A incisão abdominal é fechada.

Indicações:

Uma colostomia é feita quando a parte inferior do intestino grosso, o reto ou o ânus está impossibilitada de funcionar normalmente ou quando necessita de um período de repouso para as suas funções normais.

Como conviver com uma colostomia?

Nos dias de hoje, dispomos de vários recursos para melhorar a qualidade de vida dos indivíduos com colostomia.

Existem filtros para a bolsa filtrando o volume e odor dos gazes, procedimentos específicos para indivíduos com colostomia definitiva (irrigação intestinal e uso de oclusor) que requerem treinamento e autorização do médico e ou da enfermeira estomaterapeuta para ser realizada.

Caso você tenha colostomia definitiva, marque uma consulta com a enfermeira estomaterapeuta mais próxima e esclareça suas dúvidas quanto à irrigação e o oclusor.

Tipos de equipamentos

Existem vários modelos de bolsas e placas para ostomias. Diversas marcas possibilitam uma maior opção de escolha do equipamento "ideal" para o paciente ostomizado.

Os equipamentos são compostos com material hipoalergênico, barreira protetora de pele.


CUIDADOS DE ENFERMAGEM

PRÉ - OPERATÓRIO


– Orientar sobre jejum;


- Fazer Lavagem intestinal;

- Fazer Tricotomia se prescrito;

- Como o paciente tomará anestedia, costuma-se passar sonda vesical conforme PM;

- Dar suporte psicológico ao paciente, orientando-o



PÓS - OPERATÓRIO
 
 
Pós Operatórios


- Cuidados relacionados à anestedia – Se raqui, manter decúbito dorsal por 6 horas no mínimo;

- Cuidados com o local da cirurgia;

- Cuativo: observar sangramento;

- Dreno: Medicar para dor, se tiver com SNG, mantê-la aberta para drenagem;

- Anotar débito;

Fonte:
http://www.bibliomed.com.br/book/showdoc.cfm?bookid=21&bookcatid=8&bookchptrid=3271
http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/002942.htm
http://drisaacwalker.site.med.br/index.asp?PageName=Colostomia
LEI Nº 7.498, de 25 DE JUNHO DE 1986


De acordo com a Lei Nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem, fica estabelecido que:

Art. 1º - É livre o exercício da enfermagem em todo o território nacional, observadas as disposições desta Lei.

Art. 2º - A enfermagem e suas atividades auxiliares somente podem ser exercidas por pessoas legalmente habilitadas e inscritas no Conselho Regional de Enfermagem, com jurisdição na área onde ocorre o exercício.

Parágrafo único - A enfermagem é exercida privativamente pelo Enfermeiro, pelo Técnico de Enfermagem, pelo Auxiliar de Enfermagem e pela Parteira, respeitados os respectivos graus de habilitação.

Art. 3º - O planejamento e a programação das instituições e serviços de saúde incluem planejamento e programação de enfermagem.

(...)*


Art. 6º - São enfermeiros:

I - o titular do diploma de Enfermeiro conferido por instituição de ensino, nos termos da lei;

II - o titular do diploma ou certificado de Obstetriz ou de Enfermeira Obstétrica, conferidos nos termos da lei;

III - o titular do diploma ou certificado de Enfermeira e a titular do diploma ou certificado de Enfermeira Obstétrica ou de Obstetriz, ou equivalente, conferido por escola estrangeira segundo as leis do país, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Enfermeiro, de Enfermeira Obstétrica ou de Obstetriz;

IV - aqueles que, não abrangidos pelos incisos anteriores, obtiverem título de Enfermeiro conforme o disposto na alínea d do art.3°.do Decreto nº 50.387, de 28 de março de 1961.

Art. 7º São Técnicos de Enfermagem:

I - o titular do diploma ou do certificado de Técnico de Enfermagem, expedido de acordo com a legislação e registrado pelo órgão competente;

II - o titular do diploma ou do certificado legalmente conferido por escola ou curso estrangeiro, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Técnico de Enfermagem.


 
Art.8° São Auxiliares de Enfermagem:

I - o titular do certificado de Auxiliar de Enfermagem conferido por instituição de ensino, nos termos da Lei e registrado no órgão competente;

II - o titular do diploma a que se refere a Lei no.2.822, de 14 de junho de 1956;

III - o titular do diploma ou certificado a que se refere o inciso III do art.2° da Lei nº 2.604, de 17 de setembro de 1955, expedido até a publicação da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961;

IV - o titular do certificado de Enfermeiro Prático ou Prático de Enfermagem, expedido até 1964 pelo Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia, do Ministério da Saúde, ou por órgão congênere da Secretaria de Saúde nas Unidades da Federação, nos termos do Decreto-Iei nº 23.774, de 22 de janeiro de 1934, do Decreto-Iei nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, e da Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959;

V - o pessoal enquadrado como Auxiliar de Enfermagem, nos termos do Decreto-lei nº 299, de 28 de fevereiro de 1967;

VI - o titular do diploma ou certificado conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como certificado de Auxiliar de Enfermagem.


