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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

COMO INICIAR O PROCESSO DE ENFERMAGEM ( CONTINUAÇÃO PARTE 2 )


Planejamento

O termo ações de enfermagem foi definido como “desempenho das enfermeiras na prática assistencial”, e as intervenções de enfermagem como “a ação realizada em resposta a um diagnóstico de enfermagem visando à obtenção de um resultado de enfermagem” (ICN, 1999). Ë a terceira fase do processo que visa organizar, aprazar e institui as ações de enfermagem. Para tal, o planejamento possui três subfases que são: estabelecer prioridades, metas e resultados esperados. Para se estabelecer prioridades é preciso levar em consideração a urgência dos problemas, os problemas mais críticos que recebem a maior prioridade. A hierarquia de Maslow das necessidades fornece uma estrutura útil para priorizar os problemas com importância sendo dada primeiramente às necessidades físicas. Maslow afirma que as necessidades fisiológicas em nível mais básico devem ser atendidas, ao menos parcialmente, antes de se atender as de nível mais elevado. Ou seja, qualquer problema que represente uma ameaça a vida precisa ter prioridade no atendimento. Após a identificação das prioridades serão estabelecidas as metas e as ações de enfermagem.

Existem metas imediatas, intermediarias e de longo prazo.


1. Metas Imediatas : são aquelas que podem ser alcançadas num certo período de tempo.

2. Metas Intermediárias : são aquelas que necessitam de um período de tempo mais loNgo.

3. Metas a Longo Prazo : são aquelas que necessitam de um prazo mais prolongado para serem alcançadas e que envolvem evitar maiores complicações, promove o autocuidado e a reabilitação. A organização dos resultados esperados são apresentados em termos em que eles deverão ser alcançados. Esses resultados têm de ser realistas e mensuráveis. A classificação de resultados sensíveis de enfermagem ( CRSE ) identificar os resultados esperados apropriados. As intervenções planejadas devem ser éticas e apropriadas à cultura, idade e sexo do paciente.  Junto com o cliente, o enfermeiro vai estabelecer as prioridades, o que trás diversas vantagens. Quando o cliente participa da determinação dessas prioridades tem mais uma oportunidade de demonstrar suas preocupações, contribui para melhora do relacionamento enfermeiro/paciente e o incentiva a participar positivamente das intervenções e realizar as prescrições de Enfermagem. Durante o planejamento, deve haver uma reflexão sobre o potencial para problemas futuros, a fim de prevenir o agravamento dos problemas encontrados. Para MURRAY & ATIKINSON (1989), ao se estabelecer prioridades, o Enfermeiro deve considerar:

A hierarquia das necessidades básicas de Maslow;

Os feitos das necessidades básicas de nível inferior na satisfação das mais elevadas e o inverso;
O atendimento das preferências do cliente;

O problema clínico e o tratamento.

Nesta fase, devem ser estabelecidos também os objetivos de Enfermagem. De maneira geral este objetivo é oferecer o melhor resultado possível de assistência de enfermagem pra seu cliente; aliviar ou eliminar o problema identificado como DE. Um estabelecimento de objetivos é necessário para se identificar com precisão aquilo que a enfermeira se empenha em alcançar por meio da ação e Enfermagem (MURRAY & ATIKINSON, 1989). Existem duas características de objetivos: os de curto e os de longo prazo. Os objetivos de curto prazo são aqueles que podem ser satisfeitos num período de tempo relativamente curto – alguns dias ou mesmo algumas horas. Estes são os mais comuns em hospitais; Os objetivos a longo prazo resultam de esforços por período prolongado de tempo e requerem uma atuação de enfermagem sistemática por um período de tempo mais extenso, geralmente bastante possível no trabalho em comunidades. Os “resultados esperados” (desejados) também são estabelecidos nesta fase e, de acordo com ALFARO-LEFEVRE (2000), envolvem as seguintes questões: quais são os resultados esperados e a partir de quando você espera vê-los? Pois é necessário estipular quais serão os resultados (e a que nível chegarão) e aprazar, ou seja determinar o período de tempo esperado para a concretização dos objetivos.  A partir daí, o Enfermeiro seleciona as ações de enfermagem adequadas ao problema, ao DE, sempre embasado em critérios científicos para seleção e execução dessas intervenções. O enfermeiro deve redigir o plano de assistência e o utiliza para prestar a assistência de enfermagem. A prescrição de Enfermagem, de maneira geral, pode ser executada pelos três membros da equipe de enfermagem, porém o enfermeiro vai determinar os níveis de exigência cientifica para a execução de cada intervenção.


