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sexta-feira, 10 de maio de 2013

ACESSO VENOSO PROFUNDO (PVP)

 
 
 
 
 
Apenas o medico está habilitado  para proceder  punções  venosas profundas.


Cuidados de enfermagem:

O enfermeiro deverá  estar atendo para o preparo do material considerando o tipo de cateter a ser utilizado, o momento da punção e a inserção do cateter, monitorização do local, a inspeção diária e sua permeabilidade.A manutenção e a manipulação da(s) via(s) do cateter venoso acompanhadas pela equipe de enfermagem, e as trocas de curativos e eventuais complicações detectadas serão comunicadas ao médico responsável.
 
A preparação psicológica do doente é extremamente importante. O enfermeiro, sempre que possível, deve explicar ao doente o que é um CVC, a sua necessidade, e alguns aspectos sobre o procedimento de colocação. Após preparação do material, pode ser necessário efectuar a tricotomia da região onde irá ser colocado o CVC. A tricotomia deve efectuar-se antes do procedimento com tesoura e nunca com lâmina, devido ao risco acrescido de colonização de pequenas escoriações acidentais.
Durante o procedimento, além de colaborar com o médico, o enfermeiro deve ter atenção a alterações que possam surgir no doente, como alterações da simetria torácica, sinais de dificuldade respiratória, cianose, dor torácica (podem ser evidências de possível embolia gasosa ou pneumotórax), e taquicardia (presença do CVC na aurícula). Idealmente o doente deverá ser monitorizado, com vigilância para o traçado electrocardiográfico, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigénio, para facilitar a observação de alguma alteração que deve ser comunicada ao médico que executa o procedimento.

As punções classificam-se quanto ao plano em que são empregadas, sendo superficiais quando feitas até o plano muscular e profundas quando feitas à partir dos músculos.


Material necessário:

1-Bandeja de PVP
2-Capote estéril
3-Campo estéril
4-Óculos
5-Luva estéril 7.0
6-Touca (2)
7-Máscara (2)
8-Avental descartável (1)
9-Luva de procedimento (2)
10-Clorexidina degermante e clorexidina alcoólica
11-Compressa de gaze ( 5 pacotes)
12-Micropore
13-Esparadrapo
14-Fio mononylon curva 3.0 ou 2.0 (2)
15-Cateter duplo Lúmen
16-Seringa 10ml
17-Agulha (40 x 12) (30 x 8) (25 x 7) (13 x 4) (1)
18-Xilocaína 2% sem vaso constritor
19-Cloreto de sódio a 9% amp de 10 ml ou agua para injecao amp de 10 ml (4)
20-Equipo simples
21-Soro fisiológico a 9% 500 ml
22-Lixeira
23-Mesa para colocaçao do material



Indicacao:
 
Não obtendo acesso periférico
Permitir a infusão de drogas
Transfusão
Nutriçao parenteral
Acesso para narca passo e hemodiálise
 
Contra indicacao:
 
Distúrbios severos de coagulaçao
Plaquetas menores que 50 e TAP com atividade menor que 50%
Em uso de anti coagulante oral
Pacientes com DPOC
Alteraçao no local da punçao como: fraturas, cirurgias, queimaduras, e suspeita ou indicaçao de Pneumotórax
Politraumatizados graves onde há lesões toráxica ou situaçoes de emergência
 
 
Graves complicações do procedimento
 
Pneumotórax traumático;
Hemotórax traumático;
Hidrotórax;
Hematoma local;
Lesão arterial;
Quilotórax traumático, etc.
 
Complicações tardias do procedimento
 
O uso prolongado do cateter venoso central aumenta a probabilidade de eventuais complicações inerentes:
 
Infecção de pele;
Obstrução do cateter;
Ruptura parcial ou total do cateter;
Ruptura dos pontos cirúrgicos de fixação;
Infecção do próprio cateter;
Endotelite bacteriana ou endocardite bacteriana;
Septicemia;
lesões de câmara cardíaca, etc.

Tempo de permanência

Não há definição para o tempo de permanência do catéter, não devendo ultrapassar três semanas, como consenso, permanece até apresentar sinais localizados ou sistêmicos que possam indicar infecção, como febre sem foco aparente. Retira-se e encaminha para cultura. A utilização de catéteres com bactericidas tem se demonstrado promissora, ainda em avaliação custo-benefício.


Técnica de punção:

Mais utilizada é a de Seldinger

Acesso venoso profundo é  a inserção do cateter em veia subclávia, jugular interna ou femoral que desembocam no átrio direito ou proximidades.

Veia jugular interna:

Antero lateral da artéria carótida interna no triangulo formado pelas porcões clavicular e esternal do músculo esternocleidomastoidei e a clavícula
 
Veia Subclavia:

Posiçao próxina a base do triangulo interescalenico entre o terço médio da clavícula e a primeira costela
 
Veia Femoral:

Medialmente a artéria femoral , um centímetro abaixo do ligamento inguinal
 
Necessário apos o procedimento:

Veia subclávia e Jugular se faca um RX de tórax para verificar o posicionamento e descartar pneumotórax.
Realizar ausculta pulmonar para cerificar se o murmurio vesicular esta simétrico.


Curativo

Feito diariamente na técnica
 
 
Retirada do cateter venoso
 
Alguns cuidados devem ser observados na retirada do cateter venoso , devendo ser de responsabilidade médica ou do enfermeiro(a):
 
O paciente deve estar posicionado em decúbito dorsal;
Retirar cuidadosamente o curativo;
Realizar a anti-sepsia;
Cortar soltando as fixações dos pontos cirúrgicos;
As via(s) de infusão deverão estar totalmente pinçadas;
Retirar o cateter venoso central;
O orifício da inserção do cateter venoso central deve ser rapidamente fechado, com curativo oclusivo para evitar sangramento local.

Fonte:
Núcleo  de Educação  em urgências  de Santa Catarina - Brasil
http://www.medicinaintensiva.com.br/swanganz.htm

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