Art.9º São Parteiras:

I - a titular do certificado previsto no art.1º, do Decreto-lei no.8.778, de 22 de janeiro de 1964, observado o disposto na Lei no.3.640, de 10 de outubro de 1959;

II - a titular do diploma ou certificado de Parteira, ou equivalente, conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, registrado em virtude de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil, até 2 (dois) anos após a publicação desta Lei, como certificado de Parteira.

Art.11º - O Enfermeiro exerce todas as atividades de enfermagem, cabendo- lhe:

I - privativamente:

a) direção do órgão de enfermagem integrante da estrutura básica da instituição de saúde, pública ou privada, e chefia de serviço e de unidade de enfermagem;

b) organização e direção dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços;

c) planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços de assistência de enfermagem;

h) consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria de enfermagem;

i) consulta de enfermagem;

j) prescrição da assistência de enfermagem;

I) cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de vida;

m) cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas;

II -como integrante da equipe de saúde:

a) participação no p!anejamento, execução e avaliação da programação de saúde;

b) participação na elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde;

c) prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde;

d) participação em projetos de construção ou reforma de unidades de internação;

e) prevenção e controle sistemático de infecção hospitalar e de doenças transmissíveis em geral;

f) prevenção e controle sistemático de danos que possam ser causados à clientela durante a assistência de enfermagem;

g) assistência de enfermagem à gestante, parturiente e puérpera;

h) acompanhamento da evolução e do trabalho de parto;

i) execução do parto sem distocia;

j) educação visando à melhoria de saúde da população.

Parágrafo único - Às profissionais referidas no inciso II do art.6º desta Lei, incumbe ainda:

a) assistência à parturiente e ao parto normal;

b) identificação das distocias obstétricas e tomada de providências até a chegada do médico;

c) realização de episiotomia e episiorrafia e aplicação de anestesia local, quando necessária.

Art.12º - O Técnico de Enfermagem exerce atividade de nível médio, envol- vendo orientação e acompanhamento do trabalho de enfermagem em grau auxiliar, e participação no planejamento da assistência de enfermagem, cabendo-lhe especialmente:

a) assistência à parturiente e ao parto normal;

b) executar ações assistenciais de enfermagem, exceto as privativas do Enfermeiro, observado o disposto no parágrafo único do art. 11 desta Lei;

c) participar da orientação e supervisão do trabalho de enfermagem em grau auxiliar;

d) participar da equipe de saúde.

Art.13º - O Auxiliar de Enfermagem exerce atividades de nível médio, de natureza repetitiva, envolvendo serviços auxiliares de enfermagem sob supervi- são; bem como a participação em nível de execução simples, em processos de tratamento, cabendo-Ihe especialmente:

a) observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas;

b) executar ações de tratamento simples;

c) prestar cuidados de higiene e conforto ao paciente;

d) participar da equipe de saúde.

Art.15º - As atividades referidas nos arts. 12 e 13 desta Lei quando exercidas em instituições de saúde, públicas e privadas, e em programas de saúde, somente podem ser desempenhadas sob orientação e supervisão de Enfermeiro.

*Obs: Os artigos e itens não citados aqui foram vetados pelo Governo Federal.


Fonte:
http://hospitalgeral.com.br/1_prof/tec_assist/div_enferm/rotinas.htm

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

ESCALA DE DISTRICUIÇÃO DE PESSOAL

A distribuição de pessoal de enfermagem é uma atividade complexa, que despende tempo e requer do seu responsável conhecimentos relativos às necessidades da clientela, às características da equipe, à dinâmica da unidade e às leis trabalhistas. Esta função deve ser, também, exercida de forma racional para assegurar que a assistência de enfermagem seja prestada da melhor maneira possível.

Tipos de escalas

Escala mensal

Escala diária

Escala de férias

 
ESCALA MENSAL

Esta escala se refere a distribuição dos elementos da equipe de enfermagem em uma unidade, durante todos os dias do mês, de acordo com os turnos de trabalho (manhã, tarde e noite). A escala mensal é também chamada de escala de pessoal e de escala de folgas, pois é nela em que são registradas as folgas, férias e licenças dos elementos da equipe.