Implementação

Esta fase refere-se à realização do plano de cuidados. A enfermeira assume a responsabilidade pela implementação, contudo a realização das intervenções pode ser feita pelo paciente e família, por outros membros da equipe de enfermagem ou por outros membros da equipe de saúde. A enfermeira supervisiona o cuidado de enfermagem. O Enfermeiro, durante nesta fase, executa ou delega as ações de enfermagem apropriadas ao auxiliar ou técnico em Enfermagem, estabelecidas no plano de cuidados. As intervenções executadas têm que ser relatadas no prontuário do cliente e/ou comunicadas ao enfermeiro do plantão seguinte. Além disso, devem estar sempre disponíveis para que todos os profissionais envolvidos com o cliente e seu tratamento tomem ciência dos procedimentos que vêem sendo realizados, mesmo que o enfermeiro que os executou não esteja presente. Isto facilita a comunicação e uma intervenção multidisciplinar integrada. O processo de intervenção envolve também um aspecto muito relevante para a continuidade da assistência: enquanto o enfermeiro cuida, ele faz avaliações constantes, contínuas sobre o estado geral do cliente. Desta forma, o enfermeiro continua avaliando o paciente em vários aspectos durante a

assistência. Observa-se, na prática diária que os enfermeiros inúmeras vezes executam intervenções, porem não realiza o processo de enfermagem de forma sistemática. Todas as etapas do processo de enfermagem são importantes e indispensáveis. Portanto, o ideal é que todas elas sejam executadas e relatadas.


Avaliação




A avaliação permite à enfermeira determinar a reação do paciente às intervenções de enfermagem e a extensão em que as metas foram alcançadas. O plano de cuidados está sujeito a mudança à medida que os problemas do paciente se modificam, que as prioridades do problema mudam, que os problemas são resolvidos e que as informações adicionais sobre o estado de saúde do paciente são colhidas. ALFARO-LEFEVRE (2000) estipula duas regras básicas para a avaliação da obtenção de resultados:


1. Determinar o atual estado de saúde e a prontidão para testar a obtenção de resultados;


2. Listar os resultados estabelecidos no planejamento.



Ainda para esta autora, existem três tipos de avaliação a se considerar:




Avaliação de resultados: enfoca os resultados do cuidado (Ex.: os resultados foram atingidos? As pessoas estão satisfeitas com os cuidados?);

 
Avaliação do processo: enfoca como o cuidado foi prestado (Ex.: as investigações e as intervenções foram realizadas consistentemente e de maneira oportuna?);

Avaliação de estrutura: enfoca o setting em que o cuidado ocorre (Ex.: o ambiente físico, os padrões da equipe e as práticas de comunicação da organização foram adequadas para o controle eficiente do cuidado?).

A avaliação no contexto do Processo de enfermagem geralmente se refere à determinação da efetividade de um plano de cuidados individual (“o paciente atingiu os resultados de maneira oportuna”). No contexto da melhoria da qualidade, a avaliação refere-se aos estudos constantes de grupos de pacientes para o exame da efetividade das práticas de fornecimento de cuidados. Os estudos de melhoria de qualidade compreensivos avaliam os resultados, o processo e a estrutura (ALFAROLEFEVRE, 2000).



Os Resultados de Enfermagem continuam a ser vistos como uma mensuração da mudança de um diagnóstico de enfermagem num período determinado de tempo, após a execução das intervenções de enfermagem. Para o CIE, a Classificação de Resultados de Enfermagem tem como propósito começar a identificar e a distinguir as contribuições específicas da Enfermagem, numa perspectiva dos resultados nos cuidados da saúde. A ênfase na eficácia de cuidados de saúde tem resultado em muitos esforços para descrever e definir resultados e medidas de resultados (ICN, 1999). Nesta etapa, o enfermeiro deve também identificar as variáveis (fatores) que podem comprometer ou alterar o resultado. Para isto, ele deve rever algumas questões:


1. Os resultados e intervenções foram realistas para este individuo?


2. As prescrições foram implantadas conforme prescritas?



3. Qual a opinião do cliente em relação aos resultados e aos cuidados?



4. Que fatores impediram ou favoreceram progresso?



Na última fase da avaliação, o enfermeiro chega a três conclusões possíveis: continuar o plano (não há fatores que identificamos atendimento, mas é exigido mais tempo); modificar o plano (os objetivos não são atingidos, porem há identificação de novos problemas ou de fatores de risco) ou terminar o plano (os resultados foram atingido, não existem problemas novos ou fatores de risco). Sendo assim, a avaliação é o estagio final, onde o enfermeiro pára e repensa suas ações de forma a validá-las positivamente ou negativamente. Ele descobre onde houve erros e acertos em sua conduta e prossegue ou retorna a avaliação inicial.



Autonomia do enfermeiro


As leis e os padrões continuam mudando a fim de refletir o crescimento da prática da enfermagem. A Enfermeira é responsável diagnosticadora é responsável para:


Reconhecer problemas médicos (Não fazer diagnóstico médico);


Antecipar complicações;



Iniciar procedimentos para assegurar o tratamento apropriado em tempo.

Os diagnósticos de enfermagem expandem os limites da tomada de decisão da enfermeira, bem como aumentam a sua independência de constrangimentos externos. Essa afirmação é de BLAGMAN (1985). Para Diná Almeida Lopes Monteiro da Cruz em seu texto (“CONTRIBUIÇÕES DO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM PARA A AUTONOMIA DA ENFERMEIRA”) apresentado no III Simpósio de 1996, em Fortaleza, CE, O diagnóstico de enfermagem pode contribuir positivamente para o incremento da autonomia da enfermeira pelas seguintes razões:


- provêm o foco da ciência clínica da enfermagem



- podem servir de referências para o desenvolvimento das intervenções de enfermagem



- provêm um universo de possibilidades para as conclusões do raciocínio clínico da enfermeira

- exigem o exercício da inferência clínica, do julgamento


- favorecem a exposição de parte do nosso fazer O desenvolvimento da autonomia e da prestação de contas acerca dos DE é estimulado à medida que a enfermagem cresce. Os limites da nossa pratica são, então, demarcados. Mas somente através do uso clínico pelos Enfermeiros e acadêmicos de enfermagem, os DE poderão ser validados e expandidos.


Com o desenvolvimento da pesquisa sobre intervenções de enfermagem para necessidades de cuidados específicas, designadas por diagnósticos de enfermagem, nós teremos subsídios tanto para o conteúdo dos processos de tomada de decisão sobre intervenções quanto para fundamentar as avaliações dos resultados. Se o desenvolvimento das intervenções indicadas para cada diagnóstico serve para auxiliar na seleção das intervenções apropriadas para cada situação específica, os próprios diagnósticos de enfermagem são um universo das possibilidades de conclusões diagnósticas. Isso pode ser mais importante do que parece à primeira vista ((CRUZ, 1997, apud GUEDES & ARAÚJO, 1997). Segundo ALFARO-LEFEVRE (1996) define o DE de duas formas:


“1. Diagnósticos de Enfermagem são respostas humanas (como as pessoas respondem a problemas ou mudanças na vida).


“2. Diagnósticos de Enfermagem são problemas que os enfermeiros devem diagnosticar e tratar independentemente.” Sendo assim, a Enfermagem aborda os DE sempre de forma independente, porém há também os problemas q envolvem alguns ou todos os membros da equipe. Desta forma, o DE confere autonomia a Enfermeira, pois é um processo independente de qualquer outro profissional. Quando as necessidades do paciente mudam, o DE também é modificado. Uma vez que aquele problema foi resolvido, o DE para aquele problema não é mais relevante.


Fonte:
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxlbmZnbGF1Y298Z3g6MzMyNmNhYzk0YWY0NDRjMA&pli=1

2 comentários:

cantalixto disse...

Olá,
Gostei muito do blog, sou acadêmica de enfermagem, e estou fazendo uma pesquisa sobre a SAE no RJ, alguém poderia me responder quais os hospitais do rio utilizam a SAE. obrigada.

Márcia Florêncio (visulaizar perfil) disse...

Vou ver para vc, e te envio a resposta, se possível me manda seu email...Beijinhos...

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