Recomendações para a elaboração da escala

Para garantir um número satisfatório de funcionários durante 24 horas por dia, as folgas dem ser planejadas. Freqüentemente, a enfermeira-chefe é a responsável pela elaboração da escala mensal, podendo esta função ser delegada a outra pessoa da equipe. Porém, a enfermeira-chefe deverá supervisionar a elaboração da escala.

Colocar o nome completo de cada funcionário e o cargo que o mesmo ocupa;

usar código para representar cada um dos turnos: M (Manhã), T (Tarde), N (Noite), e F (Folga);

ressaltar na escala os domingos e feriados;

certificar-se do número de folgas correspondentes ao mês, registrando o mesmo no rodapé da escala;

anotar, na margem direita da escala, o número de folgas que o funcionário esteja devendo em relação à escala anterior;

evitar deixar folgas de um mês para o outro, pois o acúmulo de folgas dificulta a elaboração das escalas;

verificar o dia da última folga do mês anterior, para que não haja período maior do que sete dias seguidos sem folga;

cuidar para que o retorno do funcionário de férias ocorra em dia útil;

consultar a escala anterior para verificar o último plantão noturno em que o funcionário compareceu ao trabalho no mês;

checar se há equilíbrio em número e qualificação profissional do pessoal nos plantões;

fazer com que a distribuição das folgas dos funcionários, em domingos e feriados, seja eqüitativa.


ESCALA DIÁRIA

Também conhecida como escala de atividades e escala de serviço, a escala diária tem por objetivo dividir as funções de enfermagem diariamente de maneira eqüitativa entre os funcionários, a fim de garantir a assistência e evitar a sobrecarga de alguns elementos e ociosidade de outros.

A distribuição de tarefas pode ser feita baseada nos Métodos de Prestação de Cuidados em uma unidade:


Método funcional

Distribuição do atendimento, de acordo com as tarefas, às várias categorias do pessoal de enfermagem.

Método integral

Designação de um ou mais pacientes a uma enfermeira, que dará todo o atendimento a esses pacientes durante um turno de serviço. Normalmente, este método só é utilizado em unidades de terapia intensiva.

Método de trabalho em equipe

Designação de um grupo formado por alguns funcionários da equipe de enfermagem, a fim de prestar todo o atendimento durante um turno de serviço.

ESCALA DE FÉRIAS


Também chamada de escala anual, esta escala prevê que as férias devam ser distribuídas de forma racional, para o bom transcorrer do serviço e a satisfação do pessoal.
Além de considerar as necessidades dos funcionários e da unidade, a escala de férias deve considerar também, os aspectos da legislação trabalhista.

Na constância da relação de trabalho, se o empregado comete excesso de faltas injustificadas, o empregador pode reduzir o período de descanso do empregado. Nesse sentido a CLT em art. 130 determinou um sistema de escalonamento:


Até – injustificadas                                            Direito a Férias


5 – faltas                                                                   30
6 a 14 – faltas                                                           24
15 a 23 – faltas                                                         18
24 a 32 – faltas                                                         12
Acima de 32 – faltas                                                  0

Férias - Perda do Direito - Não faz jus às férias o empregado que, no curso do período aquisitivo, houver faltado ao serviço mais de 32 vezes (inteligência do art. 130, inciso IV, da CLT) (TRT 12ª R. - RO-V 6.931/97 - Ac. 2ª T. 2.384/98 - Relª Juíza Maria Aparecida Caitano - DJSC 31.03.1998)
Mais informações: http://www.professortrabalhista.adv.br/ferias_anuais.html







Plantonistas

30h no mês ( 12 x 60 )
40h no mês ( 12x 36 )  
Serviço diurno  - SD  07: 00h às 19:00 h
serviço noturno- SN 19:00h às 07:00h

  









LICENÇA PATERNIDADE

A licença-paternidade de 5 (cinco) dias foi concedida pela Constituição Federal/88 em seu artigo 7º, XIX e art. 10, § 1º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT, o que até então era de 1 (um) dia conforme estabelecia o artigo 473, III da CLT.


NASCIMENTO DURANTE AS FÉRIAS

Quando o nascimento da criança ocorrer nos dias em que se aproxima o término das férias e a contagem dos 5 (cinco) dias ultrapassarem-no, deve-se conceder a licença-paternidade, ou seja, o empregado deverá retornar ao trabalho após o trânsito dos 5 (cinco) dias da data do nascimento da criança.

NASCIMENTO NOS DIAS QUE ANTECEDEM AS FÉRIAS


Ocorrendo o nascimento da criança em dias que antecedem o início do gozo das férias e adentrar a este início, este deverá ser protelado para o 6º (sexto) dia de trabalho subseqüente.

FORMA DE CONTAGEM DA LICENÇA-PATERNIDADE

A contagem da licença-paternidade deve iniciar-se em dia útil a partir da data do nascimento da criança. Dia útil porque é uma licença remunerada, na qual o empregado poderá faltar ao trabalho sem implicações trabalhistas, conforme determina o artigo 473, III da CLT, não existindo coerência na insistência em iniciar a licença-paternidade em dia não útil, na qual o empregado não teria da mesma forma prejuízo no seu salário.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ÍNDICE DE APGAR



Este índice foi criado por uma anestesista inglesa, Dra. Virgínia Apgar, na década de 50. É o método mais comumente empregado para avaliar o ajuste imediato do recém-nascido à vida extra-uterina, avaliando suas condições de vitalidade. Consiste na avaliação de 5 itens do exame físico do recém-nascido, com 1, 5 e 10 minutos de vida. Os aspectos avaliados são: freqüência cardíaca, esforço respiratório, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pele. Para cada um dos 5 itens é atribuída uma nota de 0 a 2. Somam-se as notas de cada item e temos o total, que pode dar uma nota mínima de 0 e máxima de 10.

Uma nota de 8 a 10, presente em cerca de 90% dos recém-nascidos significa que o bebê nasceu em ótimas condições. Uma nota 7 significa que o bebê teve uma dificuldade leve. De 4 a 6, traduz uma dificuldade de grau moderado, e de 0 a 3 uma dificuldade de ordem grave. Se estas dificuldades persistirem durante alguns minutos sem tratamento, pode levar a alterações metabólicas no organismo do bebê gerando uma situação potencialmente perigosa, a chamada anóxia (falta de oxigenação).

O boletim Apgar de primeiro minuto é considerado como um diagnóstico da situação presente, índice que pode traduzir sinal de asfixia e da necessidade de ventilação mecânica. Já o Apgar de quinto minuto e o de décimo minuto são considerados mais acurados, levando ao prognóstico da saúde neurológica da criança (seqüela neurológica ou morte)

Fonte:




terça-feira, 23 de novembro de 2010

ESCORE ABEMID


DIARRÉIA

 
É daquelas doenças que todo mundo vai ter pelo menos 1 vez durante a vida. A maioria apresenta pelo menos um episódio por ano. Na verdade, diarréia não é uma doença, e sim, uma manifestação comum de várias doenças diferentes.

Tecnicamente chamamos de diarréia toda vez que evacuamos mais de 200g de fezes por dia. Ninguém precisa pesar as fezes para saber se está com diarréia ou não. Prefiro a definição que diz que diarréia é a evacuação de fezes pastosas ou liquidas efetuada mais de 3 vezes por dia.

Diarréia aquosa como principal manifestação

Normalmente são causados pela lesão da mucosa do intestino delgado pela própria bactéria ou por toxinas produzidas somente após a ingestão do germe. Neste caso os sintomas surgem somente após 24-48h da ingestão do alimento. Vários germes como Cyclospora cayetanensis, Escherichia coli e Clostridium podem ser a causa. Infecções virais também são causas de diarreia aquosa.

Pode haver febre baixa (menor que 38ºC)

Geralmente quando várias pessoas com contato social (trabalho, escola etc...) desenvolvem diarréia mas não apresentam nenhum alimento suspeito em comum, costuma tratar-se de infecções virais, que se transmitem do mesmo modo que os vírus da gripe e do resfriado (leia: DIFERENÇAS ENTRE GRIPE E RESFRIADO )

As bactérias e toxinas agem na mucosa do intestino delgado, aumentado suas secreções e acelerando a velocidade com que os alimentos passam. Desta maneira o delgado não consegue digerir e absorver os alimentos que chegam então, em grande quantidade ao cólon. O volume de líquidos e nutrientes que chega ao intestino grosso é muito grande, impedindo sua absorção.

Mais uma vez o quadro costuma ser auto-limitado com duração de 3 a 4 dias. Não é necessário nenhum tipo de tratamento específico.

A cólera é a infecção por uma bactéria chamada Vibrio cholerae que causa uma severa diarréia aquosa. Os pacientes podem ter mais de 20 evacuações por dia e chegam a perder até 1L de água por hora. Nos casos mais graves é necessário internação para hidratação por via venosa.

Diarréia sanguinolenta ou com pus e muco

A diarréia que apresenta sangue, pus, muco ou febre alta associada, deve ser avaliada por um médico. Esse quadro é chamado de diarréia inflamatória e pode levar a sepse ou outras complicações graves (leia: O QUE SIGNIFICA E POR QUE TEMOS FEBRE ? e O QUE É SEPSE / SEPSIS E CHOQUE SÉPTICO ? )
A diarréia inflamatória é causada por bactérias como Salmonella, Shigella, Campylobacter e Escherichia coli entero-hemorrágica e acometem a mucosa do intestino grosso. Pode ser necessário o tratamento com antibióticos, porém, em caso de infecção por Escherichia coli o mesmo pode piorar a diarréia e favorecer o aparecimento de um grave doença chamada de síndrome hemolítica urêmica. Por isso, deve-se sempre realizar cultura das fezes para identificar o agente causador e indicar a necessidade ou não de antibióticos. Nunca se auto medique com antibióticos em caso de diarréias.

O uso mal indicado de antibióticos além de causar complicações, pode perpetuar a diarréia por impedir que a flora bacteriana original do intestino volte a crescer. Sem a flora natural não há digestão de alimentos no cólon e a diarréia não cessa.

Outro perigo dos antibióticos é a infecção pelo Clostridium difficile, uma bactéria que se aproveita da ausência da flora bacteriana normal para causar um diarreia inflamatória grave.

Infecções pelo Campylobacter estão associadas a Síndrome de Guillain-Barré (Leia: O QUE É A SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ ? )

Diarréia crônica

Toda diarréia com mais de 2 semanas de evolução deve levantar suspeitas sobre alguma doença do trato intestinal que não tenha origem em um intoxicação alimentar. Diarréias com mais de 1 mês de evolução são considerada diarréias crônicas e devem sempre ser investigadas.

As principias causas de diarréia crônica são as doenças inflamatórias intestinais como a Doença de Crohn e a retocolite ulcerativa (leia: ENTENDA A DOENÇA DE CROHN E A RETOCOLITE ULCERATIVA), SIDA (AIDS), infecção por amebas e outros parasitas (leia: VERMES E EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES), tumores e hipertireoidismo (leia: DOENÇAS E SINTOMAS DA TIREÓIDE )

Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável é uma causa comum de diarréia intermitente e dor abdominal. Não existe nenhuma doença orgânica que justifique o quadro. Normalmente se apresenta com diarréia e cólicas associado a períodos de estresse emocional. Alguns doentes alternam diarréia com constipação intestinal. Outros apresentam pequenas quantidade de muco nas fezes (nunca sangue). Excesso de gases intestinais também é frequente.

A síndrome do intestino irritável é uma doença benigna e pode apresentar melhora com algumas mudanças na dieta e no estilo de vida.

Síndrome de má absorção

Existem algumas doenças dos intestinos que impedem a absorção de determinados nutrientes, levando a diarréia.
Um exemplo comum é a intolerância a lactose (derivados de leite). Ocorre devido a uma deficiência na produção da lactase (enzima que digere a lactose) no intestino delgado.

Outro exemplo é a pancreatite crônica, onde a ausência do suco pancreático impede a digestão de vários nutrientes ingeridos.

A doença celíaca ocorre por incapacidade de absorver glúten, uma proteína presente no trigo e e em vários cereais.

A síndrome de má absorção também pode ocorrer por parasitoses, como na giardíase (leia: GIARDIA LAMBLIA
Sintomas e Tratamento)

Quando então procurar um médico devido a diarréia ?


•Febre alta, normalmente maior que 38,5ºC

•Diarréia severa que não melhora após 48-72h

•Desidratação

•Diarréia com sangue

•Diarréia por mais de 2 semanas

•Idosos e imunossuprimidos

Se não houver os sinais de gravidade acima, a diarréia deve ser tratada com ingestão generosa de líquidos. Quanto mais intensa for a diarréia, maior deverá ser a reposição de água. Já existem soluções prontas para hidratação à venda nas farmácias. Uma opção é o soro caseiro que pode ser feito a partir de 1 colher de chá de sal e uma colher de sobremesa de açúcar, diluídos em 1 litro de água fervida ou filtrada.

Deve-se evitar a todo custo o uso de medicamentos para interromper a diarréia. Se há uma bactéria ou toxina no trato intestinal, ela deve ser expulsa do corpo. A suspensão da evacuação em doentes infectados pode levar a sepse grave.

Remédios como o famoso Imosec® (Loperamida) só devem ser usados sob prescrição médica.

Deve-se também evitar alimentos gordurosos ou a base de leite, pois durante uma infecção intestinal a mucosa do intestino delgado está muito inflamada e não consegue absorver nutrientes complexos.

Para diminuir a contaminação, deve-se sempre lavar as mãos antes de preparar alimentos ou iniciar refeições.

Fonte:

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PIGARRO


Pigarro - Embaraço na garganta causado pelo catarro.



Fonte: 

domingo, 21 de novembro de 2010

SUOR

A glândula do suor

Uma pessoa possui aproximadamente 2,6 milhões de glândulas sudoríparas em sua pele. Estas se distribuem por todo o corpo, exceto nos lábios, mamilos e órgãos genitais externos. A glândula sudorípara fica na camada da pele chamada derme junto com as terminações nervosas, folículos capilares e assim por diante.

 diagram of skin

Basicamente, a glândula sudorípara é um longo tubo oco e espiralado formado por células. O suor é produzido na parte espiralada da derme e a parte longa é um duto que conecta a glândula à abertura ou poro na superfície externa da pele. As células nervosas do sistema nervoso simpático se conectam às glândulas sudoríparas. Há dois tipos de glândulas sudoríparas:


•glândulas écrinas - encontradas em todo o corpo, particularmente nas palmas das mãos, solas dos pés e testa;

•glândulas apócrinas - encontradas principalmente sob os braços (axila) e na área anal-genital. Terminam em folículos capilares e não em poros.

As duas glândulas diferem em tamanho, tempo de atividade e na composição do suor que produzem. Comparadas às glândulas apócrinas, as glândulas écrinas:

•são menores

•são ativas desde o nascimento (as glândulas apócrinas se tornam ativas somente na puberdade)

•produzem suor sem proteínas e ácidos graxos

As duas glândulas diferem em tamanho, tempo de atividade e na composição do suor que produzem. Comparadas às glândulas apócrinas, as glândulas écrinas:

•são menores

•são ativas desde o nascimento (as glândulas apócrinas se tornam ativas somente na puberdade)

•produzem suor sem proteínas e ácidos graxos


Como o suor é produzido

Nós suamos constantemente mesmo sem perceber. Suar é a maneira pela qual nosso corpo se livra do excesso de calor que é produzido pelo metabolismo ou pelo trabalho muscular. A quantidade de suor produzida depende de nosso estado emocional e do tipo de atividade física. O suor pode ser produzido em resposta a um estímulo nervoso, elevação da temperatura do ar e/ou exercícios físicos. Primeiro, vamos nos concentrar em como o suor é produzido em uma glândula sudorípara écrina.




 

Quando a glândula sudorípara é estimulada, as células secretam um fluido (secreção primária) similar ao plasma, ou seja, basicamente composto de água, altas concentrações de sódio e cloreto e baixa concentração de potássio, mas sem as proteínas e ácidos graxos geralmente encontrados no plasma. Esse fluido surge nos espaços entre as células (espaços intersticiais) que o recebem dos vasos sangüíneos (capilares) da derme. O fluido se desloca da porção espiralada e sobe através do duto reto (figura 2). O que acontece no duto reto depende da taxa ou fluxo de produção de suor.

•Baixa produção de suor (descanso, temperatura amena): as células no duto reto absorvem a maior parte do sódio e do cloro presentes no fluido. Isso acontece porque há tempo suficiente para a reabsorção. Além disso, a água é reabsorvida osmoticamente. Assim, pouco suor chega ao lado externo, sendo sua composição significativamente diferente da secreção primária. Não há tanto sódio e cloreto, e há mais potássio.


•Alta produção de suor (exercício físico, alta temperatura): as células, na parte reta do duto, não têm tempo hábil para reabsorver todo o sódio e cloreto da secreção primária. Assim, grande parte do suor chega à superfície da pele e sua composição é quase a mesma da secreção primária. As concentrações de sódio e cloreto são aproximadamente a metade e a de potássio é cerca de 20% maior.

Da mesma maneira o suor é produzido nas glândulas sudoríparas apócrinas. No entanto, o suor proveniente das glândulas apócrinas contém proteínas e ácidos graxos que dão a ele um aspecto mais espesso e uma coloração leitosa ou amarelada. É por isso que as manchas que aparecem nas roupas (região das axilas) são amareladas, pois o suor em si não possui cor. Quando as bactérias e os pêlos da pele metabolizam as proteínas e os ácidos graxos, eles produzem um odor desagradável. É por isso que os desodorantes e antitranspirantes são aplicados sob as axilas e não no corpo todo.

O volume máximo de suor que uma pessoa que não vive em um clima quente pode produzir é cerca de um litro por hora. Incrivelmente, se você se mudar para um clima quente como o da região Nordeste ou a Amazônia, sua capacidade de produzir suor aumentará para cerca de dois ou três litros por hora em aproximadamente seis semanas! Essa é a quantidade máxima que você pode produzir.

Para refrescar



Quando o suor evapora da superfície de sua pele, ele remove o excesso de calor e refresca seu corpo. De fato, isso se deve a um princípio da física parecido com o seguinte: para converter líquido em vapor é necessária uma determinada quantidade de calor chamada de calor de vaporização. Essa energia térmica aumenta a velocidade das moléculas da água para que elas possam escapar para o ar. Geralmente, nem todo o suor evapora, parte dele escorre pela pele. Além disso, nem toda a energia térmica produzida pelo corpo é perdida através do suor. Uma parte é irradiada diretamente da pele para o ar e outra é perdida através das superfícies respiratórias dos pulmões.

O principal fator que influencia a taxa de evaporação é a umidade relativa do ar no ambiente. Se o ar estiver úmido, ele já contém vapor d'água, provavelmente próximo da saturação e não pode absorver mais. Portanto, o suor não evapora e refresca seu corpo com tanta eficiência como faria se o ar estivesse seco.

Finalmente, quando a água do suor evapora, ela deixa os sais (sódio, cloreto e potássio) sobre a sua pele, e é por isso que ela parece salgada. A perda de quantidades excessivas de sal e água de seu corpo pode desidratá-lo rapidamente, o que pode levar a problemas circulatórios, falência dos rins e insolação. Assim, é importante beber muito líquido durante os exercícios físicos e ao ar livre sob altas temperaturas. As bebidas isotônicas contêm sais para repor essa perda.

Nervoso ou assustado?

Como mencionamos, a produção de suor também responde a seu estado emocional. Assim, quando você está nervoso, ansioso ou com medo, há um aumento da atividade do sistema nervoso simpático em seu corpo, bem como um aumento da secreção de epinefrina de sua glândula adrenal. Essas substâncias atuam sobre suas glândulas sudoríparas, particularmente aquelas nas palmas de suas mãos e axilas, para produzir suor. Assim, você sente um suor "frio". Além disso, a atividade aumentada do nervo simpático na pele altera sua resistência elétrica, que é a base da resposta galvânica da pele usada em testes do detector de mentiras.

Suor excessivo

O suor excessivo, geralmente nas palmas das mãos ou axilas, que não for causado por atividade emocional ou física, é chamado diaforese ou hiperhidrose. Freqüentemente, esse tipo de suor representa uma condição embaraçosa. Suas causas são desconhecidas, mas pode estar condicionada a:

•desequilbrios hormonais (por exemplo, a menopausa)

•glândula tireóide hiperativa (o hormônio da tireóide aumenta o metabolismo do corpo e a produção de calor)

•determinados alimentos e remédios (por exemplo café, com sua grande quantidade de cafeína)

•hiperatividade do sistema nervoso simpático

Essa condição pode ser tratada por remédios e procedimentos cirúrgicos.

Fonte:
DESMAIO


O desmaio é a perda temporária de consciência como resultado de uma diminuição transitória de fluxo de sangue para o cérebro. A tontura é uma sensação vaga de vertigem ou de que a pessoa vai desmaiar.

Existe uma fator importante sobre o desmaio que as pessoas desconhecem: O desmaio, independentemente da causa, é uma reação de defesa do organismo. Isso mesmo! Desmaiar é uma defesa natural e acontece quando o sangue não consegue atingir e irrigar o cérebro de forma suficiente. Isso provoca uma falta de oxigenação para os neurônios e a pessoa começa a perder a consciência. É como se o “organismo derrubasse o corpo” para que o sangue que está nos membros, tenha mais facilidade de chegar ao cérebro!

Algumas pessoas ao passar por emoções fortes, presenciar acidentes, ver sangue, ou até mesmo o fato de entrar em um hospital, acabam tendo uma perda parcial ou completa de consciência. Isso acontece por que, para essas pessoas, naquele momento há uma descarga de adrenalina muito intensa. Essa substância em excesso no organismo, provoca uma vasoconstrição, ou seja, as artérias diminuem a espessura e fazem o sangue chegar com dificuldade e em pouca quantidade às células cerebrais. E o que acontece quando o cérebro não recebe oxigenação? Ele simplesmente provoca a perda das capacidades cognitivas, terminando na perda parcial ou total da consciência: O desmaio!

Você se levanta muito rápido (hipotensão postural). Quando isso acontece, o sangue não tem tempo suficiente para chegar ao cérebro, provocando a tontura. Quem tem pressão baixa tende mais a ter esse problema.

Existem situações específicas, algumas doenças podem levar oo demaio, o médico deverá avaliar sua causa.

Fonte:




sábado, 20 de novembro de 2010

NÁUSEA




Náusea é definida como uma sensação desagradável associada à vontade de vomitar, acompanhada de palidez ou rubor, taquicardia e impulso do vómito.

A náusea geralmente precede o vômito, mas nem sempre a pessoa acaba de fato vomitando.

Vómito ou emese é a expulsão forçada de conteúdo do estômago ou do intestino pela boca, acompanhado pela contracção dos músculos abdominais


Quem são mais propensos a enjoar???


Embora os sofredores mais conhecidos sejam homens, os dados dos estudos sociológicos sobre o enjoo cinético mostram que são as mulheres, os idosos e as crianças (até aos 12 anos).

O cérebro regista o movimento através de três sistemas:

· O somatosensorial, formado por músculos e tendões, fornece dados sobre a posição do corpo;
· O visual, sobretudo o periférico;
· O vestibular, alojado no ouvido interno. Este sistema transmite informação sobre a posição da cabeça e sobre o movimento em relação ao eixo gravitacional. Fá-lo através dos canais semicirculares, que reagem à aceleração angular da cabeça, e dos órgãos otolíticos, encarregados de registar os movimentos horizontais e verticais. Se alguma destas informações for contraditória em relação às outras, o corpo manifesta-se através dos sintomas típicos do enjoo: náuseas, vómitos, sensação de vertigem.

A origem do enjôo tem pequena ou nenhuma relação com o estômago. O enjôo ocorre quando porções do cérebro responsáveis pela manutenção do equilíbrio recebem sinais dos olhos, ouvido interno, músculos e articulações de forma desordenada ou combinada, mas incompatível com o habitual.

Existem várias razões pelas quais uma pessoa pode ter náuseas e vômitos, incluindo:
 
O movimento de um carro, avião ou barco.
Gravidez, especialmente nas primeiras semanas e, especialmente, no período da manhã.
As infecções virais (gripe, otite ou infecção do ouvido).
Alguns medicamentos analgésicos (quimioterapia e opióides como a morfina).
Enxaqueca.
Intoxicação alimentar em ruína.
Alcoolismo.
Gastrointestinal (refluxo gastroesofágico, úlcera péptica).
A obstrução intestinal.
Irritação ou inflamação do estômago, intestino ou da vesícula biliar.
Os problemas psicológicos (eg, bulimia).
Dentre outros...


Formas de evitar o enjoo:

Fixar a vista no horizonte e manter o veículo arejado.
Num barco é melhor ficar na popa, a zona menos exposta à ondulação e, por conseguinte, a que menos se mexe.
No carro, o lugar do co-piloto permite dominar o horizonte com a vista.
No avião, peça um lugar perto das asas.
No comboio, escolha lugares dianteiros

Enjoo na gravidez

Os enjoos durante a gravidez é devido aos hormonios, ocorre alteraçoes hormonais no organismo das gestantes. Nào só o enjou é devido as alterações hormonais, mas também a pele, cabelo, espinhas pelo corpo. Existem mulheres que não sentem enjou, outras sentem apenas nos primeiros meses e tem aquelas que sentem durante toda a gravidez. Tudo por causa das alterações hormonais que o organismo sofre.

Fonte:

Política de privacidade

" O conteúdo das matérias desse portal é de caráter meramente ilustrativo e informativo. Nenhuma informação obtida a partir deste conteúdo , deverá substituir , do ponto de vista ético ou legal , a orientação de um médico ( ou de outro profissional da área da saúde ) , em relação aos aspéctos preventivos, diagnósticos e de tratamento , das diversas doenças ou condições clínicas " .

Não é finalidade deste portal a análise, comentário ou emissão de qualquer tipo de diagnóstico aos usuários, tarefa esta reservada unicamente ao seu respectivo médico de confiança, como também não é finalidade deste portal republicar artigos como sendo de minha própria autoria, ou mesmo para fins lucrativos, comerciais. Este site tem apenas a finalidade de transmitir informações interessantes a leigos e profissionais de saúde como forma de esclarecimento, dando sempre créditos aos seus autores, sem nenhum fins lucrativos.

Tenho referenciado todos os textos com autoria e fonte. Quando possível publico também o site e informações de contato do autor. Se você deseja usar algum texto publicado nesse portal, por favor, referencie. Informe com clareza a autoria e a fonte.






"O futuro pertence aqueles que acreditam na beleza de seus sonhos..."

"Amar ao próximo é amar a si mesmo." Fonte: médicos sem fronteiras.


So Enfermagem

.
Márcia Florêncio. Tecnologia do Blogger.